Um São José de azulejos T6:3





Alandroal, Outubro de 2023

Terena (Alandroal), Outubro de 2023







Juromenha (Alandroal), Janeiro de 2026
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Alandroal, Outubro de 2023

Terena (Alandroal), Outubro de 2023







Juromenha (Alandroal), Janeiro de 2026
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Teresa O
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sábado, fevereiro 14, 2026
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Etiquetas: Alentejo, Azulejos, Colecções, Painéis hagiográficos, Pelas paredes, Portugal, Santos

Juromenha (Alandroal), Janeiro de 2026
Juromenha recebeu de D. Dinis a sua primeira Carta de Foral, em 1312, a qual viria a ser confirmada por D. João II, a 28 de Agosto de 1492. Em 1515, D. Manuel I concede-lhe nova Carta de Foral. Foi, assim, sede de um concelho que englobava as freguesias de Nossa Senhora do Loreto de Juromenha, São Brás dos Matos e Aldeia da Ribeira. O concelho de Juromenha tinha, em 1801, 823 habitantes, quando perdeu, de facto, a Aldeia da Ribeira, integrada por Espanha no município de Olivença, com o nome de Vila Real. Juromenha fez parte da Diocese de Elvas até 1881, data em que a mesma foi extinta, passando, então, para a de Évora.


Na sequência da reforma administrativa liberal de 1836, no reinado da Rainha Dona Maria II, pelo Decreto de 6 de Novembro, o concelho de Juromenha foi extinto e anexado ao de Alandroal, do qual se tornou uma freguesia, assim como o antigo concelho de Terena. Após esta anexação, Juromenha iniciou um processo de declínio, acentuado na década de 1920, quando a população, depois de atingida por um surto epidémico, abandonou totalmente o espaço intramuros, desenvolvendo-se o arrabalde em torno da ermida de Santo António, que é hoje o núcleo fundamental da vila.

Em 1950, Juromenha contava com 1518 habitantes, reduzidos a 107, em 2011. Consequentemente, a freguesia de Juromenha foi extinta em 2013, no âmbito da Reorganização administrativa do território das freguesias, tendo sido agregada às freguesias de São Brás dos Matos e Nossa Senhora da Conceição, para formar uma nova freguesia, denominada União das Freguesias de Alandroal (Nossa Senhora da Conceição), São Brás dos Matos (Mina do Bugalho) e Juromenha (Nossa Senhora do Loreto).

É hoje um lugar simpático, pequeno, mas com tudo o que devia ter, inclusive um restaurante onde comemos uma belíssima escalda de peixe do rio (barbo).


Vistas da fortaleza para a vila, respectivamente, os antigos arrabaldes de Santo António e de São Lázaro.



Vista da fortaleza para o rio, podendo ver-se, em primeiro plano, o Guadiana, seguido de campos de cultivo; depois, a aldeia de Vila Real e, ao fundo, a cidade de Olivença.

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Teresa O
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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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Juromenha (Alandroal), Janeiro de 2026
A Fortaleza de Juromenha é constituída por duas cinturas de muralhas, uma interna, onde se situa a torre de menagem, e outra externa, sendo esta de tipo abaluartado, com planta estrelada. No interior do recinto muralhado, existem duas igrejas, a da Misericórdia e a Matriz (Igreja de Nossa Senhora do Loreto), e também os antigos Paços do Concelho (cuja fachada ruiu um 1930) e respectiva cadeia (edifício cuja configuração actual data do século XVII), uma cisterna de planta rectangular que abastecia a população e diversas ruínas pertencentes ao aglomerado urbano. A estrutura defensiva sobrevive desde o período árabe, do qual perduram parte da muralha, uma porta e torres em taipa militar islâmica. Em termos paisagísticos, a antiga fortaleza possui uma localização privilegiada, no que respeita ao domínio visual dos territórios português e espanhol.

