Domingo de sol








Costa da Caparica, Março de 2015

Hora de Verão


Ponte Vasco da Gama, Lisboa, Março de 2015

Lúcia




Portalegre, Março de 2015

Tenho um pé de lúcia-lima que comprei há uns oito anos, envasado, pequenino. Cresceu, mudei-o para um vaso maior, fez-se bonito. Um Verão em que estive fora cerca de um mês e o deixei entregue ao calor alentejano, secou. Quando voltei, tinham-mo atirado para um canto: "morreu, é para deitar fora". Achei-o bonito, mesmo assim, com os galhos secos, parecia um esqueleto de bonsai. Recoloquei-o no lugar e deixei-o ficar a enfeitar-me a varanda. Na Primavera, rebentou, encheu-se de folhas em galhas compridas, que cortei, sequei e usei para chá. Mudei-o para um vaso ainda maior e ele continuou a crescer. Passaram-se os anos e houve chá para a família, amigos e vizinhos. Mas aquele vaso grande, com tanta terra disponível, tornou-se apetecível para todo o tipo de experiências agrícolas. No fim, o pé de lúcia-lima teve de partilhar o seu espaço vital com dois abacateiros, três nespereiras e um Aloe vera. No último ano, foi ofuscado pelas restantes árvores, que, de tão grandes que já estavam, lhe roubavam terra e luz. Então, resolvi mudá-lo, no início do Outono. Parti o vaso, encaminhei as árvores para o monte (onde, ao que me contam, estão de boa saúde), arranjei outro vaso para o aloé (que ainda não recuperou a boa forma que tinha) e pus o pé de lúcia-lima, bem podado, num vaso grande. Definhou, o tronco ressequiu, revestiu-se de uma cor esverdeada de musgo, temi o pior. Ontem, notei os primeiros rebentos, hoje estava assim. No Inverno, vai haver chá.

No tempo do verde-alface








Portalegre, Março de 2015


E.N. 246, entre Castelo de Vide e Portalegre, Março de 2015

Rebentos e folhas tenrinhas conseguem colorir até os dias cinzentos.

Långstrump i landet av maneter






Hejlsminde (Dinamarca), Julho de 2014

Fim do dia


Hejlsminde (Dinamarca), Julho de 2014

De fugida












IP2, entre Estremoz e Portalegre, Março de 2015

Prima


Portalegre, Março de 2015

Duplicidade


Christiansfeld (Dinamarca), Julho de 2014

Flyt dig!


Svendborg (Dinamarca), Agosto de 2014

Primatas




Nyhavn, Copenhaga (Dinamarca), Agosto de 2014

Dá-me uma tampa (2)


Copenhaga (Dinamarca), Agosto de 2014

Em Copenhaga, eram às carradas, claro. Óbvio será também que nem todas eram especiais: a maior parte inseria-se num dos padrões genéricos, que ainda hei-de mostrar. Gostei muito da dos passarinhos, que encontrei na zona de Amalienborg; da segunda, de Nyhavn; da terceira, com o perfil inconfundível de Hans Christian Andersen, que vislumbrei num fim de dia, algures no centro, perto de um restaurante português que servia sardinhas e paelha, quando se me tinham acabado as pilhas e tive de recorrer ao telemóvel:




Copenhaga (Dinamarca), Agosto de 2014

Mas achei particular graça às do Tivoli, personalizadas até ao requinte de haver um modelo especial para o bairro chinês:




Copenhaga (Dinamarca), Agosto de 2014

Fora de Copenhaga, ainda encontrei estas, dignas de nota:




Taastrup (Dinamarca), Agosto de 2014




Helsingør (Dinamarca), Agosto de 2014

As tampas de ontem deram hoje origem, no Facebook, a uma breve conversa sobre as ditas, no decurso da qual descobri como googlar as tampas dinamarquesas, nomeadamente, usando as palavras-chave "dæksel", "brønddæksel" ou "mandehulsdæksel". Foi assim que me apercebi de que, na mancha clara que se vê do lado esquerdo da silhueta de H.C. Andersen, há uma imagem do soldadinho de chumbo, como se pode constatar aqui. E que conheci a tampa comemorativa do segundo centenário do nascimento do autor (por cá, é mais selos de correio e moedas de dois euros). E que soube que Sleipnir, o melhor e mais rápido de todos os cavalos, tinha chegado à China. Foi bom saber que não sou a única pessoa a interessar-se por estas coisas.

Dá-me uma tampa






Odense (Dinamarca), Agosto de 2014

Estas foram as primeiras que me despertaram a atenção nos chãos dinamarqueses, e quis guardá-las, para as apreciar mais tarde. Só posteriormente me dei conta de que já na véspera tinha tropeçado nesta:


Svendborg (Dinamarca), Agosto de 2014

E foi muito depois que, ao folhear o álbum de fotografias, vi que esta já antes me tinha entrado pela lente dentro, de forma quase clandestina:




Hejlsminde (Dinamarca), Julho de 2014

Pronto, tinha começado mais uma. Troquei o torcicolo dos cataventos pela cifose das tampas de esgotos, sempre foi um progresso. Na verdade, as tampas não eram só de esgotos, mas de tudo o que, circulando debaixo dos nossos pés, devesse ter acesso a partir da rua: água, energias, telecomunicações. Havia-as com as armas da cidade, com personagens históricas e fictícias, com decorações delicadas, um regalo para os olhos dos velhotes. A segunda de Odense, acima, de tão polida mal deixa ver Sleipnir, o cavalo de oito patas de Odin; a outra, imagino que retrate Ask, o primeiro homem, segundo a mitologia nórdica, mas deixo para confirmar noutra altura.
Depois de Odense, passei a ver onde punha os pés (e não foi pela mesma razão que o faço em Portugal, que os cães dinamarqueses são mais civilizados). Até chegar à capital, ainda colhi estas:






Sorø (Dinamarca), Agosto de 2014