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Fasádní kameny (6)






















Praga (República Checa, ou Chéquia), Setembro de 2007

Mais umas quantas pedras de fachada, desta vez encontradas em Praga (algumas das quais inventariadas aqui).

Kohlova kašna


Praga (República Checa), Setembro de 2007

No segundo pátio do Castelo de Praga, encontra-se uma bela fonte barroca, construída em 1686. Os seus autores foram o escultor Jeroným Kohl e Francesco Bartolomeo della Torre, mestre-pedreiro de origem italiana, radicado em Praga, às ordens do rei Leopoldo I da Boémia.
É conhecida como Fonte de Kohl, mas também como Fonte dos Leões ou Fonte de Leopoldo.



Três degraus de pedra levam ao reservatório inferior, decorado com festões, cabeças de leão, carrancas e cartelas com o monograma imperial "L" (Leopoldo I). O segundo tanque também é ricamente decorado e é suportado pelas figuras de Mercúrio, Vulcano, Neptuno e Hércules, enquanto o tanque superior é suportado por dois tritões. O topo termina com uma esfera, apoiada em três leões. Sobre a esfera, havia uma águia imperial de duas cabeças, banhada a ouro, que foi removida na sequência da queda do Império Austro-Húngaro e da proclamação da independência da república da Checoslováquia, em 1918.



Noutro pátio do castelo, existe outra fonte, menos conhecida, que também ostenta o monograma "L", e a que já vi chamar Fonte Velha e Fonte do Leão:

Veřejné osvětlení


Praga (República Checa), Setembro de 2007

Borboletas


Praga (República Checa), Setembro de 2007

Ruas do Mundo




Birmingham (Reino Unido), Abril de 2011

Isto das placas de rua é um interesse recente, como já expliquei aqui e aqui. Antes, só por uma curiosidade muito particular podiam representar, para mim, um objecto fotográfico, como neste caso:


Baia Mare (Roménia), Fevereiro de 2007

Ou no deste poste informativo:


Aberystwyth (País de Gales, Reino Unido), Agosto de 2004

Mesmo assim, os meus álbuns estão cheios delas, em segundo plano, escondidas, tremidas, desfocadas. Deixo aqui a amostra possível, para efeitos documentais, ou nem isso:


Da esquerda para a direita, de cima para baixo:
Duas de Paris (França), Junho de 2005; duas de Montreal (Canadá), Agosto de 2001



Odense e Ribe (Dinamarca), Agosto de 2007; Birmingham (Reino Unido), Abril de
2011; Aberystwyth (Reino Unido), Agosto de 2004



Ostrava e Praga (República Checa), Setembro de 2007; Varsóvia (Polónia),
Setembro de 2006; Bergen (Noruega), Agosto de 2003



Quatro alemãs: Berlim, Março de 1998; Hamburgo (vê-se mal, mas é a Reeperbahn,
sim) e duas de Lübeck, Agosto de 2007

Kafka











Praga, 1919.

Imagens de Steven Soderbergh, Kafka, 1991.

Česká republika = srdce Evropy

República Checa = coração da Europa

A República Checa é um país muito bonito. Fica entre a Alemanha, a Polónia, a Eslováquia e a Áustria. 10 milhões de habitantes moram lá.
Praga, a sua capital, fica no coração da Europa. É uma cidade muito antiga e impressionante. Em Praga, muitos turistas visitam o Castelo de Praga (a residência do Presidente, hoje em dia), a Catedral de S. Vito (catedral gótica), a Ponte de Carlos sobre o rio Vltava, a Praça de Venceslau, com a estátua do rei Václav, o santo padroeiro da nação checa. Há muitas coisas e edifícios para fazer turismo, como em toda a República Checa. Podem visitar-se castelos e palácios de estilos diferentes (de rotundas românicas e igrejas barrocas até arquitectura do século XX).


No castelo de Praga

A paisagem é muito bonita e diferente. Há vales fluviais, florestas e montanhas onde fazer desportos de Inverno.
A República Checa é famosa pelas tradições culturais. Compositores checos bem reconhecidos em todo o mundo são: Antonín Dvořják, Bedřick Smetana, Leoš Janáček...
Por exemplo, a palavra "robot" é de origem checa: o escritor Karel Čapek inventou esta palavra.
Hoje em dia, muitos desportistas famosos trabalham no estrangeiro, em clubes importantes.
Uma bebida típica é a cerveja, que é exportada para muito países. Porco, couve e bolinhos cozidos é o prato típico.
Ostrava é a terceira maior cidade da República Checa. É uma cidade industrial e muitos estudantes moram e estudam em Ostrava. Os jovens encontram-se na rua Stodolni, onde há quase cem bares, clubes e discotecas.
Gostamos muito da República Checa, das pessoas, da cultura e da língua checa.


