Para uns são alegrias (2)

Lund (Suécia), Agosto de 2014
por aqui, por ali e mais além

Lund (Suécia), Agosto de 2014
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Teresa O
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domingo, novembro 09, 2014
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Etiquetas: Colecções, Marcos de correio, Suécia

E foi assim, desta vez: 26 dias, 3 países, 4 estações do ano, cerca de 5.000 Km de voo e 3.000 Km de condução, mais de 2.500 disparos fotográficos e uma quantidade de coleccionáveis que ainda não consegui contabilizar. Uma oportunidade para rever lugares onde se foi feliz e velhos amigos (no fundo, não serão os amigos lugares aonde gostamos sempre de voltar? e vice-versa?), mas também descobrir novas paragens e novos amigos.
Desta vez, saltámos Berlim e fizemos a volta em sentido horário, a partir de Hamburgo: a azul, a ida; a vermelho, a volta; assinaladas a vermelho, as bases operacionais; a verde, os destinos de passeios e visitas várias.
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Teresa O
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terça-feira, setembro 02, 2014
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O Pedro, depois de acabar o curso, deu asas ao seu espírito aventureiro e embarcou numa experiência Comenius que o levou à Noruega, onde se encontra a trabalhar desde Setembro. Mas não se esqueceu de nós, e enviou agora a continuação das suas aventuras no InterRail de 2005, com «snowy regards from Trondheim». Uma delícia, estas crónicas do Pedro, e uma excelente prenda natalícia! Muito obrigada e um grande abraço, deste ameno país que o frio já colocou em alerta amarelo, mas sem perspectivas de um Natal branco.

Não parece, mas estou a viajar de comboio... O local, algures no Báltico, no estreito que separa a Dinamarca do sul da Suécia. O barco está adaptado para receber comboios no porão, pois não existe linha férrea entre as duas margens.Os dois dias seguintes foram essencialmente a fazer quilómetros e a subir no mapa tanto quanto possível, para depois fazer o trajecto inverso, escolhendo, então, algumas cidades para visitar com mais minúcia.

A vida a bordo do comboio... posando para a fotografia.Recordo-me de, numa das noites, ter dormido no chão, no espaço entre duas filas de assentos, entre a estrutura metálica. Soa estranho? Bem, é o local onde a trepidação do comboio é menor e a posição horizontal permite algum descanso ao corpo. Para mim, essas horas surgiram como um maná dos deuses, pois o comboio estava apinhado de gente nessa noite em particular, e não havia posição que pudesse proporcionar algum conforto, sem ser essa. Adiante.

Paisagem do norte da Suécia. Muitos lagos, criando uma notável harmonia com as montanhas envolventes. Creio que faz parte de um Parque Nacional, deve ser um sítio fantástico para fugir do bulício da vida stressante das cidades modernas. A única forma de entrar no norte da Noruega é via Suécia, pois é uma zona muito montanhosa e sem ligação por estrada ou linha férrea do lado sul.Cedo pela manhã, aproveitei os primeiros raios de sol para vislumbrar a imensidão das florestas escandinavas. Devo dizer que fiquei um pouco desapontado. Se bem que parte da floresta seja quase tundra, a dimensão reduzida da maioria das árvores deixou-me um pouco nostálgico de tempos passados, onde a indústria da celulose e a avidez humana pelo lucro fácil ainda não ditavam leis como o fazem hoje em dia. Ainda assim, vi alguns alces e alguns veados. Lobos e renas, nem por isso, talvez por, mesmo aqui, serem espécies ameaçadas e confinadas a alguns parques remotos, onde equipas de televisão se deslocam esporadicamente para alimentar essa mesma nostalgia de tempos passados, onde os animais vagueavam livres pela floresta...