No sentido horário: Igreja da Misericórdia, Igreja de Nossa Senhora do Loreto e cadeia



Arquitectura militar, medieval e da restauração. Fortaleza de raiz medieval da qual mantém parte da muralha do castelejo com cubelos rectangulares, acrescentada e circundada por baluartes em forma de estrela e por revelins da época da Guerra da Restauração. Praça fronteiriça de grande importância estratégica, na centúria de seiscentos, considerada a chave do Guadiana e um dos poucos lugares identificados como azóia ou arrábida na época medieval.




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Teresa O
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terça-feira, fevereiro 10, 2026
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Juromenha (Alandroal), Janeiro de 2026
A ocupação do lugar que viria a ser conhecido como "Sentinela do Guadiana" remonta a galo-celtas e romanos. Calcula-se que tenha sido ocupado pelos muçulmanos omíadas a partir de 712/714, mas as primeiras referências a Juromenha datam da segunda metade do século IX, quando eclodiram as chamadas "revoltas muladis", de contestação à autoridade do emir de Córdova. Nessa altura, esta região originou notícias que acabariam por aparecer nos textos árabes, falando, concretamente, da fortaleza de Juromenha.
Entre 868 e 875, Makhûl ibn 'Umar é o senhor de Juromenha, que se constitui como foco principal da revolta, e o local onde se reuniam mais rebeldes. Após o desaparecimento de Makhûl, os territórios de Juromenha passam a integrar os domínios da dinastia Banû Marwân, com capital em Badajoz. Foi apenas em 930 que 'Abd ar-Rahmân III, o primeiro califa de Córdova, conseguiu submeter o último senhor autónomo de Badajoz, pondo, dessa forma, fim a esta autonomia e à dinastia dos Marwân. Em 948, Juromenha é referida enquanto guarda-avançada de Badajoz pelo viajante e geógrafo oriental Ibn Hawqal, na sua obra Kitâb Sûrat al-Ard (Livro da Imagem da Terra), situando-a a 7 dias de viagem desde Santarém, a 2 dias de Avis, a 1 de Elvas e a 2 de Badajoz.
A partir de 1009, após um período de quase 80 anos de paz, dá-se uma guerra civil que culmina com o colapso do califado e a desintegração do território em inúmeros pequenos estados, dependentes de senhores locais e/ou regionais, que ficaram conhecidos como os "reinos de taifas". Juromenha fez parte da Taifa de Badajoz, onde reinava a dinastia Banû-l-Aftas, e defendeu a cidade dos ataques dos exércitos da Taifa de Sevilha, em 1050/1051. Em 1095, os almorávidas (movimento reformista berbere vindo do Norte de África) assenhorearam-se de al-'Andalus, terminaram com os vários reinos e unificaram o espaço islâmico peninsular, transformando-o numa região dependente do seu império norte-africano.
Em meados do século XII, deflagra e expande-se a revolta contra os almorávidas, liderada por um chefe sufista originário de Silves, chamado Ahmad ibn Qâsî. Um dos seus partidários iniciais, Abû Muhammad Sidray ibn Wazîr, veio mais tarde a abandoná-lo e a constituir o seu próprio domínio, conquistando, em 1145, a cidade de Badajoz e o seu espaço envolvente, no qual estava, naturalmente, integrada a povoação fortificada de Juromenha. Porém, entre 1151 e 1156, já os almóadas (novo movimento reformista religioso vindo do Magrebe) iniciavam uma nova reunificação político-militar do espaço islâmico peninsular, quando foram surpreendidos pela Reconquista cristã.

