Parmacella valenciennii


Portalegre, Janeiro de 2019

A lesma mais comum no Alentejo é a Parmacella valenciennii (Webb & Vanbeneden, 1836). Há na vizinhança um descampado onde vive uma grande comunidade, da qual se deixam ver alguns indivíduos isolados, em dias de chuva, e verdadeiros magotes, nas noites húmidas. Invadem o passeio, atravessam a estrada, deixam rastos de baba e restos mortais no pavimento.








Portalegre, Fevereiro de 2019

Um dia, pareceu-me presenciar um momento de afecto, quando, na realidade, testemunhei um caso de canibalismo:




Portalegre, Janeiro de 2019

São bichos curiosos que, quando encolhidos, quase passam despercebidos (tenho chegado a confundi-los com dejectos caninos). Já por aqui tinha passado este:


Cabeço de Vide (Fronteira), Novembro de 2014

Homenagem (37)






















Guimarães, Agosto de 2018

A cidade de Guimarães transborda de homenagens à nação, ao seu fundador e a si mesma, como sua mãe amantíssima. Encontrei estas, num passeio rápido, entre as muralhas e o castelo.
A estátua de D. Afonso Henriques é da autoria do escultor Soares dos Reis.

Tinta de água (15) / Microkitsch (2)


Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Fevereiro de 2019

Castelo de Guimarães


Guimarães, Agosto de 2018

O Castelo de Guimarães é Monumento Nacional desde 1908, mas, na verdade, é mais antigo do que a Nação. Tem origem na fortificação que a condessa D. Mumadona Dias mandou erigir, na segunda metade do século X, para defender dos ataques de muçulmanos e normandos o mosteiro que fundara. Chamava-se então Castelo de São Mamede e, consta, tinha uma estrutura bastante simples, composta por uma torre, possivelmente, envolta por uma cerca, em madeira e terra, pelo que, no final do século XI, estava já bastante deteriorado. Foi então que o conde D. Henrique, pretendendo estabelecer em Guimarães a sua residência e a sede do Condado Portucalense, terá mandado demolir parcialmente a estrutura existente e ampliar e reforçar o perímetro defensivo. Porém, a fisionomia do castelo, como hoje o conhecemos, é devedora, sobretudo, da remodelação ordenada por D. Dinis, entre os finais do século XIII e o século XIV, e das obras iniciadas em 1937, no âmbito da campanha de restauro de monumentos e de celebração da Idade Média portuguesa, com vista à comemoração dos Centenários. Com projecto do arquitecto Rogério de Azevedo, o castelo restaurado foi inaugurado a 4 de Junho de 1940, por ocasião das Comemorações do VIII Centenário da Fundação da Nacionalidade.
O reconhecimento da importância histórica e cultural do Castelo de Guimarães dera-se já em 1881, quando, a 19 de Março, foi classificado, em Diário do Governo, como o único monumento histórico de primeira classe em todo o Minho. Foi esta a forma de o salvar da ruína em que caíra, e dos apelos à sua demolição. Em 2007, foi eleito uma das 7 Maravilhas de Portugal.



Nas imediações do castelo, encontram-se dois outros Monumentos Nacionais: a igreja românica de São Miguel do Castelo (datada do início do século XIII e classificada em 1910) e o Paço dos Duques de Bragança (iniciado no século XV e classificado, igualmente, em 1910).





Guimarães foi local de passagem, na nossa rota, depois de Amarante: parámos para almoço e passeio pelas ruas, sem tempo para explorar o que quer que fosse, pois esperava-nos ainda muita estrada para Norte. É sem dúvida, uma cidade a revisitar.

Microkitsch


Portalegre, Fevereiro de 2019

Do oratório de Sant'Ana e S. Joaquim, aqui:

Ponte Viva


Lisboa, Setembro de 2018

A Ponte 25 de Abril é um marco incontornável na paisagem lisboeta. Já passou por aqui várias vezes, em diversas perspectivas (1, 2, 3, 4, 5), e há-de voltar a passar.
Desta vez, o que me chamou a atenção foram as pinturas nas sapatas dos pilares. Foram realizadas em Março de 2012, durante as obras de requalificação da ponte e no âmbito do projecto Ponte Viva, uma iniciativa promovida pelo Projecto Delfim (organização para o estudo e conservação de mamíferos marinhos) em parceria com a Brandia Central (empresa líder em Portugal na área de activação de marcas, que fechou portas em 2018).











Seis anos e meio depois, as pinturas nas sapatas de terra estão bastante negligenciadas. Os flamingos até já estão acompanhados por uma cenoura metediça.