Ventos amigos (V)








Farol do Cabo Espichel, Sesimbra, Fevereiro de 2012

O chamado 2em1: catavento com farol acoplado. Simpática contribuição de Rui Cambraia.

Ventos amigos (IV)


Lisboa, Agosto de 2011

Este foi apanhado por MCV, exactamente aqui.

ACP #66


Póvoa e Meadas (Castelo de Vide), hoje

Skarø



No dia seguinte, saímos logo de manhã (que é como quem diz, depois de um pequeno-almoço demorado e conversado, mais a atirar para o meio-dia) para uma excursão à ilha de Skarø. Desta vez, navegámos para sudoeste, pelo estreito de Svendborg, entre as ilhas de Fiónia e Tåsinge (a letra A, no mapa, assinala Skarø).








(quanto a vocações marítimas, estamos conversados)

Skarø é uma ilha pequena e pouco habitada. Na prática, e como estava de chuva, pareceu-nos uma ilha deserta. Demos um pequeno passeio, mas, como o estado do tempo foi piorando gradualmente, acabámos a fazer o nosso piquenique de smørrebrød abrigados dentro do barco, no meio de um temporal.











O tempo melhorou para o final da tarde, proporcionando-nos uma agradável viagem de regresso a Svendborg.


Svendborgsundbroen, a ponte do estreito de Svendborg, que liga a Fiónia a Tåsinge
(em sua homenagem, e porque gosto muito de pontes, vou inaugurar uma nova
etiqueta, que talvez ainda tenha futuro)

Faróis (4)


Meia Praia (Lagos), Julho de 2007

Também costumam chamar a minha atenção os pequenos farolins de balizagem que se encontram à entrada de barras e portos. Servem para sinalizar lateralmente o canal de navegação, pelo que surgem em pares, um vermelho e outro verde. Na região A, de que Portugal faz parte, a embarcação tem de dar bombordo à marca ou luz encarnada.
O primeiro, encontrei-o à entrada do estuário da ria de Alvor, no molhe da ponta leste da Meia Praia (Lagos); o verde fica do outro lado, no molhe da praia de Alvor (Portimão):





Nesta imagem, que já por aqui tinha passado, captada junto ao Forte da Ponta da Bandeira, são visíveis os sinais de balizagem à entrada da barra da ria de Bensafrim (acesso ao porto de Lagos):


Lagos, Julho de 2007

Pela mesma altura, avistei mais estes dois, em Sines:




Sines, Julho de 2007

A propósito de faróis, encontra-se aqui uma boa infografia do jornal Expresso, sobre os faróis de Portugal.

Pedras grandes





Há já algum tempo que deixei de acreditar nas setas que indicam monumentos megalíticos. Umas vezes, obrigam uma pessoa a conduzir por caminhos de cabras, para depois chegar a uma propriedade privada, fechada, e não ter possibilidade de ver o monumento ao perto (ou de o ver de todo). Outras vezes, aparece uma única seta, no início da estrada ou caminho, e não há qualquer outra indicação, numa extensão de quilómetros. E numa paisagem muito pedregosa, como é o caso de algumas zonas da serra de S. Mamede, torna-se muito difícil distinguir, de dentro do carro, uma anta incompleta e tombada de um qualquer outro amontoado de pedras. Por isso, agora, quando vejo uma seta, até desvio o olhar, para não ter tentações.
Anteontem, não sei porquê, abri uma excepção. Talvez porque tenho boa impressão da relação que a Câmara Municipal de Castelo de Vide tem com o património arqueológico: regra geral, as indicações são muito precisas e completas. E lá fomos em busca do Parque Megalítico dos Coureleiros (IV-III milénios a.C.), onde havemos de voltar, para explorar melhor o local. Para já, ficam aqui registos das antas 1, abaixo, e 2, acima (são quatro, no total, segundo a CMCV; o IGESPAR refere uma quinta anta).