A povoação e o seu castelo foram conquistados, em 1167, pelas tropas de D. Afonso Henriques, auxiliadas pelas forças do lendário salteador e mercenário Geraldo Sem Pavor, que dois anos antes tinha tomado Évora. Como recompensa, o soberano nomeou-o alcaide do castelo, que foi onde Geraldo Geraldes estabeleceu o seu quartel-general. Daí, organizava as suas incursões e pilhagens nas redondezas, perseguindo o seu sonho de conquistar Badajoz, o que incomodava quer muçulmanos quer leoneses. Assim, três anos mais tarde, em 1170, o governador almóada de Sevilha, Sayyid Abû Sa'îd, reconquista Juromenha para as armas islâmicas, mas resolve arrasar esta fortaleza, antes de regressar a Sevilha. A posterior reconstrução e reactivação militar deve ter ocorrido por alturas das investidas levadas a cabo pelo califa almóada Abû Ya'qûb Yûsuf, durante os anos de 1184 e 1185. Para garantir a protecção da fortaleza de Juromenha, dois anos depois, em 1187, D. Sancho I doa-a à Ordem dos Freires de Évora, antecessora da Ordem de Avis. Contudo, povoação e castelo retornariam às mãos dos muçulmanos, sob o comando do mesmo Ya'qûb Yûsuf, então conhecido como Almançor (al-Mansur, "o Victorioso"), em 1191. Enquanto praça fronteiriça, Juromenha constitui-se em azóia ou arrábida, ou seja, um local cuja defesa está entregue a muçulmanos voluntários que repartem o seu tempo entre as actividades bélicas e as práticas espirituais. Povoação e castelo só serão definitivamente conquistados por forças portuguesas, sob o comando de Paio Peres Correia, em 1242, no reinado de D. Sancho II. [Sobre todo este período, ver: Rei, A. (2009). Julumânya/Juromenha - memórias do período hispano-árabe (713-1230). Callipole, 17, 15-21 (CM Vila Viçosa).]

Ciente da importância estratégica de Juromenha, D. Dinis incrementa o povoamento, concedendo-lhe Carta de Foral, em 1312, e reconstrói o castelo, promovendo importantes reforços nas defesas, que passaram a contar com muralhas de taipa revestidas em cantaria de granito e ardósia, às quais se adossavam 16 torres quadrangulares, dominadas por uma imponente Torre de Menagem, de 44 metros de altura. Inclusive, fez celebrar neste castelo as bodas do seu filho, futuro rei D. Afonso IV, com D. Beatriz de Castela, em 1309. O foral seria confirmado, no reinado de D. João II, a 28 de Agosto de 1492. Já no reinado de D. Manuel I, a povoação e o seu castelo foram incluídos e figurados por Duarte de Armas no seu Livro das Fortalezas (1509-1510), e a vila recebe nova Carta de Foral, em 1515. Contudo, a partir do século XVI, a fortaleza foi entrando em progressiva decadência.

Os desenhos de Duarte de Armas representam o castelo com uma cintura única de muralhas de planta poligonal irregular, percorrida por adarve e coroada de merlões, que o autor não medira "por estarem mui danificados e não se poderem andar", sobretudo a S., N. e O., e reforçada com 14 cubelos quadrangulares e rectangulares e 2 poligonais nos ângulos NO. e SO., ameiados (excepto os arruinados, 2 a N. e 2 a S.) e alguns providos de base em esbarro; a E. salienta-se a Torre de Menagem, rectangular, sobre pódio escalonado no pano exterior à muralha; era iluminada por frestas, com porta de arco pleno na face O., descentrada, e coroamento de merlões sob os quais se abriam bombardeiras, do mesmo lado da porta; no interior era "abobadada e em cima tem um mui bom aposentamento novo"; exteriormente era protegida do lado O. por um "baluarte" semi-circular "de abóbada e joga per fundo duas bombardas e por cima as que parecem" (que são 3 bombardeiras), com acesso por passadiço adossado à muralha S. onde se localizava a porta falsa; do lado NE. abria-se a porta principal em arco pleno, gradeada, protegida exteriormente por um "peitoril" de forma semi-circular; dentro do recinto muralhado erguia-se uma igreja de planta longitudinal simples com cabeceira semi-circular "e debaixo da capela dela está um aljube"; extramuros, a N., estendia-se o aglomerado urbano da vila com casario térreo e duas igrejas uma delas arruinada, que "se derribou no tempo da guerra".





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Teresa O
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domingo, fevereiro 08, 2026
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Portalegre, Janeiro de 2026


Estremoz, Janeiro de 2026
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sábado, janeiro 31, 2026
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Etiquetas: Alentejo, Efeitos de luz, Portalegre, Portugal, Vistas da Penha
| La imagen es un lugar perverso. En ella se detiene todo aquello que ha de irse. La imagen suspende el curso, lo entorpece, nos entorpece. (Chantal Maillard) |