Alminhas (3)




Castelo Branco, Abril de 2016

Mais alminhas: 1 | 2

Até debaixo de água


Largo de São Marcos, Castelo Branco, Abril de 2016

João Maurício "Violant", Virtvtibvs Maiorvm, Janeiro de 2016.

Notável






Castelo de Vide, Maio de 2012

Aos pés da cruz


Orada (Borba), Dezembro de 2012

Luz e cruz




Borba, Dezembro de 2012

Cruzeiros, tenho-me cruzado com vários. Não vou começar uma colecção nova, que disparate, só uma nova etiqueta.

Coreto


Borba, Dezembro de 2012

Não sei se comece a coleccionar coretos. Temo bem que em breve deixarei de conseguir ver o que me cerca como um cenário global, mas apenas como uma composição de pormenores, um mosaico. Signos descontínuos, diria Barthes.

Esmalte azul (4)




Portalegre, Abril de 2016




Silves, Agosto de 2013


Castro Marim, Agosto de 2015

Mais esmaltes: 1 | 2 | 3

Praças da República (2)


Albufeira, Agosto de 2013


Monforte, Junho de 2012


Figueira e Barros (Avis), Junho de 2011

Mais exemplares que andavam perdidos no pó. Os meus álbuns são mesmo um poço sem fundo.

Dentolas






Olivais, Lisboa, Abril de 2016

Por Luís Eduardo, integrado na 6.ª fase do projecto "Reciclar o Olhar" (Julho de 2013). Mais imagens aqui (1, 2, 3, 4).

Luz no mar








Parque das Nações, Lisboa, Abril de 2016

Por Miguel Brum, integrado na 7.ª fase do projecto "Reciclar o Olhar" (concurso Vidrões@Parque das Nações, Outubro de 2013). Mais imagens aqui.

Maré baixa: apanha












Mar da Palha, frente ao Parque das Nações, Lisboa, Abril de 2016

Onda de cor








Parque das Nações, Lisboa, Abril de 2016

Por RAM, integrado na 7.ª fase do projecto "Reciclar o Olhar" (concurso Vidrões@Parque das Nações, Outubro de 2013). Mais imagens aqui.

Hold me in your arms








Parque das Nações, Lisboa, Abril de 2016

Por Tinta Crua, integrado na 7.ª fase do projecto "Reciclar o Olhar" (concurso Vidrões@Parque das Nações, Outubro de 2013). Mais imagens aqui.

Auto-retrato com guarda-chuva amarelo


Tóquio (Japão), Agosto de 2004

Ultimamente, por razões várias, tenho recordado o Japão e tenho-me entretido a folhear os respectivos álbuns.
O guarda-chuva em questão, comprado creio que em Tóquio, partiu-se na Amadora, em dia de neve e vento.

Believe








Parque das Nações, Lisboa, Abril de 2016

Por Tinta Crua, integrado na 7.ª fase do projecto "Reciclar o Olhar" (concurso Vidrões@Parque das Nações, Outubro de 2013). Mais imagens aqui.

Para onde é que estás a olhar?








Parque das Nações, Lisboa, Março de 2016

Respect the sea








Parque das Nações, Lisboa, Abril de 2016

Por Tinta Crua, integrado na 7.ª fase do projecto "Reciclar o Olhar" (concurso Vidrões@Parque das Nações, Outubro de 2013). Mais imagens aqui.

Tarde pictórica










Ribeira da Falagueira, Amadora, Abril de 2016

Zebra


Parque das Nações, Lisboa, Março de 2016

Glutões




Lisboa, Março de 2016

Por BOREL ART (Vasco Alves Coelho, Miguel Marques Coelho e João Maria Júlio Baptista). Aqui, divulgado em Março de 2012.

No braseiro






Parque das Nações, Lisboa, Março de 2016

Eu bem me parecia que me perseguiam. Cruzei-me com o primeiro, há quase 3 anos, e desde aí, de vez em quando, ia encontrando um ou outro. Ultimamente, são cada vez mais, pelo que dificilmente ando em Lisboa sem tropeçar num ou dois.
Finalmente, dei-me ao trabalho de procurar saber em que iniciativa se integravam: fazem parte do projecto "Reciclar o Olhar", promovido pela Galeria de Arte Urbana da CML. Também fiquei a saber que que não sou a única a coleccionar vidrões e que o sargo tem companhia, com que ainda não me cruzei. Aqui há mais imagens da 7.ª fase do projecto (concurso Vidrões@Parque das Nações, Outubro de 2013).

