Fotos em Belfast (I)

Daqui agente Péu,
A missão "Fotos em Belfast" está a correr às mil maravilhas. Os irlandeses não dão por nada!!
Como prometido, aqui vai a primeira fornada de fotos. Espero que goste!
Jocas da agente Péu


Vista do avião sobre Belfast.

A nossa casa na Broadway Road!!! N. 47.

A casa de banho da minha casa. Sim, temos retrete, mas não ficou na foto por razões pessoais...

A primeira refeição decente dos belgas.

É uma má foto... mas é de um Black Taxi! Os táxis que fazem um único percurso, mas é do mais barato que se arranja: 1£ por cada corrida!

O nosso tour pelos pubs mais antigos de Belfast: Kelly's Cellars!

A entrada do Kelly's Cellars. É tipo taverna. Muito rústico!

O pub em que não entrámos... No primeiro andar é uma discoteca, onde temos de pagar 4 libras... E por baixo é um pub que está sempre cheio, é engraçado! Sempre com muita gente aos fins-de-semana!

Palavras para quê...
Texto e fotos de Ana "Péu"

Impressionismo







A praia da Parede, pelo meu Nokia 3200 (07.fev.05).

More news from Belfast

Olá, Prof. Teresa Oliveira!
No fim-de-semana passado, visitei a histórica e pitoresca cidade de Armagh. A Ana preferiu não ir, pelo que fui, logo de manhãzinha, com mais cinco estudantes do Erasmus que também tinham interesse na visita: 2 belgas, 2 lituanas e uma holandesa. Passámos lá o dia, e o bilhete de ida e volta não foi assim tão caro, 9£ ida e volta. Foi muito agradável.
Armagh situa-se a sudoeste de Belfast, mas a poucos quilómetros de distância. Apesar de não ser muito grande, é uma das cidades com mais significado no panorama irlandês, devido às suas ligações com o passado celta e o período em que St. Patrick percorreu a Irlanda (essencialmente a zona norte da ilha) em missões de evangelização e propagação da fé cristã, junto das comunidades pagãs. Visitei alguns museus, onde assisti a algumas exposições, cuja entrada custou 4£: sobre o passado celta, sobre St. Patrick e uma sobre Gulliver (personagem criada por Jonathan Swift) e os liliputianos, que achei particularmente muito interessante.
A cidade tem duas catedrais imponentes, ambas dedicadas a St. Patrick e ambas com um interior igualmente digno de um olhar mais atento. Como em Belfast, os edifícios e as habitações são muito cinzentos e desprovidos de cor (construções tipo-tijolo), os preços, algo elevados para os padrões a que estamos habituados. Existe uma profusão de bares muito grande, o equivalente dos irlandeses aos nossos cafés, em qualquer esquina encontramos um.
Uma situação que me causa alguma estranheza e que me incomoda um pouco é o desapego (ou desleixo) que os irlandeses têm perante as suas coisas. Aqui na sala dos computadores, é frequente ver coisas esquecidas... do mesmo modo, é também raro o dia em que não apanho moedas do chão, o que, mesmo sendo as de mais baixo valor, creio ser significativo e um traço revelador do modo de estar na vida do povo irlandês.
Esta Quinta-feira fiz uma apresentação baseada num livro que li, Irish Tales, de Michael Scott, sobre contos irlandeses que gostei particularmente de pesquisar, durante a qual tive a oportunidade de ler alguns desses contos, e de que a professora de Evolution of the Irish landscape gostou muito. Fiz um resumo de cada conto existente no livro, acompanhado por algumas imagens e com o correspondente enquadramento histórico e social.
A apresentação da Ana teve mais a ver com aspectos religiosos e da fé pagã: falou sobre os Banshees (figuras fantasmagóricas, com poderes místicos), sobre os Druidas (os sacerdotes na sociedade celta) e sobre o calendário do Zodíaco Celta, que é representado por árvores, em número de 13; aquela que tem um significado maior é o carvalho (oak).
Este fim-de-semana, pretendo prosseguir as minhas viagens exploratórias, até porque, durante a próxima semana, só temos duas aulas na Terça, antes da Teaching Practice, que terá o seu início na semana seguinte, e cujo início já aguardamos com alguma expectativa. No entanto, parece que vamos ter de permanecer por cá até ao final do semestre (que aqui termina a 19 de Maio), para termos os 30 créditos necessários às correspondentes equivalências com as disciplinas portuguesas, apesar de a maioria dos estudantes Erasmus regressar mais cedo às respectivas Instituições de Ensino. Isso significa que, muito provavelmente, só regressaremos a 19 de Maio, ou no dia seguinte.
Cordiais saudações,
Pedro Bicho