Junto à fronteira norte Suécia / Noruega, na parte sueca. Mesmo em Agosto, é possível observar alguma neve nas montanhas, alimentando as muitas cascatas que serpenteiam pelas encostas abaixo.A paisagem do norte da Escandinávia, junto à fronteira entre a Noruega e a Suécia, foi das mais bonitas com que me deparei durante a viagem. Muitas quedas de água, muitos lagos, numa perfeita harmonia com a natureza envolvente, o recortado das montanhas na distância. Mesmo em Agosto, alguns dos cumes mostravam ainda alguma neve. Encontrei muitos amantes da natureza nestas paragens. Munidos de tenda, mochila e bicicleta, iam saindo um após outro, sempre que nos aproximávamos de algum parque ou lago mais soalheiro. Os comboios encontram-se preparados para transportar as bicicletas e existe um grande vagão onde estas são transportadas.

Junto à fronteira entre a Suécia e a Noruega, do lado sueco. De realçar o padrão de cor das casas, na maioria de madeira e tonalidade ocre, com telhados inclinados (para não acumularem muita neve) e de tom acinzentado.Gostei muito de ver, mesmo junto à fronteira, numa zona muito pedregosa, as típicas casas de madeira escandinavas, pintadas de vermelho, na sua maioria, o telhado acinzentado inclinado e, em cada casa, um grande mastro de bandeira com a respectiva bandeira ondulando ao vento. Consoante a nacionalidade dos moradores, tanto poderia ser azul e encarnada como amarela e azul, fazendo um enquadramento muito agradável com a paisagem circundante e muito bonito de observar.

A chegada a Narvik. Aspecto da estação de comboios... um pouco parecido com o fim do mundo, sim (o:[ I: de viagem para Paris | II: Paris | III: Amesterdão | IV: Haia | V: através da Escandinávia ]
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Teresa O
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quarta-feira, dezembro 20, 2006
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Etiquetas: Contribuições, InterRail, Noruega, Suécia
Dois diazinhos muito chuvosos apanhámos nós em Estocolmo... Mas foram bem aproveitados, dentro do possível (e dentro de portas, sempre que possível). No fundo, não foi mais do que uma escala entre a Noruega e a Finlândia, que eram os nossos destinos de eleição, mas pareceu-nos um pecado passar ao lado ou por cima de uma cidade que todos nos diziam ser muito bonita. E é.

Estocolmo é uma cidade construída sobre 14 ilhas, ligadas por 50 pontes, entre o lago Mälar e o mar Báltico. Como não podia deixar de ser, tem água por todo o lado, canais e baías, o que lhe dá um encanto muito especial e o cognome de "Veneza do Norte".
Ficámos alojadas num hotelzinho simpático, numa esquina da Olof Palmes Gata com a Drottninggatan, uma grande rua comercial. Muito central: Drottninggatan abaixo e estávamos na Gamla Stan, a cidade velha medieval.

Mesmo em frente, Riddarholmen, a ilha dos Cavaleiros, com igrejas e monumentos, muito bem preservados. Visitámos a Riddarholmskyrkan, igreja construída em 1270, que alberga os túmulos de reis e nobres suecos. Destaque para a torre de tijolo, rematada por uma estrutura pontiaguda em ferro forjado, delicadamente trabalhado (a primeira à esquerda, na primeira foto).
Com o tempo que estava, deixámos escapar poucas igrejas: a Catedral (Storkyrkan), a igreja alemã (Tyska kyrkan), a finlandesa (Finska kyrkan), implantada num antigo campo de ténis coberto, oferecido pelo rei, a Jakobskyrka, a Klara kyrka, qualquer uma delas serviu o ancestral propósito de nos proteger das condições adversas do exterior.
Fora de portas, destaque, sem dúvida, para a Gamla Stan, com o seu encanto medieval, os monumentos, as praças, as ruelas estreitas: a Mårten Trotzigs Gränd, a mais típica e estreita de todas, faz lembrar Alfama.

E, quando o tempo o permite, é de aproveitar para passear ao longo dos muitos canais e pontes que entretecem a capital de um país com uma história que oscilou entre fases de pobreza e de opulência e oferece hoje um dos melhores níveis de vida do mundo.

