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Giebelsteine (5)






Hamburgo (Alemanha), Agosto de 2014

As pedras de fachada não são um exclusivo holandês. Espalhadas pela Europa, encontram-se em diversos formatos e modalidades, mas com finalidades idênticas. Na prática, torna-se difícil, em diferentes contextos culturais, distingui-las dos brasões de família e, até, dos painéis hagiográficos: que diferença fundamental existe entre a casa do S. Nicolau e a Quinta de S. João ou o Casal de Santa Teresinha? Um sítio holandês dedicado ao inventário das pedras de fachada alberga exemplares recolhidos em Portugal, que mais não são do que brasões e tabuletas.
Pela Europa fora, tenho registado diversas marcas identificativas de edifícios, algumas das quais percebi agora que estão inventariadas na categoria de gevelsteen (se o Google não me engana, Giebelstein ou Fassadenstein, em alemão, e facadesten, em dinamarquês), respectivamente, aqui e aqui.










Copenhaga (Dinamarca), Agosto de 2014

Ventos amigos (XVII)










Troense (Svendborg, Dinamarca), Janeiro de 2016 (fotos de VSL)

Está quase a fazer um ano que eu anunciei que ia começar a organizar e divulgar os cataventos que tinha caçado na Dinamarca, mas, na verdade, a coragem para me lançar a tal empreitada ainda não chegou. Há dias, o Vítor enviou-me estes de Troense, para juntar a este. Na prática, um galo tradicional e quatro tampas rotativas de chaminé, decoradas com catavento. Esta solução também se vai encontrando bastante por cá, como se pode ver aqui, aqui e aqui.
Bem, um dia destes vou mesmo começar a divulgar os meus cataventos dinamarqueses, mas suspeito de uma coisa: amanhã ainda não será a véspera desse dia.

Mustela






Kulhuse (Frederikssund, Dinamarca), Agosto de 2014

Lembrei-me deste bichinho curioso e assustadiço (aparentemente, uma doninha-anã), que nos espiou atentamente, enquanto apreciávamos um agradável fim de tarde à beira-mar.

Dá-me uma tampa (5)














Copenhaga (Dinamarca), Agosto de 2014

Mais umas de padrão genérico, da capital.

Dá-me uma tampa (4)














Copenhaga (Dinamarca), Agosto de 2014

Como o prometido é devido, aqui ficam algumas das tampas genéricas que encontrei na capital.

Dá-me uma tampa (3)


Frederikshavn (Dinamarca), Março de 2015

Eu pedi e eis que o Vítor me deu uma bela tampa, da Jutlândia do Norte. E fez mais: recomendou-me estas, lindíssimas, do Japão. Tenho pena de não me ter cruzado com nenhuma quando por lá andei. Se assim fosse, tinha começado a colecção muito mais cedo. Sem dúvida.

Fim do dia


Hejlsminde (Dinamarca), Julho de 2014

Duplicidade


Christiansfeld (Dinamarca), Julho de 2014

Flyt dig!


Svendborg (Dinamarca), Agosto de 2014

Primatas




Nyhavn, Copenhaga (Dinamarca), Agosto de 2014

Dá-me uma tampa (2)


Copenhaga (Dinamarca), Agosto de 2014

Em Copenhaga, eram às carradas, claro. Óbvio será também que nem todas eram especiais: a maior parte inseria-se num dos padrões genéricos, que ainda hei-de mostrar. Gostei muito da dos passarinhos, que encontrei na zona de Amalienborg; da segunda, de Nyhavn; da terceira, com o perfil inconfundível de Hans Christian Andersen, que vislumbrei num fim de dia, algures no centro, perto de um restaurante português que servia sardinhas e paelha, quando se me tinham acabado as pilhas e tive de recorrer ao telemóvel:




Copenhaga (Dinamarca), Agosto de 2014

Mas achei particular graça às do Tivoli, personalizadas até ao requinte de haver um modelo especial para o bairro chinês:




Copenhaga (Dinamarca), Agosto de 2014

Fora de Copenhaga, ainda encontrei estas, dignas de nota:




Taastrup (Dinamarca), Agosto de 2014




Helsingør (Dinamarca), Agosto de 2014

As tampas de ontem deram hoje origem, no Facebook, a uma breve conversa sobre as ditas, no decurso da qual descobri como googlar as tampas dinamarquesas, nomeadamente, usando as palavras-chave "dæksel", "brønddæksel" ou "mandehulsdæksel". Foi assim que me apercebi de que, na mancha clara que se vê do lado esquerdo da silhueta de H.C. Andersen, há uma imagem do soldadinho de chumbo, como se pode constatar aqui. E que conheci a tampa comemorativa do segundo centenário do nascimento do autor (por cá, é mais selos de correio e moedas de dois euros). E que soube que Sleipnir, o melhor e mais rápido de todos os cavalos, tinha chegado à China. Foi bom saber que não sou a única pessoa a interessar-se por estas coisas.

Dá-me uma tampa






Odense (Dinamarca), Agosto de 2014

Estas foram as primeiras que me despertaram a atenção nos chãos dinamarqueses, e quis guardá-las, para as apreciar mais tarde. Só posteriormente me dei conta de que já na véspera tinha tropeçado nesta:


Svendborg (Dinamarca), Agosto de 2014

E foi muito depois que, ao folhear o álbum de fotografias, vi que esta já antes me tinha entrado pela lente dentro, de forma quase clandestina:




Hejlsminde (Dinamarca), Julho de 2014

Pronto, tinha começado mais uma. Troquei o torcicolo dos cataventos pela cifose das tampas de esgotos, sempre foi um progresso. Na verdade, as tampas não eram só de esgotos, mas de tudo o que, circulando debaixo dos nossos pés, devesse ter acesso a partir da rua: água, energias, telecomunicações. Havia-as com as armas da cidade, com personagens históricas e fictícias, com decorações delicadas, um regalo para os olhos dos velhotes. A segunda de Odense, acima, de tão polida mal deixa ver Sleipnir, o cavalo de oito patas de Odin; a outra, imagino que retrate Ask, o primeiro homem, segundo a mitologia nórdica, mas deixo para confirmar noutra altura.
Depois de Odense, passei a ver onde punha os pés (e não foi pela mesma razão que o faço em Portugal, que os cães dinamarqueses são mais civilizados). Até chegar à capital, ainda colhi estas:






Sorø (Dinamarca), Agosto de 2014