REENCONTROS:
1. As missangas, de Nicolae Negura (concurso LeYa Arte Urbana, Junho de 2015), aqui, aqui e aqui.
2. Os meninos pobres, de Rui Ferreira 'RAF' (concurso LeYa Arte Urbana, Junho de 2015), aqui.
3. O monstro de chocolate, de Monk (8.ª fase, Julho de 2014), ainda com orelhas, aqui, e em produção, aqui.
4. Os cuscos, de Ephy (6.ª fase, Julho de 2013), aqui, aqui, aqui e aqui.
5. O telefone, de Pedro Loureiro (5.ª fase, Fevereiro de 2013), aqui, aqui e aqui.
6. O beijo, de Beatriz Berger (5.ª fase, Fevereiro de 2013), aqui, aqui, aqui e aqui.
7. A calçada, de Sandra Weber (5.ª fase, Fevereiro de 2013), aqui, aqui, aqui e aqui.

A EXPLORAR:
A 4.ª fase (Julho de 2012), a 2.ª fase (Setembro de 2011), a 1.ª fase (Julho de 2011) e a etapa inicial do projecto: intervenção artística em camiões de recolha de lixo. E, ainda, um apanhado, divulgado em Março de 2012, dos vidrões das três fases anteriores, aqui.

Rua das Indústrias (2)


Amadora, Março de 2016

Cresci na Amadora, um dos pólos mais importantes da cintura industrial de Lisboa, pelo que as fábricas, de uma maneira ou de outra, sempre fizeram parte da minha vida. Não tive um pai operário, como muitas das minhas colegas de escola, mas uma tia que, em meados dos anos 70, se mudou, com a família, para um terceiro andar com vista para as fábricas, na Travessa do Bairro do Bosque. De bosque, porém, o bairro já só tinha o nome: ainda me lembro do canário amarelo que a minha tia pendurava fora da janela da cozinha, nas manhãs de sol, e que recolhia à tardinha, todo enfarruscado.
Gostava muito de a visitar e, ao fim das tardes de Inverno, já escuro, da janela do quarto dos meus primos, demorar-me a olhar as fábricas, que se estendiam entre a Falagueira e a Venda Nova, os laboratórios farmacêuticos, as editoras, o comboio que apitava na curva da Reboleira, as luzes vermelhas das antenas do Monsanto. A Cometna, a Titan, a Sorefame, todas me diziam alguma coisa, em todas elas trabalhavam vizinhos meus. Lá de cima, as fábricas eram um mar de telhados triangulares que se espraiava até ao arranha-céus do J. Pimenta, que albergava a repartição de finanças das bichas de má memória.




Fábrica da Cultura, Amadora, 2013 (imagens daqui)

Nos anos 90, depois da desactivação da fábrica, as instalações da Cometna foram convertidas em equipamento cultural, a que se chamou Fábrica da Cultura. Aí se realizou, até 2000, o Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora (FIBDA). Era um espaço soberbo: amplo, versátil, decadente. Lembro-me da instalação de um tigre gigante, por cuja boca escancarada entrávamos para apreciar as tiras de Calvin and Hobbes, de que fiquei fã. Lembro-me de um recanto de caixotes, que reproduzia um porto, e de uma exposição de BD erótica (muito Manara), nos antigos balneários, pintados para o efeito de vermelho e preto. Era sempre uma aventura, explorar os diferentes espaços criados na imensidão da fábrica.


3.º FIBDA, 1992


5.º FIBDA, 1994


8.º FIBDA, 1997


11.º FIBDA, 2000, o último realizado na Fábrica da Cultura

Desde que a edilidade propôs encontrar espaços mais dignos para uma exposição internacional, fui perdendo o interesse que tinha pelo FIBDA. Ainda o cheguei a acompanhar a um espaço desocupado na nova estação de Metro da Amadora, mas, depois disso, as voltas da vida e a nostalgia da Fábrica da Cultura foram-me afastando do evento.
Em 2013, a fábrica foi demolida, para dar lugar a um parque infantil, aonde as voltas da vida me têm reconduzido. Às vezes, sento-me lá, a observar o que resta daquele património histórico que tem sido metodicamente eliminado.








Demolição da Fábrica da Cultura e início da construção do parque infantil
Amadora, 2013


NOTAS:
1. Todas as imagens da Fábrica da Cultura e das diferentes edições do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora foram retiradas do blogue Kuentro, de Jorge Machado-Dias, nomeadamente, daqui, daqui, daqui e daqui.
2. Reportagem fotográfica sobre a empresa SOREFAME, da autoria do Estúdio Horácio Novais (1930-1980), aqui.

Praças da República




Sintra, Agosto de 2012

Porque já há muito me tinha parecido uma boa ideia, tinha esboçado um início de colecção, aqui, com estas três, que volto a reproduzir:


Ericeira (Mafra), Julho de 2014


Torres Vedras, Julho de 2014


Portalegre, Setembro de 2011

Ao folhear os álbuns, encontrei as duas primeiras, de Sintra, e lembrei-me, entretanto, desta, de Viseu:


Viseu, Maio de 2011

Gosto de comparar tipos gráficos, ortografia e as designações antigas, a que a República se sobrepôs.