Quando não, ainda há os museus. Visitámos dois, na ilha de Djurgården, rodeados por belíssimos jardins: o Vasa e o Nordiska museet. Este último, o Museu Nacional de História da Cultura, alberga exposições sobre o quotidiano e as tradições suecas, e ainda moda, sapatos, casas de bonecas, mobiliário, pinturas e fotografias de Strindberg, entre muitas outras coisas.
No Vasamuseet, encontramos um navio com uma história deveras curiosa. O Vasa foi construído, no século XVII, a mando do rei Gustav Adolf, o II do nome, herdado do seu antepassado Gustav Vasa, que, em 1523, após liderar o movimento independentista, foi eleito rei de uma Suécia livre do poderio dinamarquês e do vizinho norueguês, dando início à dinastia hereditária dos Vasa. O navio com o mesmo nome foi concebido como o mais grandioso da grandiosa frota sueca, que estava prestes a entrar na Guerra dos Trinta Anos, em defesa do protestantismo. Contra a opinião dos mais experimentados construtores navais, o rei insistiu num navio alto, imponente, com dois andares de canhões. Tão esguio era o Vasa, que o lastro foi insuficiente para o manter muito tempo na vertical. Em 1628, no dia da sua viagem inaugural, entre pompa e circunstância, os presentes viram-no zarpar do porto de Estocolmo, tem-te-não-caias, até que se virou mesmo, 20 minutos e poucos metros à frente, velas enfunadas e bandeiras esvoaçantes. O inquérito subsequente foi, como não podia deixar de ser, inconclusivo e o Vasa manteve-se no fundo do mar, onde nem bactérias havia que lhe desfizessem o casco, foi recuperado em 1961, restaurado e conservado numa solução de parafina e mais não sei o quê, e é hoje a principal atracção do museu mais popular da Escandinávia.

Para quem gosta de histórias de navios e naufrágios, aconselho a instrutiva leitura do Marítimo.
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Teresa O
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segunda-feira, fevereiro 23, 2004
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Etiquetas: Comunicação e Artes, Suécia, Viagens interiores

