Mostrar mensagens com a etiqueta Placas de rua. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Placas de rua. Mostrar todas as mensagens

Memória futura (29)
















Salvador (Bahia, Brasil), Agosto de 2025

Todas da Praça do Município, maioritariamente, nas paredes do Palácio Rio Branco.

Pelô


Salvador (Bahia, Brasil), Agosto de 2025

Quem se aventura pelo Centro Histórico de Salvador não procura apenas ver igrejas e arte sacra: o ponto alto do passeio é o bairro do Pelourinho, carinhosamente apelidado de Pelô. Situa-se, genericamente, entre o Terreiro de Jesus e o Largo do Pelourinho, por entre ruas estreitas e íngremes, calcetadas com paralelepípedos e ladeadas por coloridos casarões e sobrados coloniais.





Descendo do Terreiro de Jesus pela Rua das Portas do Carmo (a pintura nas portas já tinha passado por aqui).
Fundação Casa de Jorge Amado, no topo do Largo do Pelourinho (oficialmente, Praça José de Alencar). À sua esquerda, o Museu da Cidade.


Até ao início do século XX, era um bairro eminentemente residencial, onde se concentravam as melhores moradias, e era também o centro comercial e administrativo de Salvador. A partir da década de 1950, com a modernização da cidade e a transferência de actividades económicas para outras zonas da capital baiana, o Pelourinho sofreu um forte processo de degradação, desvalorizou-se e assistiu a uma mudança demográfica que o tornou um bairro popular, palco da cultura negra da cidade. Aí tiveram origem grupos culturais e comunitários que se transformaram, nas duas últimas décadas do século XX, em importantes actores políticos.



Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, ou Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, construída a partir de 1704.


Somente a partir das décadas de 1980 (com o seu reconhecimento, pela UNESCO, como Património da Humanidade) e 1990 (com a revitalização da zona e a remoção da maioria dos moradores) é que o Pelourinho se transformou num importante centro cultural de Salvador, atraindo artistas de todos os géneros (cinema, música, pintura) e valorizando a expressão popular e étnica.

A Casa do Benin, no edifício branco.
Em 1996, Michael Jackson filmou aí a versão brasileira do videoclipe do seu tema "They Don't Care About Us", acontecimento que ainda hoje é recordado efusivamente na casa do Largo do Pelourinho em cuja varanda o artista cantou.

Na casa azul, à direita, um póster e uma imagem de Michael Jackson em tamanho natural, na varanda central.


Ao fundo do Largo, começa a subida para o Carmo.

Memória futura (22)




Évora, Novembro de 2024


Arronches, Novembro de 2024


ANNO MDCCLIV DIE XIII OCTOBRIS, DOMINICA
PROXIMIORI FESTIVITATI S. LVCAE EVANGELISTAE,
EXCELLENTISSIMVS, ET REVERENDISSIMVS DOMINVS
DOMNVS BALTHASAR DE FARIA, ET VILLASBOAS,
HVJVS DIOECESIS EPISCOPVS, HANC CATHEDRALEM
ECCLESIAM RITV SOLEMNI CONSECRAVIT, QVAE
DOMINICA JAMPRIDEM PERSYNODALES CONSTITU=
TIONES AD CELEBRATIONEM DEDICATIONIS
ECCLESIAE ASSIGNATA FVERAT.

EM O ANNO DE 1769 SENDO BISPO DESTE BISPA=
DO O EX.MO E R.MO SNR DOM LOURENÇO DE LANCASTRO, EX.
DO SEO PONTIFICADO MANDOU FAZER ESTA ESCADA, E AD
RO E EM O MES DE NOVEMBRO DO DITO ANNO SE ACABOU
LOGRANDO A FELICIDADE DE qUE NO DIA 2o DO MESMO MES A
SOBISSEM SUAS MAGESTADES E ALTEZAS VINDO DE VILLA
VIÇOZA AONDE SE ACHAVAO A ESTA CATHEDRAL: ETAO
BEM EM OS ANNOS ANTECEDENTES TINHA ODITO SNR.
BISPO MANDADO FAZER AS CAPELLAS DO S.MO SACRA=
MENTO, E SEO ORNATO, DE NOSSA SNR.A DA SOLEDADE,
NOSSA SNR.A DAS CANDEAS, SANCTA ANNA, E ALMAS:
O ORGAO, E OVTRAS MAES OBRAS INTERIORES.





