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Coreto de Ponte de Sor


Ponte de Sor, Dezembro de 2025

O Coreto de Ponte de Sor está localizado no Jardim Municipal (também conhecido como Jardim Público do Campo da Restauração). Tem forma octogonal, com escadaria a permitir o acesso ao palco, é iluminado, coberto por um tecto assente em quatro colunas e possui gradeamento.





Até aqui, não há dúvidas, o pior foi querer saber mais sobre a história deste equipamento. A IA disse-me que "foi mandado construir pelo benemérito José Nogueira Vaz Monteiro e inaugurado em 5 de Outubro de 1921", mas li noutro sítio que "foi fundado pelo senhor Comendador António Falcão, administrador do Concelho de Ponte de Sôr em 1927". Contudo, estoutra informação, que situa a sua inauguração em 5 de Agosto de 1937, parece-me mais digna de crédito:

"Como tinhamos noticiado, inaugurou-se no dia 5 o corêto que o ilustre pontessorense sr. José Nogueira Vaz Monteiro mandou construir no novo Jardim Público, no Campo da Restauração. Usou da palavra o maestro sr. Angelo Silva, que felicitou o povo de Ponte do Sôr pelo grande melhoramento que ia inaugurar pondo em destaque os serviços que a Banda de que é regente deve ao grande benemérito. A Filarmónica Pontessorense, agradecida, não tinha encontrado melhor forma de expressar todo o seu reconhecimento do que executando a marcha «Vaz Monteiro». Ecoaram os acordes vibrantes da Filarmónica. Estava inaugurado o corêto. O sr. Vaz Monteiro, visivelmente emocionado, agradeceu ao orador, que soltou um viva ao grande sorense, vivamente correspondido pela farta assistência que pejava o local. A Filarmónica Pontessorense houve-se de forma a merecer todos os elogios. O programa com que deliciou os inúmeros ouvintes era esplêndido. No intervalo foi servido à Banda, no Teatro-Cinema, um farto e variado copo de água. O Jardim Público oferecia um bonito aspecto. Acenderam-se, pela primeira vez, os lampiões que a Câmara Municipal ali mandou colocar." (Jornal A Mocidade, n.º 260, de 15 de Agosto de 1937)

Coreto do Santo António Além do Carmo


Salvador (Bahia, Brasil), Agosto de 2025

O Coreto do Santo António Além do Carmo fica no bairro com o mesmo nome, no Centro Histórico de Salvador. Localiza-se no Largo de Santo António Além do Carmo (designação oficial, Praça Barão do Triunfo), entre a Igreja de Santo António, o Forte de Santo António e uma belíssima vista para a Baía de Todos os Santos.
O coreto é palco de inúmeras apresentações, espectáculos e serenatas, sendo também ponto de encontro habitual dos moradores do bairro.



Coreto de Évora


Évora, Novembro de 2024

O Coreto de Évora está localizado no Jardim Público da cidade.

"Évora foi uma das primeiras cidades portuguesas a ter bandas filarmónicas. Após a construção do coreto, em 1888, aqui se passaram a realizar os principais concertos musicais, particularmente aos domingos, memória que prevaleceu ao longo de todo o século XX.
Construído em ferro forjado ao gosto revivalista da época, o coreto foi proposto pelo vereador das obras públicas, Joaquim Sales da Costa, como elemento fundamental ao entretenimento sócio-cultural do Jardim Público, sendo inaugurado em 20 de Maio de 1888."

"Coreto de arquitectura revivalista romântica, do século XIX, de planta hexagonal. Encontra-se inserido no Jardim Público de Évora, jardim romântico, à inglesa, da autoria do Arquitecto Giuseppe Cinatti, que tirou partido das características topográficas do terreno, acentuando-as, para a edificação tanto do coreto, como do jardim."