> Esta foto e outras.

Cidade maravilhosa

Desembarcámos no aeroporto do Galeão, no dia 1 de Novembro de 1998, para 10 dias repartidos entre um congresso e passeios. Lembro-me de que quando entrei no táxi abri muito os olhos, para reter o máximo possível de imagens e sensações da Cidade Maravilhosa. Tinha a cabeça cheia de postais ilustrados e imagens de telenovela, que esperava reencontrar. Mas, à medida que o motorista avançava rumo ao nosso hotel, em Copacabana, fui sendo assaltada pelo desconforto de quem sente que se enganou no caminho.
Ao longo da auto-estrada, estendia-se um imenso caos urbanístico de casas de tijolo nu, semi-construídas. «É o bairro da Maré, é uma favela. E não é a maior», esclareceu o motorista. Nunca me passara pela cabeça que uma favela pudesse ser tão grande. Aquela tinha a dimensão de uma cidade portuguesa do interior.
A luz do crepúsculo não conseguia disfarçar o tempo cinzento e fresco – uma temperatura de 20º C é considerada baixa para a Primavera carioca. O furacão Mitch, que assolava ainda a América Central, causara perturbações sérias no clima, que se mostrou muito irregular durante o tempo que lá estivemos.


Uma vista do Pão de Açúcar

A instabilidade do clima foi, de facto, o que perturbou mais a nossa estada. Isso e o facto de a British Airways ter perdido as nossas malas, que só apareceram ao fim de 3 dias. A humidade relativa era de tal forma elevada que qualquer tentativa de lavar roupa se revelou infrutífera. Além da humidade típica de um clima tropical, havia a chuva miúda e o nevoeiro. Quando, ao fim de uns dias, o sol abriu, a cidade parecia outra.
O Rio de Janeiro é uma cidade lindíssima, literalmente, bonita por natureza. As belezas naturais são estonteantes: as baías, as praias, as montanhas, as florestas. O património construído é muito irregular: os bairros antigos (o Centro, por exemplo) estão completamente descaracterizados, com aranha-céus imiscuídos entre os imóveis tradicionais.
As desigualdades sociais são gritantes: nas zonas caras, junto à praia, os prédios têm gradeamentos que os isolam da rua. Em qualquer ponto da cidade, entre cada dois prédios, pode vislumbrar-se, ao fundo, uma favela num morro. Ironicamente, quando escurece, as luzes que se acendem fazem as favelas parecer grandes presépios.


Praia de Copacabana, favelas ao fundo

Belfast news

O Pedro e a Ana foram para Belfast, para uma experiência de intercâmbio académico, no âmbito do Programa Erasmus. Enquanto não têm o seu próprio blog, ficam aqui as notícias que o Pedro me enviou:

