Outubro


28 de Outubro de 2007, São Salvador da Aramenha


28 de Outubro de 2007, São Julião


28 de Outubro de 2007, São Julião, Marvão ao fundo


5 de Outubro de 2007, Casa das Carpas, Olhos d'Água - São Salvador da Aramenha

Grandes passeios de domingo (II)

Desta vez no sábado, pela barragem de Póvoa e Meadas.


Fonte Fria




Chafurdão do Vale de Cales (mais sobre chafurdões, aqui)




Barragem da Póvoa, Castelo de Vide ao fundo

Al Mossassa



Terminou, no último fim-de-semana, em Marvão, a 2ª edição do Festival Islâmico que relembra a fundação de Badajoz e de Marvão, respectivamente, em 875 e 877, por Ibn Marwan.



Abd'Al Rahman Ibn Muhammad Ibn Marwan Ibn Yunus Al Djillîqî (algo como Abderramão filho de Maomé filho de Marvão filho de João o Galego), de seu nome completíssimo, conhecido por Ibn Marwan (ou Ibn Maruán), o Galego, foi um muladi sufista que, no último quartel do século IX, se rebelou contra o emir de Córdova, tendo criado o seu próprio reino, com capital em Badajoz. Reza a história que a Fortaleza de Amaia, também conhecida, no século X, como Amaia de Ibn Maruán (e, posteriormente, como Marvão, apenas), lhe servia de refúgio estratégico, sempre que não se sentia seguro na sua capital.



A fundação (Al Mossassa) das duas localidades foi celebrada em dois momentos distintos, em Badajoz e Marvão, com eventos vários, como conferências, animação de rua, comércio tradicional medieval das culturas co-existentes ("Mercado das 3 Culturas"), exibições e workshop de dança do ventre, espectáculos de serpentes e de falcoaria, actividades para crianças, passeios de burro, animais exóticos e da quinta, artesanato de cariz islâmico, comidas, bebidas e música.



Momentos e ambiências agradáveis, ainda para mais com o tempo a ajudar.

Setembro


18 de Setembro de 2007, nevoeiro matinal


20 de Setembro de 2007, trovoada nocturna


23 de Setembro de 2007, fim do dia na barragem da Apartadura

Art Déco

O Sintra Museu de Arte Moderna é um espaço de que eu não tenho usufruído tanto quanto poderia. Visitei a Autobiografia de Júlio Pomar e, no ano passado, a mostra Sedução, Cinema e Pintura, durante o intervalo do espectáculo Daqui em diante, da Companhia Olga Roriz. Desde Março que, sempre que lá passava à porta, dizia para comigo que tinha de lá ir - diziam-me que valia bem a pena -, mas foi preciso ler que a mostra de Art Déco terminava hoje para me decidir. Fui lá ontem.
A exposição agrupa objectos da Colecção Berardo, da colecção do Musée des Annés 30, vestuário e adereços do Museu Nacional do Traje e um automóvel do Museu do Caramulo. Ainda algumas peças e imagens do escultor francês Paul Belmondo, pai do conhecido actor de cinema.
Alguns reencontros: uma cadeira Wassily, de Marcel Breuer, a tal que foi a famosa precursora da cadeira Paimio, de Alvar Aalto, que está representado, mesmo ao lado, por uma mesa; o simpático Bugatti, que me recordou uma deliciosa visita de infância ao Caramulo.
A exposição vale, de facto, a visita e afinal vai lá estar ainda até ao final deste mês. É de aproveitar.


Da esquerda para a direita, de cima para baixo:

1. Demetre Chiparus, Tanara, França, 1930s
Bronze e marfim sobre base em mármore, 41 x 66 x 20 cm
Colecção Berardo

2. Longwy, Jarra, França, início 1920s
Faiança vidrada, 29 cm
Colecção Berardo

3. Jean-Michel Frank, Banqueta (parte de um par), França, 1930s
Bronze dourado, estofado a cabedal vermelho, 45 x 50 x 38 cm
Colecção Berardo

4. Evariste Jonchère (1892-1956), Habib Benglia, 1934
Bronze, base em madeira pintada e esculpida, 33 x 17 x 23 cm (ou 64,5 x 23 x 23 cm)
Boulogne-Billancourt, Musée des Années 30

