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#TBT: Atami, 2004


Atami (Prefeitura de Shizuoka, Japão), Agosto de 2004

Ao fim de quatro dias em Hakone, resolvemos que estávamos fartas de montanhas e de chuva, que Agosto faz-se é de praia, e apanhámos o comboio para Atami. É um conhecido destino balnear, geminado com a nossa vila de Cascais.
Ficámos alojadas num hotel grande e moderno, com excelentes instalações de banhos.
Saímos para dar uma volta, mas a humidade persistia e a temperatura era pouco agradável, pelo que estava fora de questão usufruir da praia, que, de resto, se encontrava deserta. Uma caminhada pela marginal, ao longo da baía, deixou-nos ver pouco mais do que hotéis e edifícios modernos e incaracterísticos. Além de que os sinais informativos que fomos encontrando no murete da marginal (e em ruas paralelas) não nos deixaram muito tranquilas:



Aos poucos, fomos sentindo saudades de Tóquio, onde, apesar do forte calor húmido, havia sol e animação. Por isso, decidimos ficar só essa noite e regressar pela manhã à capital, onde haveríamos de permanecer mais dois dias, com muita animação, mas sem sol, que a chuva também já lá tinha chegado.
Nessa noite, a minha amiga decidiu que não haveria de me deixar sair da região dos onsen sem que eu experimentasse um verdadeiro banho japonês. Arranjei mil e uma desculpas, e ela foi sozinha. Voltou deslumbrada, que aquilo era uma maravilha, uma experiência inolvidável, um bálsamo para o corpo e para a mente, que, àquela hora, estava praticamente vazio, que era um privilégio, que eu tinha porque tinha de ir experimentar. Eu, já sem argumentos, agarrei nas toalhas e fui.
Eram, de facto, umas instalações excelentes, com duas grandes banheiras, em forma de piscinas, onde a penumbra e o vapor permitiam um ambiente discreto. Além disso, estavam divididas por sexos, e, de facto, tão perto da hora do fecho (passava das 11 da noite), já só lá havia uma senhora, que eu decidi observar, para poder imitar. Após as abluções da ordem, dirigi-me à tina onde ela se encontrava, imersa até ao pescoço. Fiz, com a cabeça, uma pequena vénia de respeito e entrei, calmamente. A água estava bastante quente, mas eu não vacilei e continuei a descer, degrau após degrau, com a elegância de uma lady. Sentei-me, deixei que o corpo se habituasse à temperatura, e agradeci mentalmente à minha amiga pela insistência. Parecia-me ver as toxinas a fugirem, e eu a ficar mais saudável e mais bela. Despertei com a senhora a levantar-se e a dirigir-se para a outra tina. Aguardei um pouco e segui-a. Porém, ao pousar o meu pezinho no primeiro degrau, senti que estava a mergulhar no Árctico. Mantive, exteriormente, a pose de lady, mas senti-me uma personagem de Tex Avery, a estilhaçar como vidro. Foi uma das situações da minha vida em que senti o coração parar. Ao fim de um bocado, o corpo lá se ajustou à temperatura, mas não é que a senhora se levantou e voltou à primeira tina, depois à segunda, e assim sucessivamente? E eu, que não lhe podia ficar atrás, a segui-la. Depois de algum tempo, acabei por me habituar, já não era nem bom nem mau, era uma experiência radical, a não repetir, enquanto me lembrasse.
Por acaso, dois anos e meio depois, em Budapeste, já esquecida deste percalço, também me aventurei pelas salas de sauna do Hotel Gellért: a primeira estava tão cheia que a minha colega e eu continuámos para a segunda, e para a terceira, percebendo que, quanto mais andássemos mais espaço livre havia. Fomo-nos aventurando, que não éramos nenhumas preguiçosas acomodadas, que aquilo era como nas praias do Algarve: quem não quer sair da zona de conforto não tem onde estender a toalha. Quando chegámos à última, a minha colega bradou: "Para mim, chega, já me estou a sentir mal, vou-me embora". Eu, sempre lady, não quis dar parte fraca à frente daqueles húngaros sisudos, que por acaso eram todos homens de constituição forte, e sentei-me. Foi então que, enquanto olhava discretamente à minha volta, me caíram os olhos numa inscrição na parede de azulejo, num tipo de letra muito Arte Nova, que indicava a temperatura, e que era alguma coisa na ordem dos 80º C. Aguentei estoicamente o mais que consegui, cerca de 30 segundos, e saí discretamente, atravessando as salas, cuja temperatura, só então percebi, descia progressivamente 5 ou 10º C.

