Estação Arqueológica do Creiro


Portinho da Arrábida (Azeitão, Setúbal), Agosto de 2017

A Fábrica de Salga de Peixe do Creiro, no Portinho da Arrábida, remonta à Época Romana, e crê-se que tenha estado em funcionamento entre os séculos I e V d.C. Trata-se de um complexo industrial composto por unidade fabril, balneário e armazéns, cuja escavação e exploração se encontra em curso.









Um São José de azulejos T2:11
















Lisboa, Julho de 2017

Num dia em que fomos fazer turismo para a Lisboa antiga, ali para os lados de Alfama, e, mesmo sem meter o nariz em todos os becos, pátios e átrios (só em alguns), encontrámos 14 painéis de azulejos hagiográficos. Por agora, ficam os de devoção antoniana, desde o século XVIII (anterior ao terramoto) até à actualidade mais comezinha.

Esta Lisboa que eu amo


Lisboa, Julho de 2015

Foi no Sábado passado que passei uma boa parte do dia a passear em Lisboa. A bem dizer, no último mês, entre trabalho e lazer, tenho aproveitado para passear bastante por Lisboa, como já não o fazia há muito tempo. Tanto, que me espanto com as novidades, que me fazem sentir uma provinciana.





No início do mês, foi uma caminhada, entre o Chiado e a Graça, passando pelo Carmo e pela Baixa e atravessando a Mouraria. Ele foi o novo jardim junto às ruínas do Carmo, o Terreiro do Paço renovado, o elevador do Castelo, com os seus novos miradouros e esplanadas, o novo jardim da encosta do Monte. Só novidades!



No Sábado, começou-se no Cais das Colunas (desta vez, a maré estava alta, e o cheiro suportável), a nova atracção do Terreiro do Paço, agora até com praia para turistas. Depois, "Josefa de Óbidos e a Invenção do Barroco Português", no MNAA; miradouro do Arco da Rua Augusta; Festival ao Largo, em frente ao São Carlos; fogo de artifício no Terreiro do Paço, para celebrar os 80 anos do INATEL. E, surpresa, noite fora, um mar de gente pela Rua Augusta e Rossio, com que eu tive de me debater, para conseguir apanhar o comboio da meia-noite. Ele eram bares, esplanadas, lojas abertas... Onde está a Baixa soturna, deserta a partir das 7?
Gostei muito desta Lisboa, mais bonita, mais animada, mais cosmopolita.





P.S.: Este texto poderia ter sido escrito hoje, que não lhe mudaria muitas vírgulas, mas não, andava para aqui perdido há dois anos. O que são as coisas!

Avistamentos


Lisboa, Julho de 2017

Não há dúvida de que a GAU tem feito um bom trabalho a dar vida à cidade. Em qualquer lado, no chão ou no horizonte, surgem-nos cores, formas ou figuras extraordinárias.
O primeiro mural, de AkaCorleone, junto ao Miradouro da Senhora do Monte (Dezembro de 2015).
Este, uma colaboração de Miguel Caeiro 'RAM' e Mario Martinez 'Mars-1', no Bairro da Liberdade (Julho de 2016):


Lisboa, Agosto de 2017

Perto deste, dos gémeos Raoul e Davide Perre 'How & Nosm', realizado no âmbito do projecto Underdogs 2013 (Novembro de 2013):


Lisboa, Agosto de 2017

E até os encontramos em movimento: aqui, vislumbres, da janela do comboio, do Festival de Arte Urbana MURO Lx_2017, que decorreu em Maio, em Marvila (obras de Cix Mugre, GLEO e The Caver):