Os países:
> Norway: página oficial do turismo norueguês
> Sweden: página oficial do turismo na Suécia
> Svenska Turistföreningen: The Swedish Touring Club
> Finland ou Bem-vindos à Finlândia: páginas oficiais do turismo finlandês
> Virtual Finland: Finlândia virtual
> Estonia: página oficial do turismo na Estónia
> Estonica: Encyclopedia about Estonia: o que há a saber sobre a Estónia
> Holland: página oficial do turismo na Holanda
As cidades:
> Oslo Promotion: página oficial do turismo em Oslo
> Columbus Guides; Fodor's; Frommer's; Lonely Planet: informações sobre Oslo em guias de viagem
> Bergen: página oficial de Bergen
> Bergen-Guide: guia de Bergen, muito completo
> Columbus Guides; Fodor's: informações sobre Bergen em guias de viagem
> Stockholm Stad: página oficial da cidade de Estocolmo
> Stockholm: página oficial do turismo em Estocolmo
> Columbus Guides; Fodor's; Frommer's; Lonely Planet: informações sobre Estocolmo em guias de viagem
> City of Helsinki e Helsinki: páginas oficiais da cidade de Helsínquia
> Helsinki Expert: página oficial do turismo em Helsínquia
> Columbus Guides; Fodor's; Frommer's; Lonely Planet: informações sobre Helsínquia em guias de viagem
> Tallinn: página oficial da cidade de Tallinn
> Digital Tallinn: Tallinn virtual
> Tallinn: portal do turismo em Tallinn
> In Your Pocket: informações sobre Tallinn em guias de viagem
> Amsterdam.nl: página oficial da cidade de Amesterdão
> Amsterdam: página oficial do turismo em Amesterdão
> Columbus Guides; Fodor's; Frommer's; Let's Go; Lonely Planet; Simply Amsterdam: informações sobre Amesterdão em guias de viagem
Os fiordes:
> Fjord Norway: tudo sobre a Noruega dos fiordes
> Fjords of Scandinavia: mais sobre os fiordes
> Sognefjord: página oficial do Sognefjorden
> Sognefjorden: o maior fiorde do mundo
> Fjordinfo: tudo sobre a região de Sogn og Fjordane
> Sogn og Fjordane: página desta região turística
> SognaFoto: fotos de toda a região que circunda o Sognefjorden
> The Fjords: Aurland - Flåm - Lærdal: página desta região turística
> The Fjords: actividades nos fiordes, na Primavera e no Outono
> Jostedalsbreen Nasjonalparksenter Stryn: página do parque nacional de Jostedalsbreen
> Jostedalsbreen National Park: centro de visitantes de Breheimsenteret
> Jostedalen Breførarlag: visitas guiadas ao glaciar de Jostedalen, para os mais aventureiros
Os transportes:
* Ligações marítimas e fluviais:
> Fjord 1 / Fylkesbaatane: ligações fluviais no Sognefjorden
> Travel Information: informações e horários de autocarros, barcos e ferries da região de Sogn og Fjordane
> Viking Line; Silja Line; Eckerö Line; Nordic Jet Line; Tallink; Linda Line: ligações internacionais
* Comboios:
> Scanrail: comboios na Escandinávia
> NSB: comboios noruegueses
> Flåmsbana: comboio que percorre a linha férrea de Myrdal a Flåm
> SJ: comboios suecos
> Tåg Plus: horários dos comboios suecos
> Linx: comboio rápido entre Oslo e Estocolmo
> VR: comboios finlandeses
* Autocarros:
> Nor-way Bussekspress: autocarros noruegueses
> ExpressBus e Matkahuolto: autocarros finlandeses
O alojamento:
> Scandinavian City Hostels: página oficial das pousadas de juventude na Escandinávia
> Norske Vandrerhjem: pousadas de juventude na Noruega
> Sveriges Vandrarhem i Förening: pousadas de juventude na Suécia
> Destination Stockholm: 47 hotéis à escolha, em Estocolmo
> Suomen Retkeilymajajärjestö: pousadas de juventude na Finlândia
> Lomaliitto: alojamento e recreação na Finlândia
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Teresa O
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domingo, dezembro 28, 2003
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Aviso à navegação: este texto assemelha-se, em tudo, à espada d'El Rei D. Afonso Henriques. Se não estiverem sequiosos de informação sobre viagens na Escandinávia, limitem-se a ver as imagens e a sonhar...
Se observaram com atenção o nosso itinerário e tiveram em consideração as distâncias reais envolvidas, aperceberam-se, com certeza, de que elas implicaram uma grande quantidade de deslocações e de tempo despendido com as mesmas.
Para evitar mais uma deslocação (circular, ainda por cima), optámos por voos com destino e proveniência diferentes, ou seja, fomos de Lisboa para Oslo e voltámos de Helsínquia para Lisboa. As companhias aéreas, desde há algum tempo, possibilitam este tipo de trajectos, sem aumento dos custos, relativamente a uma ida e volta normal, desde que, obviamente, tenham ligações regulares aos destinos pretendidos. Nas agências de viagens, costumam torcer o nariz a estas esquisitices, mas, com alguma insistência,... A maioria das grandes companhias de aviação já o faz, é questão de escolher pelas tarifas. Nós fomos com a KLM, com escala em Amesterdão (oh, Amesterdão!...). Correu tudo sobre asas, só um pequeno reparo ao catering (estão a ver aquele anúncio radiofónico em que um passageiro diz: "Não quero mais nada, obrigado. A metade do amendoim deixou-me satisfeito"?). Pois é, cada vez mais, quem vai para o (m)ar deve abastecer-se em terra...
Nos centros urbanos, utilizámos sempre os transportes públicos (autocarros, eléctricos e metro). Os cartões para turistas (Oslo Pass, Bergen Card, Stockholmskortet, Helsinki Card, Tallinn Card) são uma boa opção, pois permitem, pelo período contratado (1, 2 ou 3 dias), utilizar toda a rede de transportes públicos e ainda ter entradas gratuitas na maior parte dos museus e obter descontos em muitos eventos culturais.
Na Noruega, os transportes, apesar de carotes (como tudo, de resto -- parece uma nova forma de exploração viking dos povos do sul), são bons e alguns percursos são fascinantes. De comboio, fizemos a linha de Bergen (linda!), de Oslo a Myrdal (cerca de 4h30, 5h00 de viagem), onde apanhámos o Flåmsbana, o comboiozinho que percorre, dizem, uma das linhas férreas mais bonitas do mundo, de Myrdal a Flåm. A paisagem é deslumbrante, ao longo de cursos de água, por entre montanhas, florestas, quedas de água (uma, com direito a "photo stop") até chegar ao Aurlandsfjorden. 20,20 Km, numa horinha de viagem muito bem aproveitada.