Hotel Gellért


Budapeste (Hungria), Fevereiro de 2007

O Hotel Gellért é um dos mais famosos hotéis históricos da Europa. Inaugurado em 1918, é um portento de Arte Nova, mesmo aos pés do Monte Gellért (Gellért-hegy), na margem do Danúbio, em frente à Ponte da Liberdade (Szabadság híd). Mirei-o de fora, com respeito, em 2002, quando subi o monte, mas não cheguei a entrar.
Em Fevereiro de 2007, quando o chefe nos disse que íamos lá pernoitar, pensei que estava a brincar, que o projecto não tinha nenhum orçamento milionário. O que eu não sabia é que o chefe é mesmo bom a programar viagens e que tinha descoberto que, em época baixa, se conseguiam uns preços quase de saldo por uns quartinhos dos fundos. O meu, acho que até ficava na cave, era minúsculo, imagino que tivesse sido projectado como quarto de 3.ª, ou mesmo para a criadagem, mas cumpria as funções, sobretudo para quem só o usava por uma noite. A parte melhor é que, uma vez hospedados, tínhamos acesso livre a todas as comodidades do hotel, banhos termais incluídos. Só então percebi por que é que o chefe nos tinha mandado levar fatos de banho.
De manhã cedo, fomos explorar o spa: piscina termal, vários níveis de sauna e tudo o mais que conseguimos aguentar. E saímos de lá direitinhos para a neve, que tinha começado a cair. Foi uma despedida e tanto.










A Ponte da Liberdade (Szabadság híd)

Papa-unescos (X)


Budapeste (Hungria), Fevereiro de 2007

(25) Budapeste e as margens do Danúbio (Hungria)

Este não é novo, por isso não serve para aumentar a minha lista. Já o tinha mencionado aqui, a propósito desta entrada, mas não lhe tinha feito jus à beleza. Por esse motivo, resolvi trazê-lo de volta.
Também eu lá voltei, depois da primeira visita, em Agosto de 2002. Essa tinha sido uma viagem algo acidentada, chuvosa, a antecipar o estado de calamidade que iríamos encontrar em Praga, mas, mesmo assim, permitiu-nos grandes passeios, pelo centro da cidade e também pela periferia, mais propriamente por Óbuda. Bati muitas chapas, nessa altura, mas todas analógicas, pelo que ainda não passaram por aqui (passarão, passarão).
É uma cidade muito bonita, que se construiu pela fusão de três cidades vizinhas: Buda com Óbuda e depois com Peste. A referência incontornável é o Danúbio, que tanto separa como junta, com as suas muitas pontes, as duas metades irmanadas da grande urbe. E é nas suas margens que podemos encontrar grande parte do que de mais bonito a cidade tem para oferecer.
É uma cidade que me é querida por mais uma razão: porque a visitei duas vezes, e percebi, assim que lá regressei, que ainda a conhecia, que ainda me sabia orientar pelas suas ruas, que ainda era um bocadinho minha.
Voltámos a Budapeste, no regresso de Baia Mare, para apanhar o avião para Lisboa. Na ida, não tínhamos visto nada, só o caminho para Debrecen, mas, no regresso, o chefe, que sabe programar muito bem as viagens, conseguiu organizar tudo de forma a termos quase um dia para visitar a cidade. Estava frio e chuvoso, ainda chegou a nevar, mas as abertas permitiram-nos uns passeios pela zona histórica.
Já disse, mas volto a dizer, que é uma cidade muito bonita, como só poderia ser, co-capital que foi do Império Austro-Húngaro: tem muitos edifícios históricos, monumentos, museus, enfim, é monumental.
Ficam aqui, como ilustração, algumas das poucas fotos permitidas pelas condições do clima e de luz, numa tarde curta de Inverno e numa manhã de neve.