"Base de planta hexagonal em cantaria de calcário, bordejada por calçada portuguesa. Pódio com paramentos em cantaria de calcário, sobre embasamento do mesmo material, animado pelo revestimento com painéis de azulejo industrial de padrão e pilastras nos vértices. Sobre o pódio corre gradeamento em ferro forjado e nos ângulos do polígono erguem-se colunas de ferro fundido que suportam a cobertura, ligadas por armação em ferro forjado, formando arcos trilobados, enquadrando a representação de diferentes instrumentos musicais. Cobertura em cúpula de seis panos, de inspiração mourisca, com acrotério no vértice."
Em Fevereiro de 2019, "uma grua que prestava apoio à obra de requalificação do Palácio de D. Manuel, no Jardim Público de Évora, caiu (...) e provocou danos graves no coreto e numa viatura, mas sem causar quaisquer vítimas". Na sequência, a Câmara Municipal procedeu a obras de reabilitação do coreto.

Antigo Coreto em Portalegre






Portalegre, primeira metade do século XX (?)

A título de curiosidade, trago aqui este coreto, que não cheguei a conhecer. Encontrei-o no ciberespaço, com a seguinte legenda:

"No dia 23 de Junho de 1914, tiveram lugar, no Jardim Operário em Portalegre, festas em honra de São João, cujas receitas reverteram a favor da construção de um coreto naquele local. Esse coreto (actualmente desaparecido), que podemos apreciar nas (...) imagens, seria inaugurado a 10 de Setembro de 1916."
Aparentemente, ficava em frente à entrada da Robinson, onde hoje há pouco mais que um parque de estacionamento. Não sei quando o desmontaram, mas gostava de o ter visto a cores, e ao vivo.

Coreto de Fronteira


Fronteira, Abril de 2023

O Coreto de Fronteira foi erigido em meados do século XIX, altura em que se criou nesta localidade uma filarmónica. Aparentemente, foi mandado construir em 1845, no largo junto à Igreja Matriz, na antiga área cemiterial. Era propriedade da Igreja Matriz e estava, inicialmente, relacionado com o culto religioso.
Em 1899, sofreu obras de reconstrução, com carácter de urgência, tendo em vista a utilização festiva nas comemorações da passagem do século. Em 1917, sofreu nova reparação, procedendo-se à substituição das colunas em madeira por outras construídas em chapa metálica. Em 1941, sofreu nova intervenção, após os estragos provocados pelo ciclone de 15 de Fevereiro desse ano, ganhando, então, o aspecto que actualmente apresenta.



É um coreto de planta octogonal, com 2,40m de lado e a 1,65m do solo, base em alvenaria, pavimento em argamassa de cimento, com pilares em ferro fundido, gradeamento em ferro forjado e cobertura de chapa zincada lisa, com estrutura em ferro fundido.



Palco da Música


Tui (Pontevedra, Espanha), Agosto de 2022

O Palco da Música de Tui foi construído em 1897 e foi reinaugurado em Dezembro de 2018, após profundas obras de restauro.







No painel informativo, pode ler-se: "O palco ou quiosco de música do Paseo da Corredoira é un exemplar realizado en 1897 polo Concello de Tui. As bandas de música amenizaban os paseos dos veciños na Corredoira, creando un espazo dinámico e social dentro da cidade".

Coreto de Campo Maior




Campo Maior, Maio de 2022

O Coreto de Campo Maior fica no Jardim Municipal, onde foi inaugurado, em Agosto de 2009. Antes, houve aí outro coreto, mais pequeno, talvez menos funcional, mas mais encantador, que foi destruído em Dezembro de 2008, no âmbito das obras de remodelação do jardim (foto de Júlia Galego, retirada daqui):



Abaixo, o novo coreto, na companhia de Santa Beatriz da Silva, de um lado, e de um quiosque, de outro.





