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12.º FIMM


Marvão, Julho de 2026

Do 12.º Festival Internacional de Música de Marvão, o ensaio geral para a gala de abertura, no pátio do Castelo de Marvão, com a Orquestra de Câmara de Colónia, dirigida pelo maestro Christoph Poppen, e com os solistas Juliane Banse (soprano) e Ruifeng Lin, um extraordinário virtuoso do violino.









E, ainda, um vislumbre do divino, com o Coro de Rapazes da Catedral de Colónia (Kölner Domchor), dirigido pelo maestro Alexander Niehues, na Igreja de Nossa Senhora da Estrela.





Mais aqui e aqui.

Solar do Unhão


Salvador (Bahia, Brasil), Agosto de 2025

Construída sobre aterro, no sopé da falha geológica de Salvador, esta antiga quinta consiste num conjunto que integra o Solar do Unhão, a Capela de Nossa Senhora da Conceição, um cais de desembarque privado, fonte, aqueduto, chafariz, senzala, armazéns e um alambique com tanques. Embora situado praticamente dentro da cidade, era um complexo agro-industrial com a estrutura típica de um engenho de açúcar. Foi também um entreposto comercial, de cujo cais era despachado o açúcar produzido em alguns dos engenhos baianos.



O terreno foi doado aos padres beneditinos, em 1584, por Gabriel Soares de Sousa. Em 1690, residiu no local o Desembargador Pedro Unhão Castelo Branco, que vendeu a propriedade, em 1700, a José Pires de Carvalho e Albuquerque, o Velho, que ali estabeleceu morgado, conduzindo a propriedade à sua fase áurea. Com o declínio da economia açucareira, o Solar foi arrendado, período em que passou por um processo de relativo declínio. No início do século XIX, a propriedade pertencia a António Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque, Visconde da Torre de Garcia d'Ávila, sendo utilizada como residência urbana da família.



O Solar é constituído por três pisos: o rés-do-chão ou térreo, o piso nobre, cujo acesso se faz por uma ponte de quatro arcos, e o segundo andar, que foi construído no final do século XIX. Na ponte de acesso ao solar, existem barras de azulejos policromados de ornamentação barroca, produção de Lisboa de 1770/80.



A planta da capela (1794) é típica das igrejas matrizes e de irmandade do começo do século XVIII, apresentando, porém, a particularidade de possuir nave e capela‐mor da mesma largura e altura. Já a fachada, em estilo rococó tardio, data, provavelmente, do século XIX.



O chafariz, do século XVIII, que era originalmente alimentado pelo aqueduto, é uma bela peça barroca em arenito escuro, formado por uma carranca de onde jorra a água, e duas conchas sobrepostas. Também na fonte situada à esquerda da capela existia, até há alguns anos, uma carranca de pedra.



Com o tempo, a quinta foi mudando de vocação. Há relatos de que o alambique ainda funcionava, em 1853. Porém, aí foram instaladas fábricas sucessivas, nomeadamente, de produção de rapé (entre 1816 e 1926), derivados de cacau e manufacturas e oficinas diversas. Em 1928, foi convertida em trapiche, depósito de mercadorias destinadas ao porto de Salvador e de combustíveis. Durante a Segunda Guerra Mundial, serviu de quartel aos fuzileiros navais.





Em 1943, o conjunto foi classificado pelo então Serviço do Património Histórico e Artístico Nacional. Porém, em 1952, esteve em risco de ser dividido pelo traçado da Avenida de Contorno, sendo salvo por um projecto alternativo do engenheiro e arquitecto Diógenes Rebouças. O Solar do Unhão foi, então, adquirido pelo Governo do Estado para sediar o Museu de Arte Moderna da Bahia. Após um trabalho de restauração com projecto da arquitecta Lina Bo Bardi, o MAM foi inaugurado, no Solar, em 1963, oferecendo oito salas de exposição, teatro-auditório, sala de vídeo, biblioteca especializada e banco de dados (visita virtual aqui).