Bastião dos Pescadores




Estátua do Rei Santo Estêvão I, de quem aqui já falei








Edifício do Parlamento, na margem do Danúbio


Estátua da Princesinha


Monte Gellért, nomeado em homenagem ao Bispo São Geraldo
(ou Gerardo), de quem também falei aqui

#TBT: Debrecen, 2007


Debrecen (Hungria), Fevereiro de 2007

Uma das coisas de que mais gosto, na minha vida profissional, é que, de vez em quando, me leva a outras paragens. Entre 2005 e 2007, um projecto em que participei fez-me viajar pela Europa, entre as outras instituições envolvidas, situadas, respectivamente, em Belfast, Łódź, Baia Mare e Ostrava.
Éramos uma divertida equipa de quatro portugueses, dois homens e duas mulheres, a aprender novos hábitos de trabalho, novos costumes, gastronomia, cultura e paisagens.
Em Fevereiro de 2007, tínhamos uma reunião de trabalho marcada em Baia Mare, no Norte da Roménia, na região de Maramureș, onde nos iríamos encontrar com os restantes colegas das outras instituições europeias. A distância da capital e os custos envolvidos fizeram o coordenador do projecto pensar num percurso mais acessível, em todos os aspectos, que nos levou, de avião, de Lisboa a Budapeste, onde alugámos um carro e seguimos por estrada até ao nosso destino.
A distância era de pouco mais de 400 km, mas, a juntar à viagem de Lisboa e ao adiantado da hora, em tempo chuvoso, fazer tudo de uma assentada tornava-se pesado. Assim, o chefe decidiu que pernoitaríamos pelo caminho, já perto da fronteira com a Roménia, na segunda maior cidade da Hungria, Debrecen.
Escusado será dizer que não tivemos oportunidade de conhecer muito da cidade, onde já chegámos depois de escurecer e de onde partimos de manhã bem cedo. Mas foi a pensar nisso que o chefe nos reservou alojamento no centro, no Grand Hotel Aranybika.
Apesar de ter uma história que remonta ao século XVII, o actual edifício do hotel data de 1915 e, como os grandes hotéis da época, é um festival de grandiosidade e Arte Nova. Lembro-me dessa impressão, quando lá entrei, e de pouco mais.
Como o tempo era pouco, não chegámos sequer a sair do centro, e tudo o que consegui registar, além da fachada do hotel e de algumas fotos do interior, foram pormenores da envolvente exterior e a vizinha igreja protestante calvinista, Nagytemplom.











