Mostrar mensagens com a etiqueta França. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta França. Mostrar todas as mensagens

Outra volta, outra viagem



Era um projecto antigo, que acabou preterido a favor da Escandinávia. Alguma vez havia de ser, e foi este ano: uma volta pelo Benelux com o bónus de voltar a Paris e poder resolver alguns pendentes.

Heavens above (63)






Portalegre, Agosto de 2023




Sobre França, Agosto de 2023

Homenagens (71)






Varsóvia (Polónia), Setembro de 2006
(Emblema do Estado Secreto Polaco na homenagem à Insurreição de Varsóvia)


Antes de começar a viajar pela Europa, a II Guerra Mundial era para mim um capítulo dos manuais de História, muito mais distante da minha realidade adolescente do que a saga marítima dos portugueses. Foi em Bordéus que tive o primeiro embate com a memória da guerra, quando ela entrou no meu quotidiano na forma de uma placa de homenagem que, na Gare St Jean, recordava os que dali partiram para o campo de concentração de Dachau, em Agosto de 1944. Não cheguei a fotografar a placa, mas reencontrei-a aqui:


Bordéus (França), Agosto de 2018

Depois, foram os edifícios reconstruídos, em Berlim, após os bombardeamentos dos aliados, e nunca mais a guerra deixou de fazer parte das minhas viagens pela Europa.
Quando um projecto académico me levou a conhecer melhor a Europa de Leste, estreei-me naquilo a que o chefe chamou Turismo Tétrico: a visita aos locais e memoriais que atestam o sofrimento daqueles povos.





Na Polónia, tudo nos recordava a sina daquele país sofrido, com uma História repleta de guerras, bombardeamentos, invasões, repressão, domínio estrangeiro. O centro histórico de Varsóvia, lindo e colorido, revela-se, a uma observação mais atenta, uma reconstrução sobre os escombros da guerra, que deixou pouco mais de uma altura de 20 cm dos edifícios, rente ao chão. Como agravante, fizemos a nossa maior caminhada pela cidade na última tarde, que calhou no dia 17 de Setembro, aniversário da invasão do Leste da Polónia pelas forças estalinistas, em 1939, que deitou por terra qualquer esperança de resistência à ocupação nazi. 17 de Setembro é, assim, um dia de memória e de homenagem às muitas vítimas do nazismo e do comunismo. Por essa razão, passámos a tarde a tropeçar em homenagens solenes, bandeiras nacionais, velas e flores.









Aqui, uma arrepiante homenagem às vítimas do massacre de Katyn:




Varsóvia (Polónia), Setembro de 2006

Água santa






Chamonix (Alta Sabóia, França), Dezembro de 2006

Um fontanário e uma cruz de madeira, com vista para o Monte Branco.

A menina dos pombos


Paris (França), Junho de 2005

Guardado está o bocado






Paris (França), Junho de 2005 (a primeira, também aqui)

Em 2012, a coisa não correu bem, mas, como sempre ouvi dizer, quem porfia mata caça.

Le tour de la tour


Paris (França), Junho de 2005

A Torre Eiffel é um dos monumentos mais conhecidos e mais visitados do mundo, e um ícone inconfundível de Paris e da França. Vê-se de todo o lado, tal como previam e temiam os seus contestatários.
Foi projectada e construída pelo engenheiro Gustave Eiffel e seus colaboradores, para a Exposição Universal de Paris de 1889. Visitei-a no seu centenário, mas, como já estou farta de contar, não passei do segundo piso. Desde aí, perdi a vontade de enfrentar as filas de espera e tenho-me contentado em mirá-la de fora e de longe.









Sous les ponts de Paris




Paris (França), Junho de 2005

Há muitas pontes em Paris, eu sei, estas são só as que eu tinha aqui mais à mão: acima, a mais antiga, Pont Neuf; a seguir, por ordem, Pont Saint-Michel, Pont des Arts e Pont Royal.







#TBT: Cerisy-la-Salle, 2005
















Cerisy-la-Salle (Normandia, França), Junho de 2005

Não que ainda haja muito mais a dizer sobre Cerisy-la-Salle, de que aqui falei, mas, já que estou a passar os álbuns antigos em revista, ficam mais umas imagens do castelo (acima) e da povoação (abaixo), com a sua Igreja de São Pedro e São Paulo.







M'O


Musée d'Orsay, Paris (França), Junho de 2005

Já não me lembro em que fase do meu percurso escolar, calhou-me em sorte fazer um trabalho, para Francês, sobre o Movimento Impressionista. Deu-me trabalho e impressionou-me, quer pelas reacções que provocou, na imprensa da época, quer pela inovação nas técnicas de pintura. Desde aí, fiquei com vontade de ver as obras ao vivo, mas, nas duas visitas anteriores a Paris, não tive grande sorte, pois só me arrastavam para o Louvre. E o Louvre é aquele palácio a que eu chamo, não sem uma ponta de desdém, o armazém dos saques napoleónicos. Ainda consegui, em 1994, ir ao Grand Palais, ver uma grande exposição sobre as origens do Impressionismo ("Impressionisme. Les origines, 1859-1869"), e foi tudo.
Em 2005, não consegui visitar a Orangerie (mas não me saí nada mal com a troca pelo Marmottan), porém, entrei finalmente no Musée d'Orsay. Depois de um choradinho para fazer aceitar o cartão nacional de professora (o internacional é aquele que só me faz falta quando não o tenho), a senhora da bilheteira, já farta das nossas traduções e da letra miudinha dos cartões da CGD, lá nos fez o desconto para podermos visitar a exposição do momento: "Le Néo-impressionnisme, de Seurat à Paul Klee" (explicada em pormenor, aqui).


Georges Seurat, Le Bec du Hoc, Grandcamp, 1885


Paul Klee, Rivage classique, 1931

Confesso que não morri de amores pela exposição, que aquilo já era pontilhismo a mais, para o meu gosto, mas agradou-me muito visitar o museu, pelo edifício da velha estação ferroviária e pela colecção permanente.