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Memòria futura (33)


Barcelona (Catalunha, Espanha), Junho de 2026

As paredes de Barcelona exibem inúmeras placas de homenagem a eventos e pessoas que se notabilizaram pelo seu mester ou convicções.


Pere Virgili i Ballvé


Rómulo Gallegos, que, como o mundo é pequeno, foi autor de Doña Bárbara,
romance convertido numa telenovela que marcou a minha infância



Joan Amades i Gelats


Carles Pi i Sunyer


Busto do actor Iscle Soler, da autoria do escultor Pablo Gargallo
(1918)





Andreu Nin


CCCB


Josep Domènech i Estapà

Mas não são só as paredes: também no chão se celebram lojas e equipamentos históricos, em frente à respectiva porta.











Esta última placa, quase a pisei, no campus da Universidade Autónoma de Barcelona, em Bellaterra.


Bellaterra (Barcelona, Catalunha, Espanha), Junho de 2026

Papa-unescos (XXVIII)


Barcelona (Catalunha, Espanha), Junho de 2026

(56) Obras de Antoni Gaudí (Espanha)

Foi um saltinho a Barcelona, para mais trabalho do que passeio. A Sagrada Família, só a vi ao longe, e o mais que consegui foi um cheirinho da Casa Milà e da Casa Batlló. Terei de voltar, lá terá de ser.



Palco da Música


Tui (Pontevedra, Espanha), Agosto de 2022

O Palco da Música de Tui foi construído em 1897 e foi reinaugurado em Dezembro de 2018, após profundas obras de restauro.







No painel informativo, pode ler-se: "O palco ou quiosco de música do Paseo da Corredoira é un exemplar realizado en 1897 polo Concello de Tui. As bandas de música amenizaban os paseos dos veciños na Corredoira, creando un espazo dinámico e social dentro da cidade".

Catedral de Santa Maria de Tui


Tui (Pontevedra, Espanha), Agosto de 2022

Quem vem e atravessa o rio, não pode deixar de ver, lá no alto, a Catedral de Tui. Eu também a vi, de longe, mas não cheguei a ir lá. Numa próxima, será.



A construção da Catedral foi iniciada no século XII, aproximadamente em 1120, e foi terminada em 1180, em plena época do estilo românico. Neste estilo, conserva-se a planta, a portada norte e a iconografia dos capitéis. Sofreu uma importante reforma, no século XIII, que lhe introduziu vários elementos de estilo gótico, entre eles, a fachada principal, datada aproximadamente de 1225. Este dado tem importância, já que seria a primeira construção de estilo gótico de toda a Península Ibérica.
A catedral é o expoente máximo do património artístico de Tui. Situa-se na parte mais alta da cidade, na coroa do antigo castro de Tide, que deve ter existido antes do início da era cristã.
Foi declarada Bem de Interesse Cultural, em 1931.

As marcas do caminho (7)


Parque das Nações, Lisboa, Maio de 2022


Parque das Nações, Lisboa, Julho de 2022

Os caminhos de Santiago e de Fátima, alinhados, à partida do Parque das Nações. Porém, se há muitos caminhos para chegar a Compostela, também os há para a Cova da Iria.




(mapa e sinalética retirados daqui)


Vila Nova de Cerveira, Agosto de 2022


Nazaré, Agosto de 2020

Numa época que recuperou as peregrinações, a que juntou trilhos, rotas e passadiços, muitos outros destinos há a alcançar e caminhos a percorrer.
Um exemplo disto é o "Camino de San Frutos", uma rota de peregrinação que liga Segóvia à Ermida de São Frutuoso, em Carrascal del Río, a cerca de 80 km, onde se encontram os túmulos do eremita Frutuoso e dos seus irmãos mártires Valentim e Engrácia. Em 2013, o caminho foi demarcado e sinalizado, para o que foi usado um dos atributos do santo: os pássaros.


Segóvia (Espanha), Outubro de 2014

Ainda no domínio religioso, a Estrela de David assinala, no chão, o caminho na Judiaria de Castelo de Vide.


Castelo de Vide, Janeiro de 2016

Entre os passeios culturais, o percurso pelas ruas de Genebra, nos passos do escritor, filósofo e músico Jean-Jacques Rousseau.


Genebra (Suíça), Janeiro de 2007

E os pequenos azulejos que assinalam o circuito urbano nas Aldeias Históricas de Portugal.