O Solar do Unhão tem uma localização privilegiada, entre pequenas praias, com uma vista espectacular para a Baía de Todos os Santos e a vizinhança do conjunto de casas populares da Gamboa de Baixo, uma pequena favela conhecida como Comunidade do Solar do Unhão.



Cidade Baixa


Salvador (Bahia, Brasil), Agosto de 2025

Como já aqui expliquei, a cidade do Salvador foi, desde a sua fundação, estruturada em dois níveis: a Cidade Alta, institucional e política, e a Cidade Baixa, portuária e comercial.
Após a sua fundação, em 1549, no cimo da escarpa, a cidade começou a expandir-se em direcção ao mar, ocupando uma estreita faixa costeira, o chamado Bairro da Praia, com uma rua comprida que dividia o porto e as casas comerciais. Nascia, assim, a divisão de Salvador em cidades Alta e Baixa. Porém, a ligação entre essas duas partes da cidade sempre foi complicada. Com o tempo, foram abertas ladeiras e caminhos, construídos guindastes e, em 1873, foi inaugurado um dos principais ícones da cidade, o Elevador Lacerda, hoje totalmente integrado na paisagem e no quotidiano do povo soteropolitano.





O centro nevrálgico da Cidade Baixa é a Praça Visconde de Cayru (mais conhecida como Praça Cairu, apesar da actual designação de Praça Maria Felipa), onde se situa a estação inferior do Elevador Lacerda e o antigo prédio da Alfândega, no qual seria reinstalado o Mercado Modelo, depois do incêndio de 1969.




Cidade da Música da Bahia, o museu da música baiana, ao lado do Mercado Modelo

Após vários aterros sobre a Baía de Todos os Santos, foi construído, em 1920, o bairro do Comércio, para concentrar as actividades financeiras da cidade, com sedes de agências de exportação e de câmbio e instituições bancárias e financeiras.



Como principal acesso ao bairro do Comércio, foi projectada, pelo arquitecto Diógenes Rebouças, uma extensa estrada marginal, ao longo da orla costeira, desde o Campo Grande até à Praça Cairu, comummente conhecida como Avenida Contorno. Inaugurada em 1958, foi baptizada como Avenida Lafaiete Coutinho (ou suas variantes Lafayete e Lafayette), em homenagem a Lafayette Coutinho de Albuquerque (1906-1959), médico e Professor Catedrático de Urologia da Faculdade de Medicina da Universidade da Bahia, empresário e deputado estadual e federal, entre outros cargos públicos. A avenida proporciona uma agradável caminhada, ao longo das praias da Baía de Todos-os-Santos, de um lado, e dos muros de contenção da encosta, do outro.


Praia da Preguiça


Comando do 2.º Distrito Naval da Marinha do Brasil


Do outro lado da estrada

Em frente ao Comando Naval, já ao chegar à Praça Cairu, a jóia barroca da Cidade Baixa, a Igreja Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia. A igreja original foi mandada construir por Tomé de Sousa, na altura da fundação da cidade, em 1549. Era uma capela de taipa de pilão, erigida na base da falésia, junto à linha de água. Porém, ao longo dos séculos, os sucessivos aterros para ampliação da zona portuária foram afastando o mar. A primitiva capela foi também substituída por soluções mais robustas. A igreja actual, o terceiro templo construído no local, foi erigida entre 1739 e 1849, mas consagrada em 1767. A edificação, engastada na rocha viva, foi projectada por Manuel Cardoso de Saldanha, arquitecto e engenheiro militar português. A construção foi, essencialmente, pré-fabricada em Portugal, pelo mestre pedreiro Manuel Vicente, em pedra lioz, e chegou ao Brasil, no lastro dos navios, em pedaços separados e numerados. O mestre pedreiro arquitecto Eugénio da Mota preparou as pedras e acompanhou o seu transporte para Salvador, ficando responsável pela edificação do monumento.
O interior da igreja, que não visitei, consta que possui a primeira demonstração mais completa do barroco de D. João V no Brasil. Segundo alguns historiadores, a fachada sofreu influência do Palácio de Mafra, com traços neo‐clássicos. Sobressai a implantação das duas torres na diagonal, a 45º em relação ao plano principal.