5. Gilbert Poillerat, Portão, França, c. 1935
Aço trabalhado e forjado, 210 x 119,5 cm
Colecção Berardo

6. Schneider, Jarra de vidro, França, 1920
Vidro, 25 cm
Colecção Berardo

7. Alvar Aalto, Mesa auxiliar, Finlândia, 1940s
Freixo, 56,5 x 90 x 90 cm
Colecção Berardo

8. Bruno Zach, Grupo de figuras Messilla Debonaire, França, 1920s
Bronze e marfim sobre base em mármore belga preto e ónix, 154,5 x 185,5 x 52,5 cm
Colecção Berardo

9. Marcel Breuer, Cadeira Wassily, França, c. 1925
Metal tubular cromado e cabedal, 73 x 79 x 71 cm
Colecção Berardo

10. Boch Frères, Jarra, França, 1920s
Faiança e casquinha, 31 x 27 x 12 cm
sobre
Mesa de sala, França, c. 1935
Raiz de nogueira, 61 x 60 cm
Colecção Berardo

11. Baccarat, Frapé, França, 1930s
Cristal com prata, 22,5 cm x Ø 19,7 cm
Colecção Berardo

12. Paul Kiss (atribuído a), Biombo, França, 1920s
Ferro forjado, 231 x 120 cm
Colecção Berardo

13. Pormenor do quarto egípcio de Ismaël de la Serna

14. Paul Belmondo (1898-1982), Jeune fille à la natte, 1938
Bronze
Colecção Jean-Paul Belmondo

15. Acessórios de senhora, 1920s

16. Vestido, c. 1925
Tafetá de seda cor-de-rosa, bordado a vidrilhos prateados e facetados e lantejoulas cor-de-rosa e prateadas
100 x 47 (costas) cm
Lisboa, Museu Nacional do Traje

17. Bugatti 40, 1929
50 HP, 4 cil., 1496 cc, 4500 rpm, 4 veloc., 900 kg, 135 km/h, chassis n. 40 795, 12 válvulas, um veio-de-cames à cabeça, carburador Solex
Caramulo, Museu do Caramulo

18. Vestido, 1925-30
Crepe de seda creme, totalmente bordado a lantejoulas transparentes irisadas cor-de-rosa e pedras facetadas prateadas
100 x 43 (costas) cm
Lisboa, Museu Nacional do Traje

Agosto


Cabeço de Vide (Fronteira), hoje

CowParade Copenhagen 2007


Uma das vantagens de não prepararmos convenientemente as viagens é sermos frequentemente surpreendidos. A primeira surgiu-me num domingo cinzento, encarrapitada em cima da entrada da estação de Nørreport. Depois, fui recebida por duas ao entrar no Tivoli, e passei a estar atenta. E começaram a aparecer de todos os lados. No total, encontrei 16, sem procurar muito. Também é verdade que as organizações as colocam, geralmente, nos locais públicos mais frequentados, de forma a não passarem despercebidas. E não passam.
Em Copenhaga, como em Lisboa, as vacas despoletam situações engraçadas, atraem disparos amadores e a curiosidade das crianças. Emocionou-me a menina em cadeira de rodas a acariciar uma Patchwork Cow (na 3ª imagem), tive de disputar com quatro crianças o espaço para fotografar a Ø-Ko (a Vaca Ilha da 7ª imagem) e conheci a orgulhosa irmã da menina que concebeu a Hot-Cow (a 9ª), a mais jovem artista desta parada, com apenas 13 anos. Como em todas as cidades, algum vandalismo, aqui atenuado pela quantidade de vacas colocadas em locais elevados: encontrei três em cima de entradas de estações e uma suspensa sobre o início da Strøget (Frederiksberggade), uma rua comercial pedestre muito movimentada.
Divertiram-me particularmente Den lille Havko (a 5ª), a vaca decapitada em homenagem à Pequena Sereia, o monumento mais vandalizado da Dinamarca, e a CowDamm (a 14ª), a vaca-instalação, no jardim de Inverno da Ny Carlsberg Glyptotek, o museu (de arte) da (Fundação) Carlsberg (onde eu pensava que ia beber cerveja, vejam só aonde chega a ignorância e a falta de preparação).
Foram mais alguns momentos divertidos, patrocinados pela CowParade. Só que agora já não sei se sou eu que as caço, se são elas que me perseguem.
Quem as quiser ver, que se despache, que elas já só por lá andam até ao próximo dia 31.