O Danúbio azul


Prova A


Prova B

O Danúbio não é azul. Pelo menos, nunca lhe vi tal cor. Não que não fosse já prevenida: a minha amiga Ana Margarida já me tinha avisado que, mito antigo ou poluição moderna, o rio era mais esverdeado.
Vi-o pelo primeira vez em Viena, em Agosto do ano passado, logo no segundo dia da minha estada ali. Tenho um certo fascínio pelos cursos de água em torno dos quais cresceram as grandes cidades (e pelos rios que correm por todas as aldeias). Em Viena, o Danúbio é uma referência incontornável. No primeiro dia, vi o canal, que atravessa o centro da cidade, mas, no dia seguinte, senti a necessidade de ir conhecer o rio.
O Danúbio é tudo menos azul: verde, geralmente, cinzento ou acastanhado, quando o tempo o exige. E exigiu-o muitas vezes, enquanto eu lá estive, que acertei em cheio num dos piores Agostos que a Europa central viveu nos últimos 100 anos, pelo menos. Mas isso é história para outra lareira...
É um rio impressionante, com um caudal largo e poderoso. Em Viena, está quase todo domesticado, canalizado entre margens trabalhadas, absolutamente paralelas. Mas guardo uma doce recordação de um fim de tarde na ilha, sentada à beira-rio, a ver o pôr-do-sol tingir a água de tons rosados...
Porém, o meu contacto com o Danúbio não se ficou pelas margens: num dia chuvoso, embarquei num hydrofoil com destino a Budapeste.
O trajecto faz-se por vários desníveis, compensados por comportas que, pontualmente, exigem paragens de cerca de 30 minutos, enquanto se faz a reposição do nível da água. A mais impressionante impõe uma descida de 18 metros.
O percurso é bonito, entre florestas, uma aldeia aqui, um castelo ali, uma cidade maior, de vez em quando, como Bratislava. Em território eslovaco, o rio recupera o seu estado selvagem, com margens irregulares e ilhotas, imenso e imponente. Mas continuava acinzentado, como o tempo, de resto.
Na Hungria, a paisagem fica magnífica: montanhas, montes, vales, tudo muito verde, Esztergom, Vác... e uma belíssima entrada em Budapeste, recebidos pelo inconfundível Parlamento (que se confunde imenso com o londrino) e pela Ponte das Correntes (Széchenyi lánchid).
Também em Budapeste, o rio é incontornável. Aconselho vivamente os passeios pelas muitas pontes, de dia ou de noite. Se algum dia o virem azul, não se esqueçam: tirem-lhe o retrato e enviem-mo, que isso era algo que eu gostava de ver... Eu e a minha amiga Ana Isabel, grande companheira de viagens, para quem deixo aqui um grande beijinho.

Budapeste e a santidade

Há dias, procurando informação cibernética para as minhas próximas férias (está quase, está quase!), deparei-me com uma curiosidade, que me lembrou outros destinos:

«Let's Go Picks Weirdest religious relic: The light-up right hand of St. Stephen in Budapest.»

Em Agosto do ano passado, aquando da minha passagem por Budapeste, chamou-me igualmente a atenção a dita relíquia. Vi-a num dia em que fui visitar a Basílica de Santo Estêvão (Szent István, em húngaro). É um monumento sumptuoso, entre o neo-clássico e o neo-renascentista (dois arquitectos sucessivos...), com uma grande cúpula (22 m de diâmetro por 96 m de altura) e um interior ricamente decorado, todo em mármore de várias cores (cerca de 150 tipos de mármore diferentes). Foi totalmente destruída pelos bombardeamentos dos aliados, durante a IIGG, e encontra(va)-se ainda em obras de reconstrução.
Num primeiro impacto, o que mais me impressionou foi a figura de um enorme huno (perdão, magiar, que eles recusam tão bárbara ascendência) de grandes bigodes e espada à cinta, em mármore branco de Carrara, no altar, onde é habitual encontrar mártires judeus ou figuras religiosas com ar piedoso.
Parece que, afinal, na Idade Média, para se ser santo, bastava ser sanguinário o suficiente para matar um punhado de infiéis. O rei Estêvão, além de ter sido coroado pelo próprio Papa, foi canonizado 45 anos depois de morrer. Canonizado foi também o filho, o príncipe Imre (Emericus, em latim, Américo, em português), que mais não fez que deixar-se assassinar por um inimigo político. A mãe, essa, não passou de beata (se bem que, entretanto, já lhe tenha ouvido chamar santa). A beata Gisela tem direito a uma pequenina relíquia, aparentemente um ossinho da mão ou do pé, que 50 florints fazem iluminar por dois minutos, para deleite dos crentes. Mais significativa é, de facto, a relíquia do marido: o rei guerreiro tem a sua mão fechada (a Santa Direita), negra e ressequida à disposição dos fiéis. A 50 fl cada 2 minutos, entenda-se.