Elvas, Novembro de 2024

Cairo copta


Cairo (Egipto), Agosto de 2024

Outra parte fundamental do Cairo antigo é o bairro copta (Qasr al-Sham'a), fortemente ligado à história do cristianismo no Egipto. Ao longo dos três primeiros séculos da era cristã, uma parte substancial da população do Egipto converteu-se ao cristianismo, tendo sofrido forte perseguição sob o Império Romano. As perseguições só terminaram em 313, com o Édito de Milão, que consagrou a tolerância religiosa.
O Cairo copta está situado dentro da antiga Fortaleza de Babilónia, cujo nome foi trazido pelos persas, que aí fundaram uma colónia homónima da antiga cidade junto ao rio Eufrates. A fortaleza foi construída, por volta de 300 d.C., pelo imperador romano Diocleciano, para proteger a entrada de um antigo canal que ligava o Nilo ao Mar Vermelho. Quando os árabes muçulmanos conquistaram o Egipto, no século VII, estabeleceram, fora dos muros da Fortaleza de Babilónia, uma nova cidade, Fostate, que se tornou a capital administrativa do Egipto e a sua cidade mais importante. Nos primeiros anos do domínio árabe, os cristãos foram autorizados a construir várias igrejas na antiga área da fortaleza, onde ainda se encontram algumas das mais antigas do Cairo.

Acima, a Igreja de São Jorge, também conhecida como Mar Girgis, sobre cuja torre está o único cata-vento que encontrei no Egipto. Representa o dragão alado, derrotado por São Jorge.



A Igreja de São Jorge é uma igreja ortodoxa grega que foi construída no século X (VII, segundo algumas fontes), sobre uma das torres redondas da fortaleza romana, daí a sua forma circular, única no país. A actual estrutura foi reconstruída entre 1904 e 1909, na sequência de um incêndio, e foi restaurada em 2015. Faz parte do Santo Mosteiro Patriarcal de São Jorge, sob o Patriarcado Ortodoxo Grego de Alexandria e toda a África. Desde 2009, o abade do mosteiro tem o título de Bispo Babylonos ("Bispo de Babilónia").

Entrada do Mosteiro Ortodoxo Grego de São Jorge. De notar a presença de um segurança informal que controla as entradas e que, a troco de algumas libras egípcias (ou euros ou dólares), se prontifica a guiar a visita. São comuns à porta de todos os monumentos, assim como a segurança armada (polícia e/ou exército) em todos os sítios turísticos, como se pode ver na imagem do topo. A segurança é hoje quase obsessiva, no Egipto, onde os fluxos do turismo (fundamental para a economia do país) têm sofrido oscilações, em virtude de passados atentados terroristas e da recente guerra em Gaza. Assim, as forças de segurança controlam as movimentações nos sítios arqueológicos, nas zonas históricas, nas fronteiras provinciais, nas estradas, onde calha. Mesmo as entradas nos hotéis são fiscalizadas com recurso a detectores de metais, como nos aeroportos.

A Rua Mar Gerges (ou Mar Girgis, Mary Gerges -- nunca hei-de compreender estas transliterações) dá acesso ao bairro copta, que é igualmente servido pela estação de metro Mar Girgis, da linha 1, uma estação moderna, em frente à Igreja de São Jorge.





As ruas interiores do bairro são, porém, antigas, estreitas, marcadamente medievais.




Cairo islâmico


Cairo (Egipto), Agosto de 2024

Um passeio pelo Cairo islâmico nunca ficaria completo sem uma visita ao bazar (ou souk, em português, azoque) Khan el-Khalili. O bazar remonta a 1385, quando, no reinado de Barquq, primeiro sultão memeluco da dinastia burgida, o emir Jarkas el-Khalili construiu um grande caravançarai (ou khan, um albergue para comerciantes e, geralmente, o ponto focal de qualquer área circundante). O edifício original foi demolido pelo Sultão al-Ghuri, que o reconstruiu como um novo complexo comercial, no início do século XVI, constituindo a base para a rede de souks existente hoje em dia. Actualmente, a designação de Khan el-Khalili engloba todo o bairro comercial.


As duas imagens acima retratam Bab al-Ghuri, a porta sul do Suq al-Nabulsi, em estilo mameluco, datada do início do século XVI.









Várias ruas do souk, onde se pode encontrar todo o tipo de mercadorias.



Duas fotografias tiradas no interior do café El-Fishawy, o mais antigo do país, a funcionar desde o final do século XVIII: abriu as suas portas pela primeira vez em 1797, um ano antes de Napoleão Bonaparte invadir o Egipto.

Junto ao mercado, fica a Mesquita de Al-Hussein, originalmente construída em 1154, durante o Califado Fatímida, e reconstruída em 1874. É considerada um dos locais islâmicos mais sagrados do Egipto.

Ainda nas imediações do bazar, está localizada a Universidade de Al-Azhar, a mais antiga do Egipto e uma das mais prestigiadas do mundo, em estudos islâmicos. Foi originalmente fundada por volta de 970, pelo Califado Fatímida.

A Mesquita de Al-Azhar foi a primeira a ser construída no Cairo, em 972, tendo sofrido alterações ao longo dos séculos.



Junto à Mesquita de Al-Azhar, fica a Mesquita de Abu al-Dhahab, mandada construir, em 1774, pelo emir mameluco Muhammad Abu al-Dhahab.