Um São José de azulejos T2:7


Braga, Julho de 2017

Há dias, tive de ir, em trabalho, a Braga, cidade onde, inexplicavelmente nunca tinha estado. Fui umas horas mais cedo, para poder passear um pouco, certa de que iria enriquecer as minhas colecções. E não me enganei, não, que em Braga há de tudo um pouco, ou mesmo muito. É uma cidade belíssima, com muito barroco, muitas igrejas, cataventos, fontes, placas de homenagem, um coreto, uma Praça da República, um castelo, cruzeiros, Monumentos Nacionais, sei lá eu que mais. Imaginei que fosse encontrar uma quantidade impressionante de azulejos hagiográficos, porém, para meu espanto (e prova de que ainda tenho muito que aprender sobre a religiosidade popular), a cidade dos arcebispos tem muitos santos, sim, mas é nas igrejas. A meio da tarde, encontrei uma Nossa Senhora da Conceição, a fazer pendant com esta cena bucólica:



De resto, a falta de apreço pela santa também era notória no descuido com a montagem do painel:



cujo resultado final deveria ser este:



Mas não vale a pena tentar tirar daqui alguma conclusão, porque a cena bucólica também carecia de cuidados:





Voltando ao que interessa, já no final do passeio, tropecei neste Santo Isidro Lavrador e, finalmente, encontrei outra Nossa Senhora da Conceição, numa casa em vias de demolição, e que fotografei de uma distância excessiva:





E foi tudo. De regresso a Lisboa, no fim-de-semana, fui dar uma volta pela Ericeira, antiga vila piscatória, onde esperava ver, sobretudo, turistas, surfistas e banhistas. E o que será que lá encontrei, em grande quantidade?

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