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Les Poilus


Paris (França), Agosto de 2023

Este foi o primeiro exemplar que encontrei de marcos e caixas de correio como suporte artístico. O segundo, encontrei-o em Aveiro, no ano passado. Integrava uma campanha de homenagem à Vista Alegre, a propósito dos seus 200 anos, em 2024. Para celebrar a efeméride, os CTT decoraram 75 marcos de correio com grafismos icónicos da marca, dos mais tradicionais aos mais modernos, distribuídos por algumas das maiores cidades do país (33 em Lisboa, 18 no Porto, 8 em Coimbra, 2 em Viseu, 9 em Braga e 5 em Aveiro).
Em Paris, cruzei-me com esta obra do artista urbano francês Christian Guémy (C215), que, há mais de 10 anos, tem vindo a realizar retratos em caixas de correio, em França e em Itália, por exemplo. Este trabalho, em concreto, sinalizava o Musée National de la Légion d'Honneur et des Ordres de Chevalerie, onde teve lugar a sua exposição "Cent ans après", inaugurada, em Novembro de 2018, no âmbito das comemorações do centenário do Armistício. A exposição era constituída por 20 retratos, em técnica de estêncil, de soldados, oficiais e atiradores de todos os continentes, bem como de uma enfermeira, um polícia e um capelão, baseados nos pastéis criados pelo artista suíço Eugène Burnand.





Para uns são alegrias (37)


Cidade do Vaticano, Agosto de 2026

Pelo menos para mim, que gosto sempre de encontrar marcos e caixas de correio onde quer que vá. É todo um universo que, a partir do século XIX, se espalhou da Europa para o resto do mundo. No Reino Unido, os marcos de correio são ícones culturais, que, desde a época vitoriana, foram sendo produzidos com a insígnia do monarca em funções. Tornaram-se de tal forma populares que, na sua versão anónima, foram até exportados para outros países, como a Argentina, o Uruguai e Portugal. Deve ter sido daí que herdámos a cor vermelha dos correios, a mesma que encontramos na Polónia, na Itália, na Bélgica e na Roménia, por exemplo. Encontrávamo-la, igualmente, na Dinamarca, mas descobri agora que, para grande tristeza minha, as caixas de correio foram retiradas em 2025, por o serviço ter sido descontinuado. Também só agora me apercebi de que a variação de vermelho que encontrei em Amesterdão é, na verdade, cor-de-laranja.
Além do vermelho, do azul do correio prioritário, do laranja e do exemplar verde que vi no Brasil, a cor mais frequente na minha colecção é o amarelo. Encontrei-a na Alemanha, na Suécia, na Lituânia e em Espanha. No país vizinho, tenho visto não só os marcos amarelos cilíndricos, como também os modelos em forma de bloco rectangular para apoio aos carteiros, que eram verdes e agora são azuis.
Seguem mais exemplares amarelos que encontrei nos últimos anos, tanto de marcos e caixas autoportantes como de caixas afixadas em paredes e postes.






Munique (Alemanha), Agosto de 2024




Tui (Galiza, Espanha), Agosto de 2022




Barcelona (Catalunha, Espanha), Junho de 2026






Paris (França), Agosto de 2023




Vianden (Luxemburgo), Agosto de 2023

Outra volta, outra viagem



Era um projecto antigo, que acabou preterido a favor da Escandinávia. Alguma vez havia de ser, e foi este ano: uma volta pelo Benelux com o bónus de voltar a Paris e poder resolver alguns pendentes.

Heavens above (63)






Portalegre, Agosto de 2023




Sobre França, Agosto de 2023

Homenagens (71)






Varsóvia (Polónia), Setembro de 2006
(Emblema do Estado Secreto Polaco na homenagem à Insurreição de Varsóvia)


Antes de começar a viajar pela Europa, a II Guerra Mundial era para mim um capítulo dos manuais de História, muito mais distante da minha realidade adolescente do que a saga marítima dos portugueses. Foi em Bordéus que tive o primeiro embate com a memória da guerra, quando ela entrou no meu quotidiano na forma de uma placa de homenagem que, na Gare St Jean, recordava os que dali partiram para o campo de concentração de Dachau, em Agosto de 1944. Não cheguei a fotografar a placa, mas reencontrei-a aqui:


Bordéus (França), Agosto de 2018

Depois, foram os edifícios reconstruídos, em Berlim, após os bombardeamentos dos aliados, e nunca mais a guerra deixou de fazer parte das minhas viagens pela Europa.
Quando um projecto académico me levou a conhecer melhor a Europa de Leste, estreei-me naquilo a que o chefe chamou Turismo Tétrico: a visita aos locais e memoriais que atestam o sofrimento daqueles povos.





Na Polónia, tudo nos recordava a sina daquele país sofrido, com uma História repleta de guerras, bombardeamentos, invasões, repressão, domínio estrangeiro. O centro histórico de Varsóvia, lindo e colorido, revela-se, a uma observação mais atenta, uma reconstrução sobre os escombros da guerra, que deixou pouco mais de uma altura de 20 cm dos edifícios, rente ao chão. Como agravante, fizemos a nossa maior caminhada pela cidade na última tarde, que calhou no dia 17 de Setembro, aniversário da invasão do Leste da Polónia pelas forças estalinistas, em 1939, que deitou por terra qualquer esperança de resistência à ocupação nazi. 17 de Setembro é, assim, um dia de memória e de homenagem às muitas vítimas do nazismo e do comunismo. Por essa razão, passámos a tarde a tropeçar em homenagens solenes, bandeiras nacionais, velas e flores.









Aqui, uma arrepiante homenagem às vítimas do massacre de Katyn:




Varsóvia (Polónia), Setembro de 2006

Água santa






Chamonix (Alta Sabóia, França), Dezembro de 2006

Um fontanário e uma cruz de madeira, com vista para o Monte Branco.

A menina dos pombos


Paris (França), Junho de 2005

Guardado está o bocado






Paris (França), Junho de 2005 (a primeira, também aqui)

Em 2012, a coisa não correu bem, mas, como sempre ouvi dizer, quem porfia mata caça.

Le tour de la tour


Paris (França), Junho de 2005

A Torre Eiffel é um dos monumentos mais conhecidos e mais visitados do mundo, e um ícone inconfundível de Paris e da França. Vê-se de todo o lado, tal como previam e temiam os seus contestatários.
Foi projectada e construída pelo engenheiro Gustave Eiffel e seus colaboradores, para a Exposição Universal de Paris de 1889. Visitei-a no seu centenário, mas, como já estou farta de contar, não passei do segundo piso. Desde aí, perdi a vontade de enfrentar as filas de espera e tenho-me contentado em mirá-la de fora e de longe.









Sous les ponts de Paris




Paris (França), Junho de 2005

Há muitas pontes em Paris, eu sei, estas são só as que eu tinha aqui mais à mão: acima, a mais antiga, Pont Neuf; a seguir, por ordem, Pont Saint-Michel, Pont des Arts e Pont Royal.