Ao que percebi (e é bem difícil perceber as designações e classificações soteropolitanas), a Cidade Baixa não está incluída no Centro Histórico de Salvador, conforme foi delimitado pela UNESCO. No entanto, faz parte do Centro Antigo de Salvador, que corresponde à área do Centro Histórico e seu entorno, num conjunto de dez bairros de valor histórico e cultural: Centro Histórico, Centro, Barris, Tororó, Nazaré, Saúde, Barbalho, Macaúbas, Liberdade (parte do espigão), Comércio e Santo António Além do Carmo (e, lá está, eu conto aqui 11, vale o que vale).

I Nisa


Nisa, Maio de 2026

Fã que fiquei das paisagens e património do concelho, não perdi a oportunidade de participar em mais uma das caminhadas promovidas pela Câmara Municipal de Nisa, no âmbito do programa "Caminhos de Nisa ao Encontro do Património - Caminhadas 2026". Tratou-se, neste caso, da última da temporada: a partir daqui, o calor excessivo não permitirá aventuras ao ar livre; em Setembro haverá mais.
Numa caminhada circular, com cerca de 9,6 km, designada "À Descoberta da Ribeira de Nisa", pudemos explorar belíssimas paisagens naturais, atravessando o Couto do Cabeço da Ordem (de Cristo), seguindo ao longo do dique do Racheiro e da margem da albufeira e ribeira, até à ponte da Bruceira. Perto da antiga Central Hidroeléctrica, cruzámos a ribeira por uma passadeira de pedras (poldras), passámos pela Ermida de Santo André e seguimos pela Carreira Velha.


Ermida de São Lourenço






Ribeira de Nisa




Açude do Racheiro




Capela de Santo André

Conhal do Arneiro


Santana (Nisa), Abril de 2026

O Trilho da Mina de Ouro do Conhal (PR9 NIS) desenrola-se na freguesia nisense de Santana, que, no Censos 2021, tinha 277 habitantes, 74,7% dos quais com 65 anos ou mais, o que a revelou como a freguesia com maior percentagem de idosos em Portugal. É constituída por três pequenas povoações (Monte do Arneiro, Monte do Duque e Pardo) e tem uma densidade populacional de 10,2 hab./km².


Casas tradicionais, no Monte do Duque, perto do Centro Interpretativo do Conhal,
na antiga escola primária (Plano dos Centenários), onde tem início o percurso




A freguesia de Santana situa-se na zona norte do concelho, junto ao rio Tejo, que lhe proporciona uma paisagem e vistas belíssimas, sobretudo, junto às Portas de Ródão.





Um dos ramais do percurso vai até à Ilha do Cabecinho, através de uma ponte pedonal que foi destruída pelos temporais do último Inverno, o que inviabilizou essa parte do passeio. Descemos, então, até ao Tejo e ao cais do Pego das Portas, atravessando a Ribeira do Vale, por outra ponte pedonal suspensa, e seguindo pelo Trilho dos Burros, assim chamado porque era o único meio de transporte que por ali conseguia subir e descer, carregado de azeitona. Depois, fomos em direcção ao Arneiro e, pelo ramal do Castelejo, subimos até à zona mais elevada, de onde pudemos ter uma vista mais ampla do Conhal.



