Destino à vista




Portalegre, Setembro de 2015

Este Verão foi trágico, em Portalegre, sobretudo para as mais velhas.

Parabéns Carla


Portalegre, Setembro de 2015

Passo por ele na azinhaga, quase todos os dias, há vários anos. Nunca soube quem era a Carla, provavelmente, já nem por lá anda, só lhe ficou o nome na parede.

Porta nova


Portalegre, Setembro de 2015

Nova porta e nova cor.

Verde rio


Rio Cávado, Montalegre, Agosto de 2015

Arco habitado






Portalegre, Agosto de 2015

"PORTAS DA DEVEZA
SEC. XIII"


Em Portalegre, em qualquer lado pode surgir uma habitação. Desde que comecei a subir aquela rua, no meu percurso diário para o trabalho (e a descê-la, no regresso), que fantasiava sobre como deveria ser morar num monumento medieval. Mesmo antes de saber quem lá morava.

Filhos de algo






Portalegre, Agosto de 2015




Portalegre, Setembro de 2015

Os edifícios brasonados de Portalegre são um dos últimos vestígios da glória passada daquela que foi uma das grandes cidades industriais do país. Ficam aqui os primeiros cinco, mais virão.

Crónica de uma morte anunciada


Belém, Lisboa, Abril de 2015

Confesso: nunca achei piada a palmeiras. Quero com isto dizer que nunca as apreciei fora do seu habitat de origem, usadas como forma de dar um novo ar ao ambiente circundante (tenha ele a pretensão de se mostrar burguês, abastado, tropical, balnear,...). No campo, sobretudo, sempre abominei as alamedas de palmeiras no acesso às propriedades rurais. Porém, fui-me habituando à sua presença e ignorava-as.
Fez em Abril dois anos que tivemos assuntos a tratar na zona do Porto, a que juntámos um almoço com amigos. Fomos de comboio até Espinho, onde uma amiga nos foi esperar e nos conduziu até ao repasto. Pelo caminho, comentou a actividade de alguns funcionários camarários, que andavam atarefados com o corte de árvores. Disse-nos que era um flagelo, que as palmeiras estavam todas a morrer, na zona, atacadas por uma praga de um certo escaravelho-vermelho. Era novidade, para mim, mas, a partir desse dia, comecei a prestar atenção ao estado da espécie em causa (sim, que o bicho é muito selectivo). E, fosse devido à minha atenção ou à voracidade da praga, a verdade é que comecei a ver palmeiras mortas por todo o lado: no litoral e no interior; à beira-rio, no Montijo; nas alamedas do Casino Estoril; em Estremoz. Começou a impressionar-me, e a aproximar-se.


Avenidas Novas, Lisboa, Junho de 2015


Amadora, Junho de 2015


Sete Rios, Lisboa, Julho de 2015

Desde que vim para Portalegre, uma palmeira passou a fazer parte da minha vida: entre as impressões mais antigas que tenho desses primórdios, de há 16 anos, conto o cheiro do fumo da Robinson e a chinfrineira que faziam os passarinhos, antes de adormecerem, na palmeira. A palmeira do Palácio Achaioli tornou-se a minha palmeira, mesmo quando a ignorava ou lhe passava ao largo, para evitar a carreira de tiro das aves.




Portalegre, Fevereiro de 2011 (fotos daqui)

Uma bela palmeira, e antiga! Durante décadas, enfeitou o fundo de muitos retratos de grupo, como este, que já nem sei onde encontrei, em que se vê o Professor Reis Pereira (o primeiro homem a contar da esquerda, na fila de baixo), acompanhado por colegas e alunos:



Há uns meses, alertei quem de direito para a necessidade de mandar vistoriar a palmeira, que o bicho já andava demasiado perto. Sossegaram-me: estava tudo sob controlo.
No passado dia 1, regressei para encontrar isto:


Portalegre, Setembro de 2015

O especialista que a analisou foi peremptório: não há nada a fazer, só preparar o abate e, querendo, pôr no lugar outra que há no jardim, de espécie diferente (que aposto que também vai morrer, com o transplante).
O poeta é que tinha razão (não têm sempre?): devia ter-me afeiçoado a uma acácia ("como se fizera um poema, ou se um filho me nascera")...

Fonte Nova






Portalegre, Agosto de 2015

Portalegre tem várias fontes, algumas bem interessantes, que já há algum tempo pensava trazer aqui.
A Fonte Nova, classificada como de Interesse Municipal, "data de 1894, foi executada pelo escultor Augusto Desirat em mármore de Estremoz, tem duas bicas e a decoração inclui o brasão de armas da cidade". Deu o nome a um dos mais conhecidos jornais da região (também aqui), cuja edição impressa foi suspensa no ano passado. Curiosamente, pouco depois, faz hoje um ano, a própria fonte foi destruída, num acidente muito tolo:




Portalegre, Setembro de 2014 (Fotos: Manuel Isaac/Jornal Alto Alentejo)

Actualmente, encontra-se em boa forma, como atestam as imagens.

Recomeço






Portalegre, Agosto de 2015

Este ano, as meninas chegaram mais cedo, o manjerico floriu, o meu novo abacateiro germinou.