Em Flåm, apanhámos o Express Boat para Balestrand (cerca de 1h30). Três dias depois, fizemos o resto da viagem, até Bergen (cerca de 4 horas). A companhia que explora as ligações fluviais no Sognefjorden, a Fjord 1 / Fylkesbaatane, disponibiliza ferries, barcos rápidos (para trajectos maiores) e, no Verão, excursões organizadas, como aquela que fizemos ao glaciar. Tem um site internético muito informativo, com todas as ofertas disponíveis, para turista ver, e ainda horários e tarifas (estes, em norueguês).

O trajecto de Flåm a Bergen é fascinante, quase 6 horas de viagem, a uma velocidade alucinante, ao longo de uma paisagem maravilhosa.
De Bergen, voltámos a Oslo (cerca de 6h30, 7h00 de viagem), no comboio nocturno, em couchette, porque já tínhamos feito parte da viagem de dia (vale, francamente, a pena, que a paisagem é linda) e sempre poupámos uma noite de dormida. Em Oslo, apanhámos o comboio rápido para Estocolmo, explorado pela companhia ferroviária sueca: o Linx, uma espécie de Alfa a preços de TGV. Cinco horas de viagem, num dia chuvoso, nada a salientar.

De Estocolmo a Helsínquia, fizemos a viagem nocturna da Viking Line, a bordo do Mariella, um navio titânico, de oito andares, com casinos, restaurantes, bares, discotecas, corredores imensos, com cabinas muito confortáveis (recomendo vivamente a nossa opção -- a cabina mais barata, interior, com duas camas em beliche e casa de banho totalmente equipada, um luxo). Partida às 16h50, chegada às 9h55, hora finlandesa (Estocolmo +1, Lisboa +2). A viagem diurna, consta que é fascinante, porque o trajecto atravessa o arquipélago de Åland (um dos mais bonitos do mundo, ao que dizem), com escala em Mariehamn. Mas a viagem nocturna é mais concorrida, pela animação, pelas fenomenais bebedeiras e pelos namoricos que aí se arranjam. Sim, que a maior parte daquela malta faz a viagem por duas razões: a diversão e o açambarcamento de bebidas alcoólicas, mais escassas e caras em terra (as ilhas Åland são zona franca). Apercebi-me de que muitos fazem a viagem de noite e apanham o barco da manhã, de regresso a casa, carregadinhos de cervejas!
O mesmo vale para os passeios a Tallinn, capital da Estónia, uma cidade lindíssima, património da Humanidade (de que vos falarei um dia), onde os finlandeses se vão abastecer a preços de Leste.
Há várias companhias a operarem as ligações marítimas: a Viking Line e a Silja Line são as maiores. Para Tallinn, há ainda a Eckerö Line, a Nordic Jet Line, a Tallink -- nós fomos de catamaran com a Linda Line (1h25 de viagem), mais barata e com horários mais convenientes para nós.