A Área Arqueológica do Conhal, também referida como Conhal do Arneiro, ocupa mais de 90 hectares delimitados pelo Ribeiro do Arneiro, pela margem esquerda do Tejo e pelas Portas de Ródão (Serra das Talhadas). Consiste numa extensa escombreira, constituída, essencialmente, por colossais aglomerados de seixos rolados de quartzito (designados localmente como "conhos", daí o nome "conhal"), com configuração cónica arredondada ou formando extensas fiadas, com mais de 100 metros de extensão e 5 metros de altura (as "conheiras"), testemunho da exploração aurífera levada a cabo pelos romanos. Trata-se dos sobrantes de uma exploração mineira de ouro aluvionar, pela técnica de ruina montium ou arrugia, descrita por Plínio, o Velho, na sua História Natural. Esta técnica consistia em desmanchar os depósitos detríticos auríferos, servindo-se da força motriz da água. A água utilizada no desmonte e posterior lavagem dos sedimentos e evacuação dos estéreis seria transportada, desde a Ribeira de Nisa, em canal ou canais (corrugi) escavados nas encostas da Serra das Talhadas até depósitos (piscinae ou stagna) situados a montante das formações a desmontar. A jusante, havia tanques de decantação e lavadouros ou canais de lavagem (agogae), onde as pepitas eram separadas do cascalho e areia. Neste processo, as pedras maiores eram retiradas manualmente e empilhadas onde não estorvassem. Próximo do extremo norte do conhal, o Castelejo, um relevo de 15 metros de altura, ocuparia uma posição central entre os canais de evacuação.
A excelência do ouro proveniente do leito do Tejo foi exaltada por diversos autores da antiguidade. Provando a qualidade do minério alentejano, D. João III terá mandado fazer um ceptro em ouro extraído deste rio, e Vasco da Gama uma cruz, mostrando, assim, aos venezianos que, em Portugal, havia metal mais precioso do que o do Oriente. No que respeita ao Conhal, estima-se que tenham sido extraídas cerca de 3 a 3,5 toneladas de ouro, com destino à capital do Império Romano. Ferro, aço e prata foram igualmente metais explorados nas margens do Tejo. A exploração mineira terá continuado, com menor expressão, na Idade Média, sobretudo, durante o domínio muçulmano. Isso explica que o canal ou levada que fornecia água ao Conhal do Arneiro seja conhecido localmente como Vala dos Mouros.



O percurso, circular, levou-nos de volta à antiga escola primária, situada nas imediações da Igreja Matriz de Santana (também conhecida como Igreja Paroquial do Arneiro).

Aquém e além do Carmo


Salvador (Bahia, Brasil), Agosto de 2025

Ao fundo do Largo do Pelourinho, começa a subida para o Carmo. A Ladeira do Carmo é uma rua estreita, íngreme, empedrada, castiça e colorida, que desemboca junto à Igreja da Ordem Terceira do Carmo, mesmo ao lado da Igreja e Convento de Nossa Senhora do Carmo.

Início da Ladeira do Carmo, à esquerda.
Igreja da Ordem Terceira do Carmo, construída entre 1788 e 1860.
À sua esquerda, a Igreja e o Convento do Carmo.
O Convento começou a ser erguido em 1586, na colina então conhecida como Monte Calvário, ao norte de Salvador, e é um dos maiores e mais antigos da Ordem do Carmo no Brasil. A Igreja do Carmo foi construída no início do século XVII, em estilo neoclássico. No contexto da guerra contra os holandeses, o complexo serviu como quartel-general das forças de resistência, durante a invasão holandesa de Salvador, entre 1624 e 1625: o primitivo convento foi ocupado pelas tropas portuguesas e a igreja transformada em paiol. Foi na Igreja do Carmo, na sala onde fica a sacristia, que os holandeses se renderam e se retiraram da cidade, em Maio de 1625, após serem derrotados pelas tropas luso-espanholas (vigorava, então, a União Ibérica). O actual convento teve a sua construção iniciada em 1681 e, a partir da década de 1970, funcionou aí uma unidade hoteleira de luxo, creio que do Grupo Pestana.



Desde a sua implantação, o Carmo tornou-se um marco de referência na cidade em crescimento: quando, em 1594, Cristóvão de Aguiar Daltro fez construir uma capela em honra de Santo António, todo o bairro que se desenvolveu em seu redor ficou conhecido como Santo António Além do Carmo. O bairro de Santo António compreende a área que vai da Cruz do Pascoal, no Barbalho, ao Largo de Santo António Além do Carmo (oficialmente, Largo do Barão do Triunfo).