Linhares da Beira (Celorico da Beira), Agosto de 2022

E ainda as marcas de outro caminho, no âmbito de uma iniciativa turística de promoção e desenvolvimento dos territórios do interior de Portugal: a Rota da Estrada Nacional 2, que, com os seus cerca de 739 km, liga Chaves a Faro, atravessando 11 distritos, 35 municípios, 11 serras e 13 rios! Na verdade, desde a sua construção, há mais de 75 anos, que se percebeu que o traçado da N2 não fora bem pensado, que, a sul de Viseu, não servia nenhuma cidade de dimensão relevante até entroncar na N125, pelo que, lentamente, foi vendo vários dos seus troços serem desclassificados para estradas regionais ou municipais e só cerca de 180 km foram mantidos como estrada nacional, num total de cinco troços. No entanto, a criação, em 2016, da Associação de Municípios da Rota da Estrada Nacional 2, que engloba os 33 municípios que eram atravessados pela N2 no seu traçado original, com o objectivo de dinamizar o turismo ao longo deste itinerário, foi uma ideia genial. Devido à sua extensão, a N2 atravessa paisagens bastante variadas, no contexto de Portugal, pelo que tem sido comparada à Route 66, o que é só um dos pilares de uma excelente campanha de marketing que passa por produtos variados, como um passaporte/caderneta para recolha de carimbos (já tenho alguns...), e marcos de uma cor chamativa. Este, encontrei-o nas Termas de São Pedro do Sul, onde a N2 nunca passou. Na prática, a relação da estrada com o concelho cinge-se a uns tantos metros de alcatrão no extremo da freguesia de Pindelo dos Milagres, que, ainda assim, foram capitalizados no potencial turístico do município.




Termas (São Pedro do Sul), Agosto de 2021

As marcas do caminho (6)






Vila Real, Agosto de 2022






Valença, Agosto de 2022






Tui (Pontevedra, Espanha), Agosto de 2022

Las Estrellas del Camino


Tui (Pontevedra, Espanha), Agosto de 2022

Mural de Daniel Eime, realizado, em 2022, no âmbito do projecto "Las Estrellas del Camino: Miradas de Resistencia/As Estrelas do Caminho: Olhares de Resistência", uma iniciativa da cervejeira Estrella Galicia (saudades...).
Explica a marca: "Na Estrella Galicia queremos prestar homenagem a uma sociedade que, durante gerações, dedicou-se a ajudar, a acolher os peregrinos que, dia após dia, ano após ano, passam à frente das suas casas, das suas ruas, das suas povoações... Uma tradição que resistiu à passagem do tempo e que continua ainda vigente. Uma forma de ser, uma filosofia de vida que provavelmente é a principal causa do reconhecimento e da dimensão internacional que o Caminho tem actualmente.
Em 2021, abrimos a primeira galeria, cobrindo as sete últimas etapas do Caminho Francês que abrange uma distância de 140 km. Em cada uma destas etapas, descobrimos uma obra de grande formato a cargo do artista Mon Devane. Em 2022, abrimos a segunda galeria da exposição, no Caminho Português. Uma nova rota artística que cobre a distância entre o Porto e Santiago de Compostela ao longo de dez etapas, de 230 km. Como evolução da temática, e mantendo-nos sempre firmes na intenção de recolher, documentar e transmitir estes olhares de resistência, quisemos aprofundar outro elemento importantíssimo no Caminho de Santiago: o diálogo. O diálogo como parte fundamental para nos relacionarmos uns com os outros. O diálogo como elo de ligação entre as gentes de ambos os lados de 'la raya' e também aquele diálogo que pessoas de diferentes culturas e países partilham no seu percurso a Santiago e que é uma parte fundamental das múltiplas experiências que o próprio Caminho oferece. Por tudo isto, quisemos que o diálogo estivesse presente na própria criação da exposição, para a qual colaborámos com dois artistas: Lula Goce (Galiza) e Daniel Eime (Portugal), que alternarão as suas intervenções ao longo de toda a rota, estabelecendo assim uma 'conversa' através das suas obras".
Com um total de 370 km, esta iniciativa é anunciada como "a exposição de arte ao ar livre mais extensa do mundo". A segunda galeria, com etapas em Matosinhos, Barcelos, Ponte de Lima, Rubiães, Tui, O Porriño, Pontevedra, Caldas de Reis e Padrón, é constituída por murais em empenas de prédios e pontes, cada um deles acompanhado por um marco com informação detalhada sobre a pessoa retratada. Associada às obras, sugirá ainda uma série de curtas-metragens com "diferentes diálogos" entre elas, nos quais as pessoas falam "sobre o que o Caminho representa nas suas vidas ou como estão envolvidas na vida quotidiana das suas localidades", com o objectivo de cruzar as culturas e modos de estar da Galiza e de Portugal.
Cada mural representa e homenageia um protagonista local com uma história de luta pessoal que reflecte o seu vínculo à sua terra ou ao Caminho (artistas, artesãos ou atletas que encarnam o espírito do peregrino, com valores como a superação e a irmandade, e mantêm vivo o espírito do Caminho de Santiago), para que os peregrinos que o percorrem possam contactar com as suas histórias "de resistência".
A obra de Daniel Eime em Tui retrata Andrea González, "jovem pianista que começou a realizar as suas primeiras gravações, interpretando as obras de Rosendo Salvado, clérigo espanhol que abriu a chamada 'rota dos antípodas', caminho que une Perth (Austrália) ao Porto e desde aí junta-se ao Caminho português até chegar a Santiago".