Marvila, Lisboa, Julho de 2017

#TBT: Pisão, 2005




Pisão (Crato), Março de 2005

Entre 2002 e 2006, um projecto inter-ministerial levou-me a integrar várias equipas que intervinham directamente nas escolas, a que um dia se chamou primárias, do distrito de Portalegre. Todas as semanas, arrancávamos, um dia pela manhã, e íamos pelos campos fora até uma das escolas que nos estavam destinadas. Passei por todas as dos concelhos do Crato (Crato, Gáfete, Pisão, Flor da Rosa, Vale do Peso, Aldeia da Mata e Monte da Pedra) e de Alter do Chão (Alter, Chança, Cunheira e Seda) e duas do concelho de Elvas (Barbacena e Vila Fernando). À excepção das das sedes de concelho, eram todas escolas de freguesias rurais, com professores deslocados e meninos de aldeias e montes. Aos poucos, vi os professores e as auxiliares excederem em número os meninos; vi aldeias onde já só havia uma criança, cujos pais os velhotes queriam convencer a que não a transferissem para uma escola maior, para que não desaparecesse a última réstia de alegria. Nas paredes, algumas salas ostentavam ainda fotografias de grupo dos tempos em que os alunos excediam as duas e três dezenas. Todos os anos se temia a ordem que se sabia que havia de chegar e que ditaria o encerramento da escola; os alunos seriam transferidos para as escolas das sedes de concelho e os velhotes ficariam com mais tempo para perscrutar o silêncio.
O Pisão esperava ainda mais alguma coisa: a muito adiada decisão de construir a grande barragem da Ribeira de Seda, que submergiria a aldeia.
A escola fechou, há já muitos anos, mas da barragem não há sinal. Ao que parece, os estudos exploratórios começaram em 1958; pontualmente, por alturas das eleições, entra no rol de promessas, mas não sai daí.
No café do Sr. Felizardo comia-se bem, e a menina dele era muito querida. Encontrei-a num álbum perdido, no meio de fotografias tiradas num Dia Internacional da Mulher em que a Junta de Freguesia mandou entregar um ramo de botões de rosa para os meninos distribuírem pelas senhoras da aldeia. Acompanhei-os aos três -- ela, o irmãozinho mais novo e o último colega de escola --, registei os momentos, para ilustrar a descrição que faríamos da actividade, e fugiu-me a objectiva para um pormenor desgarrado ou outro. Que me lembre, é tudo o que me sobrou desses tempos.




Na estrada, numa das nossas viagens, Fevereiro de 2005

M'O


Musée d'Orsay, Paris (França), Junho de 2005

Já não me lembro em que fase do meu percurso escolar, calhou-me em sorte fazer um trabalho, para Francês, sobre o Movimento Impressionista. Deu-me trabalho e impressionou-me, quer pelas reacções que provocou, na imprensa da época, quer pela inovação nas técnicas de pintura. Desde aí, fiquei com vontade de ver as obras ao vivo, mas, nas duas visitas anteriores a Paris, não tive grande sorte, pois só me arrastavam para o Louvre. E o Louvre é aquele palácio a que eu chamo, não sem uma ponta de desdém, o armazém dos saques napoleónicos. Ainda consegui, em 1994, ir ao Grand Palais, ver uma grande exposição sobre as origens do Impressionismo ("Impressionisme. Les origines, 1859-1869"), e foi tudo.
Em 2005, não consegui visitar a Orangerie (mas não me saí nada mal com a troca pelo Marmottan), porém, entrei finalmente no Musée d'Orsay. Depois de um choradinho para fazer aceitar o cartão nacional de professora (o internacional é aquele que só me faz falta quando não o tenho), a senhora da bilheteira, já farta das nossas traduções e da letra miudinha dos cartões da CGD, lá nos fez o desconto para podermos visitar a exposição do momento: "Le Néo-impressionnisme, de Seurat à Paul Klee" (explicada em pormenor, aqui).


Georges Seurat, Le Bec du Hoc, Grandcamp, 1885


Paul Klee, Rivage classique, 1931

Confesso que não morri de amores pela exposição, que aquilo já era pontilhismo a mais, para o meu gosto, mas agradou-me muito visitar o museu, pelo edifício da velha estação ferroviária e pela colecção permanente.





Do triunfo


Paris (França), Junho de 2005

No eixo que liga a concórdia à defesa (onde se evoca a fraternidade), situa-se, estrategicamente, o Arco do Triunfo. Desta vez, tirei mais tempo para explorar as inscrições, à procura de menções à lusa pátria: entre as 96 batalhas, a de Almeida; uma menção ao exército que lutou em Portugal; e uma referência a "Oporto", cujo contexto não sei já precisar.







Ei-lo aqui, com vista para os Campos Elíseos ("Aux Champs-Élysées...") e, do outro lado, para o Grande Arco de la Défense:







Alguns pormenores da decoração:




Vista oblíqua para o baixo-relevo de
François Rude, Le Départ des Volontaires, 1792
(também conhecido como La Marseillaise)

Um São José de azulejos T2:10


Ericeira (Mafra), Julho de 2017

E, finalmente, a devoção no masculino.