Igreja Matriz de Cabeção


Cabeção (Mora), Fevereiro de 2019

A Igreja Matriz de Cabeção foi inicialmente dedicada a Santa Maria, depois a Nossa Senhora da Conceição e, por último, a Nossa Senhora da Purificação.
Há registos de, em 1279, existir já um templo, com assento numa quinta da Ordem de Avis, aparentemente, doada a D. Constança, filha natural do rei D. Dinis. O templo primitivo foi remodelado em 1530, mas «a Igreja tal como hoje existe não é o templo reedificado do século XVI. Ao longo dos séculos, o espaço sofreu várias remodelações que acabaram por lhe retirar os pormenores quinhentistas que a caracterizavam». O terramoto de 1 de Novembro de 1755 provocou-lhe estragos consideráveis e levou ao desaparecimento da maioria das características arquitectónicas que o precederam. Os arranjos estruturais que lhe foram feitos na década de 1950 conferiram-lhe o seu aspecto actual.
«Nesta Igreja predominam as marcas dos finais do século XVII, com destaque para a capela do Senhor dos Passos que remonta ao tempo da Rainha D. Maria I. A Capela do Senhor dos Passos, local de profunda devoção para o povo Cabeçanense, é totalmente composto por forro de talha dourada, com tecto redondo e estilo de transição rococó-neoclássico.»





Lua de Março


Portalegre, Março de 2019

Fonte em Sousel


Sousel, Janeiro de 2013

Não encontro nada sobre esta fonte, só sei que fica no entroncamento da Rua Manuel Pires Antigo com a Avenida 25 de Abril.

Vazante






Parque das Nações, Lisboa, Março de 2019

Pelourinho de Sousel






Sousel, Janeiro de 2013

Não se sabe ao certo quando é que foi erigido o Pelourinho de Sousel, mas terá sido entre os séculos XVI e XVII. Em época incerta, foi demolido, tendo os seus elementos sido conservados no Matadouro da Vila. Segundo inscrição na base, foi restaurado em 1942 e colocado aqui.
Dos elementos originais parecem restar apenas o capitel da coluna e o remate. As ferragens foram reconstruídas.

Alegoria #13


Portalegre, Janeiro de 2019

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Lápide do Município de Portalegre


Portalegre, Fevereiro de 2019

O decreto de 23 de Junho de 1910 do Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria determina a classificação como Monumento Nacional de uma extensa lista de imóveis históricos. Entre eles, há um que levanta sérias dúvidas: a «Lápide de Município de Portalegre». Por um lado, está listado sob o título «Monumentos lusitanos e lusitano-romanos», quando o concelho remonta ao século XIII. Por outro lado, o antigo edifício dos Paços do Concelho ostenta, não uma, mas três lápides.





Para a confusão ser maior, a página da Direcção-Geral do Património Cultural cataloga o monumento como «Lápide do Município de Portalegre», e como designação alternativa «Câmara Municipal de Portalegre», apesar de o incluir na tipologia «Lápide». Na descrição geral do monumento, como nota histórico-artística, é referido que «o brasão da cidade de Portalegre é composto por duas torres lado a lado, como se pode observar na composição seiscentista gravada numa das lápides que ornam a fachada principal do edifício dos antigos Paços do Concelho. Datando da primeira metade do século XVII, de acordo com uma inscrição onde se pode ler a data de 1632 como ano de arranque das obras, respeita o modelo da casa nobre barroca da região. Esta tipologia está intimamente relacionada com o fenómeno de fixação de uma nova burguesia urbana na cidade, atraída pela crescente centralidade de Portalegre ao longo dos séculos XVI e XVII, época na qual a recente sede episcopal vivia um período de grande prosperidade e desenvolvimento. Os reflexos desta fase ascendente encontram-se também nos edifícios principais, que enriqueciam a malha urbana e faziam de Portalegre uma verdadeira "cidade barroca", plena de símbolos de orgulho local. Entre estes estão justamente as três lápides colocadas no palácio onde funciona hoje [?] a Câmara Municipal da cidade. A lápide classificada, onde as duas torres, de tipologia igualmente seiscentista, se perfilam enquadradas por uma moldura relevada ao modo de cartela, está colocada na pilastra esquerda da fachada, ao nível do segundo registo da mesma. Faz par com outra portando apenas a inscrição comemorativa já citada, aposta na pilastra direita. O conjunto é completado por uma terceira placa, ao centro do frontão triangular, que parece de factura distinta, e exibe as armas de Portugal, formadas pelo escudo com cinco quinas e seis castelos, sobre pequena cartela».
Até aqui, tudo leva a crer que a lápide classificada é a que ostenta as armas da cidade, a saber, a Porta da Devesa e as duas torres que em tempos a ladearam.



Porém, esta página remete para a ficha do arquivo do SIPA – Sistema de Informação para o Património Arquitectónico, que tem como título de entrada «Câmara Municipal de Portalegre», e como resumo «arquitectura política e administrativa, seiscentista. O edifício onde se instalam os Paços do Concelho é exemplo característico de casa nobre de inícios seiscentos». Ou seja, refere-se ao edifício. Já na descrição do monumento se pode ler o seguinte: «Ao centro do frontão que coroa a fachada principal do edifício dos Paços do Concelho; é de formato quadrangular com moldura relevada, no centro o escudo com as 5 quinas ladeado pelos 6 castelos, 3 por lado; na parte inferior uma pequena cartela». Ou seja, refere-se a outra das lápides.
Por seu lado, a Câmara Municipal de Portalegre faz a distinção entre a lápide das armas da cidade e o edifício dos antigos Paços do Concelho; a primeira, classificada, o segundo, não (para confirmar, seleccionar, no mapa, a etiqueta «Cultura»).
No fundo, acho que ninguém sabe muito bem o que é que foi classificado pelo decreto de El-Rei. Assim como assim, deixo aqui imagens do todo e das partes.

Vislumbre




Barreiro, Agosto de 2018

No fundo da rua, obra de Gonçalo 'MAR' Ribeiro, integrada na primeira edição do projecto Art in Town, Novembro-Dezembro de 2016.
Outro marco no mapa de arte urbana do Barreiro.

Parmacella valenciennii


Portalegre, Janeiro de 2019

A lesma mais comum no Alentejo é a Parmacella valenciennii (Webb & Vanbeneden, 1836). Há na vizinhança um descampado onde vive uma grande comunidade, da qual se deixam ver alguns indivíduos isolados, em dias de chuva, e verdadeiros magotes, nas noites húmidas. Invadem o passeio, atravessam a estrada, deixam rastos de baba e restos mortais no pavimento.








Portalegre, Fevereiro de 2019

Um dia, pareceu-me presenciar um momento de afecto, quando, na realidade, testemunhei um caso de canibalismo:




Portalegre, Janeiro de 2019

São bichos curiosos que, quando encolhidos, quase passam despercebidos (tenho chegado a confundi-los com dejectos caninos). Já por aqui tinha passado este:


Cabeço de Vide (Fronteira), Novembro de 2014

Homenagem (37)






















Guimarães, Agosto de 2018

A cidade de Guimarães transborda de homenagens à nação, ao seu fundador e a si mesma, como sua mãe amantíssima. Encontrei estas, num passeio rápido, entre as muralhas e o castelo.
A estátua de D. Afonso Henriques é da autoria do escultor Soares dos Reis.