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Uma coleccionista à solta em Juromenha
























Juromenha (Alandroal), Janeiro de 2026

Como eu dizia, é uma pequena vila que tem tudo o que devia ter, sobretudo, para me fazer feliz.

Para uns são alegrias (33)




Arad (Roménia), Maio de 2025


Timișoara (Roménia), Maio de 2025

A última caixa parece-me um modelo mais antigo, mas muito vandalizado.

Para uns são alegrias (32)


Castelo de Vide, Novembro de 2023

Este marco ostenta uma identificação de fábrica semelhante à daquele que vi na Golegã. Na altura, só consegui ler "Empreza Industrial", pelo que não pude descobrir a sua proveniência. Agora que encontrei este, percebo que o da Golegã tinha ficado semi-enterrado pelos arranjos da calçada: aposto que dizia "Empreza Industrial Portugueza Lisboa - 1918". Isto porque até a númeração é muito próxima (698 e 700), o que sugere que provieram de uma mesma encomenda.



Sobre a fábrica, consegui descobrir que "a Empresa Industrial Portuguesa era uma empresa de metalo-mecânica, particularmente vocacionada para a construção de grandes obras". Foi fundada, em Lisboa, em 1874, por João Burnay e fazia parte do grupo de empresas de Henrique Burnay. Era "a maior e mais importante fabrica portugueza de metallurgia", conforme afiançado por este anúncio, de 1911 (e pelos indicadores de dimensão, de 1917).



Produzia ferro fundido, em tubagem, e ferro fundido e forjado para diversas obras no mercado nacional (coberturas metálicas, barcos a vapor, pontes, tubagem e algumas máquinas industriais), importando ferro coado para fundição, cobre, latão, bronze e chumbo de Inglaterra, Espanha e Bélgica, e carvão de Inglaterra, para o que lhe valia a proximidade ao Porto de Lisboa.


Pavilhão da Empreza Industrial Portugueza, na Exposição Industrial Portuguesa,
na Avenida da Liberdade, 1888; foto do Estúdio Mário Novais, encontrada aqui.


Participou na Exposição Industrial Portuguesa de 1888 e, em 1899, considerou entrar no ramo da construção automóvel, para o que "convidou um engenheiro francês, Albert Beauvalet, para dirigir a concepção e o processo de produção de um automóvel nacional". Foi a primeira fábrica portuguesa a produzir aço, através do processo Bessemer, em 1905, e, a partir de 1914, foi a representante, em Portugal, do grupo "General Motors Overseas".
Teve o seu melhor momento durante a I Guerra Mundial, quando forneceu ferro, aço e armamento aos exércitos aliados. O pós-guerra revelou-se, no entanto, difícil para a indústria, pelo que, em 1920, foi integrada no grupo Companhia União Metalúrgica. Porém, em 1924, acabaria por encerrar as suas instalações em Alcântara.





Fontes:
- Mónica, Maria Filomena (1982). Indústria e democracia: os operários metalúrgicos de Lisboa (1880-1934). Análise Social, vol. XVIII (72-73-74), pp. 1231-1277.
- Pistola, Renato (2009). Alcântara, A Evolução Industrial de Meados do Século XIX ao Final da I.ª República. Dissertação de Mestrado, FCSH-UNL.
- O sempre indispensável "Restos de Colecção".
- O muito útil "Toponímia de Lisboa".

Para uns são alegrias (31)




Bruxelas (Bélgica), Agosto de 2023




Amesterdão (Holanda), Agosto de 2023

Variações em vermelho urbano.

Para uns são alegrias (30)








Lisboa, Julho de 2022

Foi na zona do Saldanha que encontrei este marco, preso com fita-cola, fabricado pela Cooperativa Indústria Social, assim como o seguinte, que vi para os lados da Escola Politécnica.




Lisboa, Agosto de 2022

Já no Colégio Militar, encontrei este marco de tipo quiosque, mais recente.


Lisboa, Dezembro de 2022

Para uns são alegrias (29)






Caminha, Agosto de 2022

Em Caminha, encontrei três: um marco com a inscrição "A. Handyside & Co. Derby & London"; outro com o logótipo oficial dos Correios, de 1936, cuja origem não consegui encontrar; e uma caixa postal de modelo único, afixada sobre a parede.









Para uns são alegrias (28)






Vila Real, Agosto de 2022

Mais um marco fabricado pela Fundição do Ouro.