Olá, prof. Teresa Oliveira!
Espero que esteja tudo bem por Portugal... com o frio que faz por estas bandas, pelo menos mais quente deve estar com certeza! Faz já 15 dias que chegámos e, até agora, o balanço tem sido muito positivo.
Estamos alojados juntamente com mais 3 belgas e a casa tem boas condições, apesar de eu a considerar muito cara (130£, mais electricidade, mais aquecimento central). O melhor de tudo é situar-se a uns meros 50 metros da escola, junto ao Royal Hospital, o que é óptimo. A maioria dos estudantes Erasmus encontra-se alojada na residência principal, mas a única vantagem é mesmo o convívio, pois, em termos de condições gerais, onde estou tem mais condições... e como o meu quarto é o maior da casa, também não me posso queixar muito.
Ainda não deu foi para fazer muitas visitas, mas já fiz algumas batidas de reconhecimento e também já tirei algumas fotos. Há imensos murais por aqui, julgo ser uma das imagens de marca da cidade, a maioria com mensagens políticas, e ando a tentar tirar fotos de todos, mas são imensos. Gostava de criar o blog, vou tentar criar um nos próximos dias, e se tiver algumas dificuldades pergunto à professora, se não se importar. Quanto ao texto sobre o meu último InterRail, já o comecei, mas estes teclados são diferentes e não permitem a acentuação e assim torna-se muito complicado escrever um texto em português.
No global, temos bastante tempo livre, pois só temos 11 horas semanais, repartidas por 4 assuntos diferentes: Methodology (drama), Evolution of the Irish landscape, Anglo-Irish literature e outra sobre música, religião e sociedade irlandesas, de cujo nome não me recordo agora. São todas interessantes e em todas podemos aprender um pouco mais e enriquecermo-nos culturalmente e não só. A Teaching Practice creio que começa a meio de Fevereiro e prolonga-se por 4 semanas, creio que também irá ser uma experiência interessante.
Quando tiver oportunidade, mando mais novidades para a professora,
saudações irlandesas :-)
Pedro Bicho


> Esta e outras fotos de murais.

Carioca

Gostosa
Quentinha
Tapioca
O pregão abre o dia
Hoje tem baile funk
Tem samba no Flamengo
O reverendo
No palanque lendo
O Apocalipse
O homem da Gávea criou asas
Vadia
Gaivota
Sobrevoa a tardinha
E a neblina da ganja
O povaréu sonâmbulo
Ambulando
Que nem muamba
Nas ondas do mar
Cidade maravilhosa
És minha
O poente na espinha
Das tuas montanhas
Quase arromba a retina
De quem vê
De noite
Meninas
Peitinhos de pitomba
Vendendo por Copacabana
As suas bugigangas
Suas bugigangas

Chico Buarque, As cidades, BMG Brasil, 1998.


Praia de Ipanema

Cyfarchion o Gymru

Greetings from Wales

No dia 31 de Julho último, assistia em Lisboa a uma sessão do filme Wilbur quer matar-se, quando ouvi a personagem principal, um suicida compulsivo, com algumas tentativas quase bem sucedidas, descrever a morte nos seguintes termos: «É como viver no País de Gales: não acontece nada». Não foi particularmente animador, para quem partia no dia seguinte para um congresso em Aberystwyth.



Foi um longo dia de viagem à volta da Europa, a bordo dos voos mais baratos para chegar a Birmingham, onde apanhámos um dos incertos comboios da Arriva, que nos deixou, já a noite ia alta, no nosso destino.
O País de Gales é verde, muito verde, pontilhado de ovelhas brancas e de ovelhas brancas e pretas, montanhoso, chuvoso e nebuloso. Durante toda a semana que lá estive, acordava de manhã com a esperança de vislumbrar uma linda paisagem de mar da janela do meu quarto, na residência universitária. Todos os dias daquela primeira semana de Agosto amanheceram com chuva e nevoeiro, que só davam tréguas ao final da tarde, quando, por vezes, aparecia o sol, para nos fazer acreditar que o dia seguinte seria mais estival.


Da janela do comboio

Aberystwyth é uma cidadezinha simpática, na baía de Cardigan, com um nome impronunciável, um castelo em ruínas, duas praias de areia pedregosa, uma excelente universidade e uma grande biblioteca. Há várias décadas que a cidade tem tentado impor-se como uma estância balnear importante, mas com poucas hipóteses de rivalizar com Albufeira. No entanto, as praias são bonitas e os passeios de fim de tarde ao longo da Marine Terrace e da New Promenade são muito agradáveis.
O congresso estava muito bem organizado, e ocupou-nos as horas mais chuvosas dos dias. E a comida era óptima!
O galês é uma língua incompreensível, amplamente utilizada em placas informativas variadas. Geralmente, surge a par com o inglês, mas, pelo sim, pelo não, convém aprender algumas palavras básicas, como "homens" e "senhoras", por exemplo.


