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Encontro de culturas




Salvador (Bahia, Brasil), Agosto de 2025

Grande painel em mosaico branco, na Avenida do Contorno (mais precisamente, Avenida Lafayete Coutinho), instalado na superfície lisa de uma contenção de encosta, em betão. Foi realizado pelo artista Bel Borba, em 1999, em comemoração dos 450 anos da cidade do Salvador (fundada em 29 de Março de 1549). Mede 10 x 62 metros.







Outro painel de mosaico, da autoria de Antonello L'Abbate. Foi feito em homenagem aos 500 anos da Baía de Todos-os-Santos, descoberta e baptizada, no dia 1 de Novembro de 1501, por Gaspar de Lemos. Esta obra situa-se também na Avenida do Contorno, um pouco mais à frente da anterior, e tem 15 metros de largura por cinco de altura.



No Centro Histórico, um exemplar da série "Pelé Beijoqueiro" (2010), da autoria do artista Luis Bueno, conhecido como Bueno Caos.

Cagarro


Vila do Corvo (Ilha do Corvo, Açores), Agosto de 2022

A propósito do borrelho, lembrei-me deste cagarro, que ainda não tinha passado por aqui.
Realizado por Bordalo II, em Setembro de 2021, este mural foi uma iniciativa da SPEA e da Câmara Municipal do Corvo, inserida no projecto OceanLit, co-financiada pela Direcção Regional de Turismo e com o apoio da EDA.
Este Big Trash Animal foi, no ano passado, vítima de uma "limpeza" excessiva que o desfigurou. O Governo Regional assegurou que seria restaurado com brevidade, pelo autor, mas sobre isso ainda não encontrei qualquer informação.

Borrelho


Praia de Mira (Mira), Julho de 2025

Mural de Bordalo II, realizado em Agosto de 2021, para a Câmara Municipal de Mira, no âmbito da programação cultural em rede "O Mar Que nos Une", que junta os municípios de Cantanhede, Figueira da Foz e Mira e que foi apoiada pelo programa Portugal 2020.
A obra faz parte da série Big Trash Animals e procura representar o borrelho, uma pequena ave que tem como habitat a orla marítima da região, onde se alimenta de moluscos.
Mesmo com um parque de estacionamento à frente e em contraluz, é amoroso.

Onde é que estão, agora, as vacas?




Aveiro, Julho de 2025

Olha só quem é que eu havia de encontrar na estação ferroviária de Aveiro?! Duas das meninas que me fizeram correr Lisboa, nos idos de 2006. A primeira, tinha-a encontrado na Avenida de Roma; a segunda, na Gare do Oriente. Hoje, a Diaphanés continua à espera do TGV (em pé, coitada!) e a Urban Cow está mais pintada do que antes.





Paredes soteropolitanas

Mural da autoria de Marcos Costa, O Cabuloso, realizado em 2022 e renovado em 2025.
Pormenor do trabalho do artista Carlos Kahan, realizado em 2022.
Mural criado em 2022, por Robinho Santana.
Trabalho de 2025, assinado por Máquina de Louco, Raxa Kuka e Bigod O Sapo.
Mural realizado em 2023 por Maria Mariô.


Trabalho de Raiana Britto, realizado em Junho de 2025.
"Oxum: cidade das mulheres", obra realizada em Setembro de 2016, para o projecto MURAL, por Nila Carneiro.



Salvador (Bahia, Brasil), Agosto de 2025

Serpentes de fogo


Évora, Novembro de 2024

No quartel dos Bombeiros Voluntários de Évora, encontrei estas obras em progresso: "A Serpente de Fogo", da autoria de Le Funky, e um "Fire station project", de brvnoloz. Dias depois, estavam já mais compostas.





Em Abril, cravos mil!


Lisboa, Julho de 2024

Ficou assim a fachada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, depois de mais uma acção integrada nas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril.

Venham pintar cravos no muro da NOVA FCSH
Em Abril, vamos encher os muros da NOVA FCSH da Av. de Berna com cravos. Convidamos toda a comunidade a deixar a sua marca celebratória dos 50 anos de democracia nos muros da faculdade, com uma pintura em stencil.
Nos dias 8, 15 e 22 de Abril, entre as 10h30 e as 12h30, venham pintar um cravo de Abril! E tragam um amigo, também.
Esta acção conta com o apoio da Galeria de Arte Urbana / Câmara Municipal de Lisboa.





Cidade de Abril




Amadora, Maio de 2024

Uma das coisas de que a Amadora se orgulha é de ter sido a primeira cidade criada depois do 25 de Abril (mais precisamente, em Setembro de 1979). Outra, é de ter sido, por sete ou oito anos, lugar de residência e de trabalho do grande fotógrafo Alfredo Cunha. E não foram uns anos quaisquer, mas, sim, uma boa parte da década de 1970, cuja relevância histórica pôde registar de forma magistral. Nada mais natural, pois, que, em ano de cinquentenário da revolução, seja dado um destaque especial ao autor e à sua obra.
Foi assim que o programa das celebrações, no concelho, deu relevância ao seu trabalho, com várias iniciativas: o descerramento do painel de azulejo de baixo-relevo da autoria de Alexandre Farto/Vhils, "Honrar quem trabalha" (a partir de fotografias de Alfredo de Cunha), na fachada do edifício dos Paços do Concelho, no dia 25 de Abril; a exposição "25 de Abril de 1974, quinta-feira", com fotografias de Alfredo Cunha e projecção multimédia e música de Rodrigo Leão, patente na Galeria Municipal Artur Bual/Casa Aprígio Gomes, entre Janeiro e Junho de 2024; uma exposição de 50 outdoors com fotografias de Alfredo Cunha e gravuras de Vhils, espalhados pelas ruas da cidade, a partir de 14 de Março.
Acima, junto aos Paços do Concelho, fotografia e chaimite muito significativas para mim; abaixo, os cartazes que fui encontrando pela Amadora.

















Atrás deste último cartaz, podemos ver, à direita, o mural de Odeith dedicado a Amália Rodrigues e, à sua esquerda, uma parede recém-pintada, onde esteve Carlos Paredes. Abaixo, a entrada para a exposição e uma das fotografias que mais me marcaram.





Coligindo, agora, todas as referências, directas e indirectas, a Alfredo Cunha que já passaram por aqui: primeiro e segundo murais de homenagem a Salgueiro Maia, na Avenida de Berna, em Lisboa; mural no Bairro do Bosque, Amadora; exposição fotográfica, em Castelo de Vide; painel de azulejo, na Amadora; a minha fotografia favorita, captada também na Amadora.

Honrar quem trabalha




Amadora, Maio de 2024

Painel de azulejo de baixo-relevo da autoria de Vhils.

"A obra «Honrar quem Trabalha», da autoria de Alexandre Farto aka Vhils, foi (...) inaugurada na fachada do edifício dos Paços do Concelho [no dia 25 de Abril de 2024]. Trata-se de um mural que presta homenagem ao trabalho de Alfredo Cunha que, através da sua lente, cobriu a Revolução dos Cravos [preservando momentos efémeros, e eternizando a essência de uma nação em transformação].
Composto por mais de 4.000 azulejos dispostos [numa] área de 88 m2, o painel recria uma imagem captada por Alfredo Cunha, durante uma manifestação em Agosto de 1975, na qual foi devolvida ao povo a possibilidade de lutar por melhores condições. Tem como principal protagonista um trabalhador da Sorefame, localizada na Amadora."



Mais trabalhos de Vhils que passaram por aqui: Building 3 steps (aqui, aqui e aqui), Scratching the Surface project (Barreiro, Ponta Delgada, Alandroal).