A santa família húngara foi, de resto, uma família alargada: o braço direito do rei, o bispo Gellért (Geraldo), foi atirado pelos inimigos, dentro de um barril, do cimo do monte de Buda (onde hoje existe um monumento em sua homenagem) até ao Danúbio. Converteu-se no primeiro mártir cristão húngaro, consequentemente canonizado (pelos vistos, na corte do rei Estêvão era canja).

Agora, alguns dados históricos, para que não pensem que isto é só conversa fiada:

Estêvão I (c. 969-1038): nascido Vajk, filho do duque Géza (bisneto de Árpád, grande líder da tribo magiar e fundador da nação húngara) e de Sárolta (filha de um chefe tribal). O seu pai foi convertido ao cristianismo por Santo Adalberto, Bispo de Praga, e fez-se baptizar, em 974, juntamente com o filho, cujo nome foi, então, mudado para Estêvão (István). Em 996, casou com Gisela, filha do duque Henrique II da Baviera e irmã do futuro Imperador Henrique III. Em 997, sucedeu ao pai, após a morte deste. Deu início a um processo de unificação dos povos da região húngara e intensificou a evangelização do território. Organizou os magiares nas linhas do feudalismo germânico e acentuou a base religiosa da nova sociedade, para o que contou com a ajuda dos monges beneditinos, aos quais auxiliou na construção de vários mosteiros. Recebeu a coroa da Hungria e o título de Rei Apostólico das mãos do papa Silvestre II, no Natal do ano 1000. A coroa real húngara é até hoje venerada como relíquia e como símbolo da nacionalidade (a coroa, só por si, tem também história que chegue... Se pedirem muito, eu conto.).
Diz-se que dedicou a vida a fazer do seu reino, tanto quanto possível, uma imagem do Reino dos Céus (!!! Naquela época, não estou a imaginar bem como...). Deixou por escrito normas de governo para o seu filho e herdeiro, Américo, o qual não chegou a reinar, pois faleceu antes do pai.
Após a sua morte, a 15 de Agosto de 1038, desencadearam-se revoltas variadas e lutas sucessórias. Henrique III da Alemanha tentou anexar a Hungria, mas ao rei Estêvão acabou por suceder o sobrinho Pedro (1038-1046). A sua esposa, Gisela, retirou-se para uma abadia de beneditinas, levando uma vida de santidade.
Foi canonizado a 20 de Agosto de 1083, tornando-se o santo padroeiro da Hungria, celebrado anualmente no dia 20 de Agosto (dia de Santo Estêvão, transformado pelo regime comunista em Dia da Constituição). Da celebração, constava, tradicionalmente, uma procissão com a exibição da Santa Direita, encontrada miraculosamente preservada, aquando da abertura do túmulo, em 1083.

São Geraldo: bispo e primeiro mártir da Hungria. Abraçou a vida religiosa na Ordem Beneditina e em pouco tempo chegou ao serviço de abade do mosteiro. A Providência Divina levou-o de Veneza, na Itália, para ser o educador de Santo Américo, filho do rei Estêvão da Hungria. Voltando de uma viagem à Terra Santa, passou pela Hungria e a pedido do rei assumiu a missão de evangelizar com o seu grupo aquela nação, tendo sido nomeado bispo, nas fronteiras da Hungria, Roménia e Jugoslávia. Com a morte do rei, começou a luta pelo poder e ele lutou pela paz onde reinava a discórdia. Um dos pretendentes não só era contra o bispo, mas cultivava o ódio pelo Cristianismo.
Numa viagem em socorro do povo com a fé ameaçada, foi preso e apedrejado até à morte pelos inimigos da fé, em 24 de Setembro de 1046 (estranha omissão do episódio do barril...).

Ou, nas palavras de alguém mais credenciado do que eu (ou do que os duvidosos sites brasileiros de santinhos que consultei -- entre outras fontes, é claro):
Mensagem do Santo Padre João Paulo II por ocasião da celebração do milénio do Cristianismo na Hungria
Carta Apostólica do Santo Padre ao Povo Católico da Nação Húngara por ocasião do encerramento do "Milénio Húngaro"