De Helsínquia, fomos de comboio para Savonlinna (cerca de 5 horas), o destino mais turístico do lago Saimaa (o maior dos ditos mil). Porém, encontrámos tudo muito calmo, que a época baixa, na Finlândia, começa a 15 de Agosto, com o regresso às aulas e à chuva.
Para darmos uns passeios ali à volta, que o lago bem o merece, alugámos um carrito: 103 € / dia!
Comboio para Lappeenranta (2h30, 3h00 de viagem, a Rússia mesmo ali ao lado e um dia muito chuvoso e desagradável), onde pernoitámos, antes de tomarmos o autocarro para o aeroporto de Helsínquia, cheiinhas de saudades de casa e do sol e ansiosas por um belo passeio em Amesterdão...
Reservas: de Lisboa, levámos apenas os bilhetes de avião e da ligação Estocolmo-Helsínquia (comprada na Nordictur, o agente oficial, em Portugal, da Viking Line e do turismo escandinavo), porque, nos fins de semana, aquelas viagens esgotam depressa. Das restantes ligações, fomos tratando à medida que chegávamos a cada poiso, uma de cada vez, com calma. Os alojamentos, reservámo-los quase todos com antecedência, por e-mail, deixámos só em aberto os últimos dias na Finlândia, que decidimos com a preciosa ajuda de uma funcionária do posto de turismo finlandês em Helsínquia.
Só mais uma nota, para elogiar o empenho nórdico na informação e no apoio ao turismo. 5 estrelas!
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Teresa O
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quinta-feira, novembro 27, 2003
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Etiquetas: Estónia, Finlândia, Noruega, Suécia, Viagens interiores
Equipa de exploradores: eu e a Ana Isabel.
Duração da expedição: de 6 a 25 de Agosto de 2003.
Itinerário: Lisboa – Oslo – Balestrand – Bergen – Oslo – Stockholm – Helsinki – Tallinn – Helsinki – Savonlinna – Lappeenranta – Helsinki – Amsterdam – Lisboa (com várias incursões e excursões adicionais).
Catástrofes (naturais ou não): nenhuma, desta vez.
Condições climatéricas: variáveis, desde o muito bom até ao relativamente mau (não cheguei a usar o biquini, mas também não precisei da capa impermeável -- um guarda-chuva fracote deu conta do recado, sempre que se justificou). Com "relativamente mau", quero dizer, concretamente, alguns dias cinzentos e até mesmo chuvosos (42% do total). Uma chuvinha pouco apreciada pelos veraneantes, mas necessária para manter os níveis de humidade que permitem a manutenção de uma quantidade impressionante de florestas -- a tal chuvinha que fez muita falta em Portugal, a avaliar pelas notícias que ia tendo de casa.
Espólio: 10,5 rolos fotográficos e muitas imagens (visuais e não só) que pretendo converter num formato jpeg cerebral compatível com a minha memória (que já não é o que era).
Porquê...?
... Amsterdam: porque seria um pecado não aproveitar uma escala de quase 6 horas, numa tarde lindíssima, para conhecer uma cidade muito interessante e ainda visitar o museu Van Gogh, associando-nos, assim, à comemoração dos 150 anos do pintor.
... Primeira incursão: porque me sinto cada vez mais decidida a aceitar um determinado convite para ir conhecer mais um pouquinho das terras nórdicas, em particular um país que sobrevoei no regresso, e que me pareceu muito interessante (¿vale?).
Pormenores? Muitos, a seu tempo. Como diria o meu velho amigo de infância Woody Woodpecker, "don't go away, I'll be back soon with another cartoon! Ah ah ah ah ah!"
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Teresa O
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quinta-feira, agosto 28, 2003
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Etiquetas: Finlândia, Holanda, Mapas, Noruega, Suécia, Viagens interiores
| La imagen es un lugar perverso. En ella se detiene todo aquello que ha de irse. La imagen suspende el curso, lo entorpece, nos entorpece. (Chantal Maillard) |