A Cruz do Pascoal, ou Oratório Público da Cruz do Pascoal, foi construída, em 1743, por Pascoal Marques de Almeida, natural de Lisboa, em devoção a Nossa Senhora do Pilar. É constituída por uma coluna de secção octogonal encimada por um nicho inspirado nas torres sineiras das igrejas baianas do início do século XVIII, onde fica exposta uma imagem de Nossa Senhora do Pilar. O oratório é praticamente todo revestido a azulejos portugueses azuis e brancos e é cercado por um gradil de ferro, colocado em 1874, para sua maior protecção.

Continuando pela Rua Direita de Santo António, a principal do bairro.




Centro de Convivência Irmã Dulce dos Pobres - OSID.
Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora da Conceição do Boqueirão dos Homens Pardos, ou Igreja da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora da Conceição do Boqueirão, ou Igreja da Ordem Terceira da Beata Maria Virgem de Nossa Senhora da Conceição dos Irmãos Pardos do Boqueirão, iniciada em 1726.




Até à década de 1980, o bairro de Santo António era sinónimo de modernidade e irreverência, abrigando artistas famosos, como Caetano Veloso e Gilberto Gil. No entanto, embora apresentasse uma série de atractivos culturais, entrou em processo de degradação. Com a tomada de consciência da necessidade de preservação do património histórico, iniciou-se a reforma da Igreja de Santo António. A partir daí, o bairro desenvolveu-se sem perder o seu charme, através de um processo de preservação que, ao contrário do que aconteceu com o Pelourinho, ocorreu de forma natural e contínua, permitindo uma ocupação comercial e turística gradual, harmonizada com a tranquilidade de um bairro residencial.



A Igreja de Santo António Além do Carmo surgiu, em 1594, como uma pequena capela, mas foi passando ao longo dos séculos por diversas ampliações e reformas, sendo reconstruída em 1813. No século XX, foi o local de baptismo e comunhão de Santa Dulce dos Pobres.
À importância histórica do bairro acresce que foi o centro da resistência à tentativa de invasão holandesa de 1638, conduzida por Maurício de Nassau, que viu as suas tropas repelidas ao fim de 40 dias de cerco. A Igreja de Santo António abrigou a resistência aos ataques holandeses e, após a vitória, o Padre António Vieira utilizou o seu púlpito para pregar o sermão "À beira das trincheiras que, por 40 dias, defenderam a cidade contra as tropas de Nassau".



O Forte de Santo António Além do Carmo remonta à primeira das invasões holandesas (1624-1625). O governador-geral Diogo Luís de Oliveira (1626-1635) ordenou ao Engenheiro-mor e dirigente das obras de fortificação do Brasil a construção de trincheiras. Alguns denominaram esta fortificação como Baluarte de Santiago. Em 1638, o forte foi reforçado e foi palco da resistência contra a tentativa de invasão conduzida por Nassau. A estrutura actual foi iniciada em Novembro de 1695, no governo-geral de João de Lencastre (1694-1702), e concluída em 1703, no de D. Rodrigo da Costa (1702-1705). Em posição dominante sobre a colina, o Forte de Santo António Além do Carmo defendia a entrada Norte da cidade e cruzava fogos com o Forte do Barbalho, com o qual cooperava. Em 1813, ocorreu um grande desmoronamento na colina junto ao baluarte Norte, após o que, em 1830, o imóvel foi transferido para a jurisdição do Ministério da Justiça, que aí instalou a Cadeia da Correção. No final de 1863, foi transformado em prisão civil, depois Casa de Detenção, desactivada em 1976. Entre 1997 e 2006, o Forte foi alvo de extensas obras que o salvaram da ruína e o converteram num espaço cultural, o Forte da Capoeira – Centro de Referência, Pesquisa e Memória da Capoeira da Bahia, instituição que tem por objectivo preservar e promover a Capoeira.

Vista para o porto e a Baía de Todos os Santos.