A Rotunda de S. Martinho (Vyšehrad, Praga)

Texto de Olga Jiříčková e Veronika Šotová
Imagens de About Czechia

Mais ligações de interesse:
> Czech Tourism, My Czech Republic
> Prague Information Service, Visit Prague

Praga, 13/08/02

«Vamos para Praga, sempre há-de estar melhor do que aqui». Estávamos, havia quase hora e meia, resguardadas no portal de uma igreja, no Parque da Cidade de Budapeste, a ver a chuva torrencial fazer fumo e rios no empedrado do chão. Metemo-nos ao caminho, debaixo dos impermeáveis e com água até aos tornozelos, rumo à estação de Nyugati pu. (pu. é, para felicidade dos estrangeiros, o diminutivo de pályaudvar).
Eu esperava ansiosamente por aquela viagem no 374 Pannonia, o comboio que parte de Bucareste e atravessa toda a Europa Central, até Praga. O nome deixava-me imaginar algo de Transiberiano, de Expresso do Oriente. Mas a chuva persistente roubou parte do encanto da viagem. O resto dele foi destruído pelas várias incursões dos guardas fronteiriços. Controle de passaportes à saída da Hungria, à entrada na Eslováquia, à saída da Eslováquia, à entrada na República Checa. Os eslovacos, em particular, eram uns brutos, estilo soviético da velha guarda. As camas dos beliches eram confortáveis, mas as paragens, as invasões fiscais e a intensa humidade não nos deixaram pregar olho.



Desembarcámos na Estação Central de Praga (Hlavní Nádraží), ainda antes das 6 horas do dia 12 de Agosto, uma manhã cinzenta, chuvosa e desagradável. Arrastámos a bagagem pelas ruas desertas, até ao Hotel Imperial, na Na Poříčí, perto da Náměstí Republiky (Praça da República), e fomos resguardar-nos no abrigo de uma paragem de autocarros, enquanto fazíamos tempo para a abertura dos cafés e para o check-in no hotel.
O tempo não estava para passeios, nem para nada. Decidimos fazer uma visita guiada, em autocarro fechado, para ficarmos com uma panorâmica geral da cidade, e fomos descansar.
O dia seguinte amanheceu estranho. Toda a madrugada fora marcada pela chuva, pelas sirenes persistentes e pelos helicópteros que sobrevoavam a cidade. Tomámos o pequeno almoço no café do hotel, o Kavarna Imperial, no meio de uma belíssima decoração Arte Nova, e saímos à aventura.
A chuva tinha abrandado e havia muita gente na rua, mas o ambiente não era acolhedor. Parecia que tínhamos aterrado no meio de uma guerra: as sirenes não paravam, uma voz séria fazia-se ouvir, em checo, pelos altifalantes espalhados pelo centro da cidade e havia polícias e soldados por todo o lado. Estranhámos, sobretudo, o afã dos habitantes, que, ajudados por soldados, enchiam sacos de areia e isolavam portas e janelas com espuma de poliuretano. Abordámos um rapaz com cara de estudante e de falar inglês e perguntámos-lhe o que é que dizia a voz nos altifalantes. Ele respondeu-nos, muito calmamente, que era a protecção civil a exortar a população a evacuar a zona baixa, porque as comportas das barragens tinham sido abertas e esperava-se que o rio galgasse as margens e inundasse todo o centro da cidade. Mas faltavam ainda umas duas horas, ou mais. Começámos então a reparar em pormenores como as fotocópias de mapas da cidade afixadas por todo o lado, com as zonas críticas assinaladas, e as lojas que estavam já todas a fechar. Dirigimo-nos até ao Vltava, que corria forte e escuro. Nas margens, o exército, com camiões e tanques de guerra, montava barreiras de aço em locais críticos.



