Vila de Juromenha


Juromenha (Alandroal), Janeiro de 2026

Juromenha recebeu de D. Dinis a sua primeira Carta de Foral, em 1312, a qual viria a ser confirmada por D. João II, a 28 de Agosto de 1492. Em 1515, D. Manuel I concede-lhe nova Carta de Foral. Foi, assim, sede de um concelho que englobava as freguesias de Nossa Senhora do Loreto de Juromenha, São Brás dos Matos e Aldeia da Ribeira. O concelho de Juromenha tinha, em 1801, 823 habitantes, quando perdeu, de facto, a Aldeia da Ribeira, integrada por Espanha no município de Olivença, com o nome de Vila Real. Juromenha fez parte da Diocese de Elvas até 1881, data em que a mesma foi extinta, passando, então, para a de Évora.





Na sequência da reforma administrativa liberal de 1836, no reinado da Rainha Dona Maria II, pelo Decreto de 6 de Novembro, o concelho de Juromenha foi extinto e anexado ao de Alandroal, do qual se tornou uma freguesia, assim como o antigo concelho de Terena. Após esta anexação, Juromenha iniciou um processo de declínio, acentuado na década de 1920, quando a população, depois de atingida por um surto epidémico, abandonou totalmente o espaço intramuros, desenvolvendo-se o arrabalde em torno da ermida de Santo António, que é hoje o núcleo fundamental da vila.



Em 1950, Juromenha contava com 1518 habitantes, reduzidos a 107, em 2011. Consequentemente, a freguesia de Juromenha foi extinta em 2013, no âmbito da Reorganização administrativa do território das freguesias, tendo sido agregada às freguesias de São Brás dos Matos e Nossa Senhora da Conceição, para formar uma nova freguesia, denominada União das Freguesias de Alandroal (Nossa Senhora da Conceição), São Brás dos Matos (Mina do Bugalho) e Juromenha (Nossa Senhora do Loreto).



É hoje um lugar simpático, pequeno, mas com tudo o que devia ter, inclusive um restaurante onde comemos uma belíssima escalda de peixe do rio (barbo).





Vistas da fortaleza para a vila, respectivamente, os antigos arrabaldes de Santo António e de São Lázaro.







Vista da fortaleza para o rio, podendo ver-se, em primeiro plano, o Guadiana, seguido de campos de cultivo; depois, a aldeia de Vila Real e, ao fundo, a cidade de Olivença.

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