A Grécia em destaques (III): as ilhas

Praia de Matala, Creta

Creta
A maior das ilhas gregas, acima do Norte de África. Devido à sua situação geográfica, teve, desde sempre, grande importância histórica. Berço da civilização minóica, alberga as ruínas do palácio de Cnossos, cuja escavação esteve a cargo de um grupo de jovens e ricos aventureiros do início do século XX, que, no espaço de um (!) mês, puseram à vista a maior parte dos vestígios (que não conseguiram estragar com as pressas). Mesmo assim, provêm de Cnossos achados impressionantes, entre faianças, frescos e jóias, em exposição no Museu Arqueológico de Eraklion, a capital da ilha. Importantes são também os sítios arqueológicos de Phaistos e Gortys, no último dos quais foi encontrado o famoso código da lei. Mais interessantes em Creta, quanto a mim, são as influências turcas e venezianas, em cidades como Rethymnon e Chania, na parte ocidental da ilha. E ainda os curiosos túmulos romanos escavados nas rochas da praia de Matala, que serviram de abrigo aos hippies que para aí foram viver, nos anos 60 e 70.

Porto de Rethymnon, Creta

Rodes
A ilha mais oriental do Dodecaneso, muito próxima da costa turca, teve grande importância geo-estratégica, no tempo das cruzadas. A capital, a cidade de Rodes, possui uma belíssima cidadela medieval (Património da Humanidade), e pouco mais do que isso: o resto da cidade é preenchido com ruas apinhadas de hotéis, restaurantes e lojas para turistas. É um paraíso de férias para jovens escandinavos, que bebem e cantam nas esplanadas noite fora (até a polícia aparecer para acabar com a festa). Não é, decididamente, um bom sítio para descansar. À entrada do porto, duas colunas encimadas por, respectivamente, um veado e uma corça marcam o local onde assentariam os pés do mítico Colosso de Rodes, uma das sete maravilhas da Antiguidade. Destaque, ainda, para a cidade de Lindos, uma perolazinha de casinhas caiadas que se estendem por uma encosta, até à praia. E uma curiosidade: um pequenino santuário, no cimo de um monte, 297 degraus acima da praia de Xaraki. Depois de íngreme escalada, soube que aquele é um santuário onde as mulheres gregas vão pedir fertilidade, graça que, uma vez obtida, é paga atribuindo ao bebé o nome do santo que a concedeu (Trampiko ou Trampika, consoante o sexo). Não sei como é que o nome soa em grego, mas escusado será dizer que fiquei muito feliz por não ter visto a minha família aumentar, nos meses que se seguiram.

Colosso de Rodes

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