Pelas 10 da manhã, a Ana Isabel quis voltar ao hotel, para buscar um casaco, porque o tempo estava a arrefecer. Quando lá chegámos, era a confusão: tinham recebido ordens para evacuar o hotel. Fomos arrumar as nossas coisas e descemos com as bagagens para o café, de onde tinham já desaparecido mesas e cadeiras, e aí esperámos, sentadas no chão, juntamente com os outros hóspedes, pelo transporte que nos havia de levar a um centro de evacuação. Era tudo malta nova, porque aquele era um hotel jovem, tipo pousada de juventude. Esperámos horas. Pela uma e meia, trouxeram-nos cestos de pão e croissants, para entretermos a fome.
Cansadas de esperar, e depois de nos darem instruções e um mapa, eu e a Ana Isabel resolvemos ir a pé até ao Gymnázium Prof. Jana Patočky, que ficava alguns quarteirões acima. Era uma escola secundária, fechada para as férias de Verão, onde estavam a ser recolhidos os habitantes do centro e os hóspedes dos hotéis menos estrelados. O exército veio distribuir sacos-cama, cobertores e camas de campanha e a protecção civil trouxe mais sandes, sumos e fruta. Pernoitámos, com um grupo de 20 espanhóis, numa sala de aula, de onde tinham tirado mesas e cadeiras, e lavámo-nos com Dodots nos lavatórios das casas de banho. Não conseguimos dormir, é claro, quer porque os espanhóis ressonavam imenso, quer porque as sirenes, os helicópteros e a chuva não davam tréguas.
A manhã tinha cara de dia seguinte, e ninguém sabia muito bem o que ia encontrar lá fora. Os checos não largavam a televisão, que transmitia ininterruptamente notícias e imagens da catástrofe que assolava toda a Europa Central. Alguém falou nas maiores cheias dos últimos 500 anos.



Ao longo da manhã, foram chegando mais pessoas, sobretudo idosos, com o que conseguiram tirar de casa, à pressa, as gaiolas dos passarinhos e os cachorros. Apareceram também os jornalistas, para as entrevistas de circunstância. Fiquei admirada com os checos: muito sérios, muito dignos, muito sofridos, mas sem a lamechice das reportagens portuguesas de catástrofes. Impressionaram-me muito, assim como a organização da Protecção Civil, do exército e dos populares (único senão: a falta de informação numa língua estrangeira acessível para a grande quantidade de turistas que se encontravam na cidade). Recordo, particularmente, o encarregado do nosso Centro de Evacuação: a simpatia, a dedicação e o poder de liderança. Tentei imaginar o resultado de uma situação daquelas em Portugal: os gritos, a histeria, a desorganização, os inquéritos para apuramento de responsabilidades, o caos.
No final da manhã, pedimos autorização para ir dar uma volta, para apanhar ar e ver o que se passava lá fora. Grande parte da zona baixa estava inundada, as últimas pessoas eram evacuadas de barco, os patos e os cisnes do rio nadavam felizes e contentes pelas ruas. O nosso hotel tinha a cave inundada e toda a zona estava sem electricidade e sem gás.
Nessa tarde, fomos recolocadas na colina de Strahov, numa residência universitária, onde partilhámos com um casal de jovens suecos um pequeno apartamento de 2 quartos, casa de banho e kitchenette. As instalações eram óptimas, mas as deslocações estavam um tanto limitadas: não havia metro e parte da cidade estava interditada. Mas, pasme-se, todos os transportes disponíveis eram gratuitos!
Deixámos Praga 3 dias depois, no meio de um clima de solidariedade e de reconstrução: bombeava-se água dos andares baixos, limpavam-se as ruas, o comércio da zona antiga ia reabrindo e o tempo melhorava, lentamente.



Ligações de interesse:
> Český rozhlas - Povodně: página em checo, mas com muitas ligações para vídeos e fotos das cheias.
> Záplavy 2002: álbuns de fotos das cheias.

Vítejte v České Republice!

A República Checa fica no centro da Europa e é muito bonita. As pessoas são muito simpáticas e falam checo. Praga é a capital.
Praga é uma cidade antiga, muito bonita, com igrejas, palácios, a ponte de Carlos, a catedral de S. Vito. O relógio astronómico fica na Praça Antiga (Staroměstske Náměstí).
Na República Checa há muitos castelos e igrejas. A República Checa tem três rios importantes: Labe, Vltava e Morava. As florestas são muito grandes e lindas.
Todas as pessoas conhecem as termas da República Checa. A água mineral das termas é muito boa. Mattoni é uma bebida muito boa: é uma água mineral de Karlovy Vary. O festival de cinema é também aí. Os bolos típicos de Karlovy Vary compram-se nos mercados das termas.

Karlovy Vary

A bebida e a comida são muito baratas. A cerveja é a bebida nacional, é muito boa e barata. Nós bebemos a cerveja em copos grandes e o café também.
A República Checa tem duas partes importantes: Morava e Čechy. Morava é a região do vinho. Duas grandes cidades de Morava são Ostrava e Brno. Ostrava é uma cidade moderna, de estudantes, tem muitos clubes, teatros e centros comerciais. A rua Stodolni é o lugar favorito para os estudantes quatro dias por semana. Discotecas e concertos são ali.
A capital de Morava é Brno. Brno é uma cidade antiga e muito bonita também. Brno é o centro de fábricas de metalurgia.

Brno

Texto de Lenka Vintrová, Lenka Tomaštiková, Ivona Vašková, Veronika Hutrová e Ivan Bohátka