North Parade

Nos arredores, duas excursões simpáticas:
> Devil's Bridge: um bosque acidentado, com quedas de água, caminhos sinuosos e uma estranha ponte tripla, com uma história, literalmente, do arco da velha, aonde se chega num comboio antigo, muito turístico.
> Elan Valley: uma zona de barragens, montanhas, campos verdes, ovelhas e alguns exemplares avistáveis de milhafre real. Um local idílico, cantado por Shelley.


Elan Valley

Mais ligações de interesse:
> Cidade: Aberystwyth Guide, Aberystwyth directory, Aberystwyth-online, Aberystwyth Town Council, Welcome to Aberystwyth
> Região: Ceredigion Tourism, Ceredigion County Council
> Fotos: Aberystwyth Guide, BBC, Welcome to Aberystwyth
> Webcam: Ceredigion County Council
> Língua: Welsh Placename Pronunciations (página interactiva, sonora, muito útil)


North Beach

Sodade



Quem mostra' bo
Ess caminho longe?
Quem mostra' bo
Ess caminho longe?
Ess caminho
Pa São Tomé

Sodade sodade
Sodade
Dess nha terra São Nicolau

Si bô 'screvê' me
'M ta 'screvê' be
Si bô 'squecê' me
'M ta 'squecê' be
Até dia
Qui bô voltá

Sodade sodade
Sodade
Dess nha terra São Nicolau

Amândio Cabral / Luís Morais - Amândio Cabral
(Interpretação de Cesária Évora, Miss Perfumado, Lusafrica/Ed. de Bertholène/Sony Music Pub., 1992)



Imagens dos vídeos Paraiso di Atlantico e Morabeza,
retiradas do DVD Cesária Évora, Live in Paris, Lusafrica/BMG, 2002,
e editadas com o visualizador gráfico freeware IrfanView, tradução portuguesa de Rui Cambraia.

Shukubô

Shukubô é uma excelente forma de recuperar de uma viagem muito longa e, simultaneamente, conhecer o Japão tradicional. Consiste em ficar alojado num mosteiro budista, usufruindo da hospitalidade dos monges e podendo experimentar a sua cozinha vegetariana Shôjin-ryôri e participar nas cerimónias religiosas. Sessenta dos mais de 100 templos da montanha sagrada de Kôyasan, na prefeitura de Wakayama, oferecem esta possibilidade.
Kôyasan, ou Monte Kôya, foi instituído por Kôbô-Daishi Kûkai, em 816, como o centro espiritual do Budismo Shingon, escola esotérica que pratica a fusão do budismo e do xintoísmo. Integrado numa rede de locais de peregrinação, foi classificado, em 2004, como Património da Humanidade (curiosamente, na Embaixada do Japão, em Lisboa, disseram-me ser um lugar sem qualquer importância turística...).


Banryutei

O maior jardim de pedra do Japão (2349 m2) situa-se no interior do mosteiro central, Kongôbuji. Simboliza dois dragões a emergirem de um mar de nuvens. É constituído por 140 peças de granito e areia branca.

Figuras de culto no cemitério de Okunoin
As imagens, esculpidas em pedra, são decoradas com aventais coloridos e, por vezes, gorros de lã. São homenageadas, tal como os túmulos, com ramos de pinheiro japonês.

Chinelos à entrada de um templo
Como em qualquer interior tradicional japonês, não se entra nos templos com o calçado da rua, que deverá ser substituído por chinelos fornecidos para o efeito.

Um jantar vegetariano Shôjin-ryôri
Confeccionado sem uso de carne, peixe, alhos ou cebolas. Consiste em sopa Miso, diferentes variedades de Tôfu, vegetais fritos (Tempura), crus e em pickles, algas, arroz e chá verde.

Alguns templos no complexo de Garan