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A linha que nos separa (XII)





De regresso à fronteira entre a Rabaça (São Julião, Portalegre) e La Rabaza (La Codosera), forcei uma curta paragem para investigar um pouco a zona, confirmar que depois do 696G só poderia vir o 696F -- e que o 696E não poderia andar longe --, que o muro é a fronteira e que merece uma exploração como deve ser. Mas o que se há-de fazer quando uma fronteira é, por definição, um local de transição, de passagem? Talvez facilitar uns desvios e aproveitar para explorar um bocadinho de cada vez. Vamos a ver quando sai o 696D.










Maio de 2012

A linha que nos separa (XI)


Marvão, visto da fronteira, junto a La Fontañera (Valencia de Alcántara, Espanha),
Maio de 2012


À falta de disponibilidade para variar, pode-se aprofundar o que já se conhece. Até porque o conhecimento é muito relativo, e é sabido que nunca chegamos a conhecer nada verdadeiramente bem, que há sempre novos ângulos que podem ser explorados. A fronteira é assim, com os seus marcos semeados pela paisagem, como as pedrinhas brancas do Hänsel: há sempre um mais além.
Desta vez, calhou voltar a La Fontañera e, aproveitando uma aberta num dia chuvoso, revi velhos conhecidos e fui em busca de novos. Assim, ao 683A, ao 683, ao 682bisA, ao 682bis e ao 682E, pude juntar o 682D e o 682C. E aperceber-me, empoleirada nas rochas, da beleza da paisagem, com vista até Marvão, e da vontade que tinha de continuar por ali fora, não fora a chuva voltar a atacar forte e feio.
Foi assim que os (re)encontrei, alinhados de sul para norte:







O 682bisA, o marco da polémica, caiado de novo e com o cimento retocado. Desta vez conversámos com a actual dona da casa, que nos disse estar a par da história: em tempos, a casa ficava em Espanha e o anexo em Portugal; depois veio a dona que mudou o marco. Quando ela comprou a casa, já a documentação legal situava a propriedade toda em Espanha. E, até agora, ninguém se queixou.
O mais curioso nesta história é que o dito marco me parece, assim a olho nu, minimamente alinhado com os seus pares (e são dois de cada lado, todos muito próximos). Das duas uma: ou foram mudados mais marcos ou a história não passa disso mesmo (ou eu é que tenho de lá voltar com uma fita métrica).





O 682E é o último junto ao casario, depois é subir pelas pedras e ir tentando avistar os seguintes pelas rochas fora. O 682D não fica longe e dele vê-se o 682C.









Este selo, cravado na pedra do marco 682C, foi a primeira vez que o vi:



Entretanto, recomeçou a chover e voltei para trás. Hei-de lá voltar para procurar o 682B.


(mapa retirado daqui)

A linha que nos separa (X)



O 1047 BIS, fotografado, há dias, na fronteira entre Vila Verde de Ficalho e Rosal de la Frontera. O 1047 está do outro lado da estrada, como se pode ver aqui.
Mais uma cortesia de MCV.

PS: Parece que, afinal, o 1047 já lá não está. Bem me alertou MCV para a pouca solidez destes marcos...

A linha que nos separa (IX)



Este fim-de-semana, Badajoz. Entrada pela fronteira do Retiro (Campo Maior), um dó de edifícios abandonados e em ruínas, mas recentemente valorizada pelas obras de renovação da estrada nacional 371. O 790-1A, do lado direito da estrada; o 790, do outro lado, junto à antiga alfândega portuguesa:







A vinda fez-se por Elvas, pela fronteira do rio Caia. O 801-B1, a meio da ponte José Saramago:



Acredito que haja outro do outro lado, mas não, não atravessei para confirmar, aquilo é uma auto-estrada (duas, por sinal: a A5 espanhola e a A6 portuguesa). Fiquei mais curiosa com ponte velha, a explorar noutra altura. (Nesta foto vê-se o mesmo tipo de decoração que eu já tinha notado aqui.)

A linha que nos separa (VIII)



Hoje foi dia de explorar a raia na ribeira de Abrilongo. A estrada que, vinda de Arronches, passa a Esperança segue até à fronteira, situada na ponte, onde se pode ver, do lado esquerdo, o 713-1A. Do lado direito da ponte, vislumbram-se, um em cada margem da ribeira, o 713A e o 713A bis:





Respectivamente:



Mas o maior motivo de interesse na zona é Marco/El Marco, uma povoação transraiana atravessada pela ribeira e, consequentemente, dividida pela linha de fronteira. Mais curioso ainda é que as duas metades da povoação têm acessos rodoviários distintos, um em cada país. A única ligação interna é uma ponte internacional... pedonal, de madeira. Na prática, vindos de La Codosera, seguimos para El Marco, avançamos até à ponte de madeira, voltamos para trás, atravessamos a ribeira no sítio que refiro mais acima, seguimos na direcção de Esperança, até encontrarmos a estrada para Marco (devidamente assinalada como estrada sem saída) e continuamos até... à ponte de madeira.
De cada lado da ponte, um marco, o 713B bis, do lado espanhol, e o 713B, do lado português:





Vistos do lado espanhol:



Vistos do lado português:



Vista de cima, a povoação é assim:



Na carta militar (++++ assinala a linha de fronteira):

A linha que nos separa (VII)





Caçado por MCV, há 10 anos. Situa-se na EN332, no limite norte da freguesia de Nave de Haver (Almeida), uns 5 km abaixo da fronteira de Vilar Formoso. Muito obrigada!

A linha que nos separa (V)

Encontrados no último fim-de-semana, na fronteira entre a Rabaça (São Julião, Portalegre) e La Rabaza (La Codosera): à beira da estrada, o 696H, do qual se avistam, sobre um muro, o 696G e mais outro, no seguimento.







Do outro lado da estrada, vê-se o 696I:

A linha que nos separa (IV)

Os que se seguem foram-me enviados por MCV, outro entusiasta das "letras na paisagem", a quem agradeço, igualmente, a indicação da Carta Militar da série M-888, para me orientar na localização dos ditos.
O 155B e o 155C, na estrada entre Montalegre e Baltar:







O 253B e o 253C, os primeiros de que tenho memória, na fronteira entre Vila Verde da Raia (Chaves) e Feces de Abajo (Verín):





O 468 "está situado a NE do povoado de Constantim, Miranda do Douro, junto à Ermida de Nossa Senhora da Luz":



A linha que nos separa (III)



Estes encontrei-os, no mês passado, no final da EN246-1, no caminho entre Marvão e Valencia de Alcántara, um de cada lado da estrada, junto ao antigo posto de controlo.



Interessante, a diferença de materiais e de decoração.