There goes the sun

Portalegre, Janeiro de 2013
por aqui, por ali e mais além

Portalegre, Janeiro de 2013
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Teresa O
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sábado, janeiro 26, 2013
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Lübeck (Alemanha), Agosto de 2007
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Teresa O
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sexta-feira, janeiro 25, 2013
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Urra (Portalegre), Abril de 2011
Mesmo depois do Plano dos Centenários, a tradição dos cataventos escolares manteve-se, pelo menos aqui na zona. No concelho de Portalegre, no âmbito do Projecto de Requalificação das Escolas Rurais, concluído em 2005, as escolas das freguesias rurais foram dotadas de cataventos modernos e coloridos, mas ainda evocativos das actividades económicas locais (ou, em linguagem técnica, da "comunicação bilateral com os contextos humanizados/naturalizados que as integram, ou seja, em conformidade com os cenários sócio–económicos e com os agrobiossistemas tradicionais existentes em cada freguesia intervencionada"): animais de traços infantis, a fazer lembrar personagens de desenhos animados, cerejas sorridentes, castanhas e bolotas, além de outros que ainda não encontrei.
O colorido apresenta um senão para a fotografia: como os cataventos devem ser fotografados em contra-luz (o reflexo na placa metálica produz um efeito inestético), perde-se grande parte da cor. As imagens destes que aqui mostro enfermam desse e de outros problemas, que vão da má exposição solar ao péssimo equipamento. Mas, enfim, como foram todos encontrados por acaso, tive de me valer do que tinha à mão.

Fortios (Portalegre), Julho de 2010

Vargem (Ribeira de Nisa, Portalegre), Outubro de 2011

Alagoa (Portalegre), Outubro de 2011

Monte Carvalho (Ribeira de Nisa, Portalegre), Julho de 2010

Vale de Cavalos (Alegrete, Portalegre), Outubro de 2012

Montinho (São Julião, Portalegre), Maio de 2012
Aparentemente, a avaliar pelas fotografias de José Rasquinho (que também tem uma bela colecção de cataventos), a tradição dos cataventos escolares mantém-se, também, em Montemor-o-Novo:

São Gens (Montemor-o-Novo): pormenor de uma fotografia
carregada em Novembro de 2007 e encontrada aqui

Silveiras (Montemor-o-Novo): pormenor de uma fotografia
carregada em Outubro de 2008 e encontrada aqui

São Mateus (Montemor-o-Novo): pormenor de uma fotografia
carregada em Junho de 2008 e encontrada aqui

São Mateus (Montemor-o-Novo): pormenor de uma fotografia
carregada em Junho de 2008 e encontrada aqui
E ainda mais outro, duma escola privada, em Caparide:

Caparide (São Domingos de Rana, Cascais), Julho de 2010
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Teresa O
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sexta-feira, janeiro 25, 2013
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Amieira do Tejo (Nisa), Outubro de 2011



Marvão, Maio de 2011

Marvão, Junho de 2011



Marvão, Outubro de 2011
Muito agradecido, o povo de Marvão. Curiosa, esta última placa, cuja versão actualizada encontrei um ano depois (também aqui):

Marvão, Outubro de 2012
Hei-de lá voltar para confirmar se foi uma substituição e, quem sabe, descobrir o porquê. E já agora, ver se também trocaram a curiosa placa de rua:

Marvão, Outubro de 2011
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quarta-feira, janeiro 23, 2013
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Portalegre, Janeiro de 2013
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Teresa O
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terça-feira, janeiro 22, 2013
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Escola da Corredoura, Portalegre, 20 de Fevereiro de 2010 (esta já tinha passado
por aqui)
O Plano dos Centenários constituiu um projecto de construção de escolas em larga escala, levado a cabo pelo Estado Novo em Portugal, entre 1941 e 1974. A designação pretendia ligar o projecto à comemoração do Duplo Centenário da Fundação (1140) e da Restauração de Portugal (1640), em cujo âmbito decorreu, igualmente, a Exposição do Mundo Português. Foi, porém, uma pretensão um tanto forçada, visto que, à data do lançamento do projecto, as comemorações tinham já sido encerradas.
O Plano desenvolveu-se em diversas fases, a primeira das quais iniciada em 1944; as fases seguintes sucederam-se até finais de Setembro de 1969.
Dada a urgência de iniciar os trabalhos, e como os novos projectos ainda não estavam prontos, numa fase preliminar, foram construídos, conforme a região, os projectos-tipo regionalizados de 1935, de Rogério de Azevedo e Raul Lino, com as alterações exigidas pelo Plano, entre as quais geminação de edifícios, de forma a poderem garantir a separação total dos sexos, e simplificação de pormenores das fachadas, para contenção de despesas.
Os projectos definitivos foram aprovados em 1944 e basearam-se nos estudos apresentados pela Direcção dos Edifícios Nacionais do Norte. Foram assim distribuídos:
Direcção dos Edifícios Nacionais do Norte: projectos da autoria do arquitecto Manuel Fernandes de Sá, 1944;Os novos edifícios escolares do Plano dos Centenários acabaram por se tornar numa imagem de marca de Portugal, num estilo menos Casa Portuguesa e mais Português Suave.
Direcção dos Edifícios Nacionais do Centro: projectos da autoria do arquitecto Joaquim Areal, 1944;
Direcção dos Edifícios Nacionais de Lisboa: projectos da autoria do arquitecto Eduardo Moreira dos Santos, 1944;
Direcção dos Edifícios Nacionais do Sul: projectos da autoria de Alberto Braga de Sousa, 1944;
Açores: projectos-tipo da autoria do arquitecto Luís de Mello, 1945;
Madeira: projectos-tipo da autoria do arquitecto Fernando Peres, 1949.











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segunda-feira, janeiro 21, 2013
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Alpalhão (Nisa), Janeiro de 2011
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domingo, janeiro 20, 2013
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Figueira e Barros (Avis), Junho de 2011
Foi com Raul Lino que surgiu, em Portugal, a tradição de encimar as escolas com cataventos. Raul Lino foi um dos grandes nomes da arquitectura do Estado Novo, defensor das formas tradicionais e teórico da Casa Portuguesa, à qual não faltavam pombinhas nos beirais e catavento.
Em 1935, o Ministro das Obras Públicas e Comunicações, Duarte Pacheco, encarregou Raul Lino e Rogério de Azevedo, outro nome maior da arquitectura portuguesa da época, de elaborar projectos-tipo de edifícios escolares para o ensino primário. Estes projectos eram regionalizados, adaptados ao clima, às linhas e aos materiais em uso em cada uma das sete regiões delimitadas:
Região A – AlgarveRogério de Azevedo elaborou os projectos relativos às regiões do Norte e Centro do país; Raul Lino executou os projectos para os distritos de Faro, Beja, Évora, Portalegre, Setúbal, Lisboa, Santarém e Leiria, divididos em três tipos (cada um dando origem a quatro soluções, consoante o número de salas considerado, de uma a quatro): Algarve, Estremadura, Alentejo-Ribatejo:
Região B – Alentejo
Região C – Estremadura
Região D – Beira Litoral
Região E – Beira Baixa do Sul
Região F – Beira Baixa do Norte, Beira Alta e Minho
Região G – Trás-os-Montes










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Teresa O
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sábado, janeiro 19, 2013
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Alegrete (Portalegre), Novembro de 2007
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sexta-feira, janeiro 18, 2013
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| La imagen es un lugar perverso. En ella se detiene todo aquello que ha de irse. La imagen suspende el curso, lo entorpece, nos entorpece. (Chantal Maillard) |