Coreto das Alhadas








Alhadas (Figueira da Foz), Junho de 2022

Às vezes, gostava que as coisas fossem só aquilo que aparentam, sem grande história, só o que os olhos alcançam. Não sei se é de mim, mas cada objecto, cada ser, vivo ou inanimado, cada lugar, tem uma história para me contar.
Foi assim com o Coreto das Alhadas. Não o tendo encontrado no meu repositório de eleição, pedi informações ao Google, e elas não tardaram a aparecer e a compor mais uma história interessante.
Ao que parece, o coreto esteve na Figueira da Foz, junto ao cais, antes de, em 1926, ter sido transferido para as Alhadas:


(imagem retirada daqui)

Ricardo Santos, no Diário As Beiras (sem data), conta assim as peripécias do coreto:

"Se estiver em Alhadas de Baixo e alguém lhe disser que o coreto do Largo da Boa União assistiu, ao vivo e a cores, ao violento incêndio que destruiu o Teatro Príncipe D. Carlos, fique a saber que não se trata de nenhum delírio histórico.
A aparente impossibilidade ganha credibilidade se atentarmos nas imagens da Figueira dos inícios do século XX. Junto ao cais, o imponente edifício do Teatro Príncipe, inaugurado em 1874, marcava a paisagem. Defronte à fachada sul, onde hoje se situa a Fonte Luminosa, um coreto impunha a sua presença.
Era esta a paisagem urbana da cidade quando, na madrugada de 25 de Fevereiro de 1914, após um espectáculo de carnaval, um incontrolável incêndio destrói por completo o teatro, à data sede do Ginásio Clube Figueirense.
O coreto subsiste até que, em 1926, a Comissão Administrativa da Câmara Municipal, presidida por José Pedro Fernandes Júnior, lhe dita um novo destino. Delibera autorizar que a direcção da Sociedade Boa União Alhadense remova o coreto para a povoação das Alhadas de Baixo, ficando a seu encargo as despesas da remoção e de conservação futura. Não obstante, salvaguarda a propriedade municipal da estrutura.
E assim viajou do Largo Dr. Nunes para as Alhadas o velho coreto, que logo nesse mesmo ano é instalado no terreno contíguo à sede da Boa União. A deliberação camarária premiava o trabalho da colectividade junto da comunidade e adivinhava o relevante contributo do movimento associativo popular na salvaguarda do património local."
Há pouco tempo, o Coreto das Alhadas foi requalificado, juntamente com o centro da vila. Em Outubro de 2019, a propósito das obras que se avizinhavam, o Presidente da Junta de Freguesia, Jorge Bugalho, terá esclarecido, "para descansar a população, [que] o coreto vai manter-se no sítio onde está". Estou em crer que esta afirmação tinha como intuito evitar a polémica que se havia gerado, na Figueira da Foz, no seguimento da reestruturação do Jardim Municipal e da consequente destruição do coreto que aí existia.
O Coreto das Alhadas ficou bem bonito, mesmo não tendo as obras seguido o plano que o Presidente da Junta revelou ao Diário de Coimbra de 14 de Janeiro de 2015 (p. 15):
"O coreto também faz parte deste projecto de requalificação, sendo revestido em três frentes a azulejo «de forma a que fique perpetuado o dólmen, a fonte de S. João e uma outra imagem a definir». Ao seu lado, serão criados canteiros para flores, «para embelezar e dar dignidade a um espaço de convívio dos idosos que queremos acarinhar»."
Antes das obras, o coreto estava assim:


(imagem retirada daqui)

Aldeia saloia


























Sobreiro (Mafra), Agosto de 2021

Já nem sei há quanto tempo não visitava a Aldeia típica de José Franco: lembro-me de uma visita de estudo, no final da infância, da qual retive, sobretudo, as miniaturas. Desta vez, prestei mais atenção à componente etnográfica e às pequenas coisas que me fazem feliz: fontes e chafarizes, coretos e quiosques, moinhos, azulejos, cataventos, santinhos, o castelo, o marco de correio,...