Maio

IP2, a sul da estação de Portalegre, 8 de Maio de 2007
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IP2, a sul da estação de Portalegre, 8 de Maio de 2007
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Teresa O
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domingo, maio 27, 2007
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Etiquetas: Alentejo, Portalegre, Portugal

José Maria dos Reis Pereira nasceu, em 1901, em Vila do Conde, onde faleceu, em 1969.
Em 1912, frequentou o curso dos liceus no Instituto de Vila do Conde.
Dos 12 aos 13 anos, escreveu o primeiro caderno de versos, Violetas, por necessidade de comunicar e de se exprimir.
Em 1919, licenciou-se no curso de Filologia Românica (Português e Francês) na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
No ano de 1925, publicou o seu primeiro livro de poesia, Poemas do Deus e do Diabo, com o pseudónimo de José Régio.
Ventura Porfírio, Poeta de Deus e do Diabo, 1958
Óleo sobre tela, 138,5 x 108 cm
Câmara Municipal de Portalegre, Casa-Museu José Régio
Em 1927, foi director da revista Presença (folha de arte e crítica). Além disso, escreveu para vários jornais (Diário de Notícias e Comércio do Porto).
Fez frente ao Estado Novo, tendo sido integrado no MUD (Movimento de Unidade Democrática) e tendo apoiado a candidatura de Humberto Delgado. Como escritor, dedicou-se ao romance, ao teatro, à poesia e ao ensaio.
Em 1927, José Régio iniciou a sua carreira de professor no Liceu Alexandre Herculano (Porto). No ano seguinte, foi transferido para o Liceu Mouzinho da Silveira, em Portalegre (então no edifício onde funciona actualmente a Escola Superior de Educação de Portalegre), onde leccionou durante 34 anos.
A Casa-Museu José Régio (ou Casa do Poeta José Régio) foi instalada na casa onde José Régio se hospedou, quando foi dar aulas para o liceu Mouzinho da Silveira. Aí funcionava a Pensão 21, onde o poeta começou por ter um quarto, mas foi alugando mais quartos, para albergar as peças da sua colecção, até que se transformou num hóspede único.
O escritor afirmava que o coleccionismo nasceu por influência do seu avô. Desenvolvera-se e ampliara-se no Alentejo, pois era uma região bastante fértil em artesanato e antiguidades. José Régio tinha fascínio por antiguidades e acreditava que muitas peças desapareceriam, se não fossem bem guardadas.
As colecções existentes neste museu consistem em obras de escultura e de faiança, também numismática e medalhística, registos, trabalhos pastoris e ferros forjados. De entre estas colecções, destacam-se: Cristos, Santos Antónios, barros de Portalegre e peças de mobiliário rústico. Podemos, ainda, destacar os santos chatos (com as costas achatadas) e os reis da casa de David (representação da ascendência de Jesus). Os Cristos, feitos por mestres iletrados, mas com um certo talento manual, serviam para o enxoval das noivas, no Alentejo. Os barros de Portalegre revelam o seu poder e a sua expressão, através das suas formas poderosas. O seu ar gracioso e as suas cores intensas são necessários à intensidade sensitiva do homem que vive em contacto com a natureza.
O museu tem duas cozinhas: uma destas cozinhas possui pratos típicos de Coimbra, denominados de "ratinhos", pois eram trazidos por pessoas que vinham trabalhar para o Alentejo, cuja alcunha era "ratinhos" (trabalhavam curvadas na ceifa e vestiam-se de cinzento). Esses pratos (faiança colorida popular) eram deixados pelos ceifeiros, nas suas habituais deslocações para o Alentejo (trabalho sazonal), para serem trocados por tecidos e roupas.
Existem, ainda, peças em ferro, como suportes dos espetos. O ferro forjado foi bastante utilizado para as formas dos mesmos suportes (nas cozinhas) e para a decoração de portas e janelas, aliando a arte à funcionalidade.
A outra cozinha possui trabalhos pastoris (chavões ou pintadeiras) que serviam para marcar o pão, nos fornos comunitários. Possui, ainda, dedeiras (protecção dos dedos dos ceifeiros, na sua função) e polvorinhos (para a pólvora).
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Teresa O
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terça-feira, maio 22, 2007
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Etiquetas: Alentejo, Comunicação e Artes, Contribuições, Portalegre, Portugal

Alpendrada do colégio de S. Sebastião
Portalegre é uma cidade única, caracterizada pela sua riqueza arquitectónica, onde conventos e mosteiros assumem um papel preponderante. Após a extinção das ordens religiosas, todos eles foram transformados e adaptados a novas funções. É conhecida como a cidade dos sete conventos, que são:
> o convento de São Francisco;
> o convento de Santo Agostinho;
> o convento de Santa Clara;
> o convento de Santo António;
> o mosteiro de São Bernardo;
> o colégio de São Sebastião;
> o convento de São Brás, hoje desaparecido.
O convento de S. Francisco e, à direita, a Manufactura de Tapeçaria de Portalegre
O convento de São Francisco é o mais antigo, a sua fundação remonta a 1275. Depois da expulsão dos franciscanos, parte do convento albergou a primeira corticeira do mundo, outra, o quartel.
Oficinas da GNR, antigo convento de S. Agostinho
Erguido pela ordem dos Eremitas Descalços, o convento de Santo Agostinho é hoje ocupado pela Guarda Nacional Republicana. Da primitiva construção resta-nos a fachada exterior e a igreja.
Entrada da Biblioteca Municipal de Portalegre
A fundação do Convento de Santa Clara data de 1376, e deve-se à Rainha D. Leonor Telles. Após a morte da última abadessa, a sua utilização é sempre de cariz benevolente, ora como recolhimento de senhoras pobres, ora para raparigas em "perigo moral". Depois da Revolução dos Cravos, aí se alojam alguns serviços municipais e associações culturais. Ocupando todas as instalações do convento, desde Maio de 1999 que podemos desfrutar de um agradável espaço cultural, a Biblioteca Municipal de Portalegre.
Câmara Municipal de Portalegre, antigo colégio de S. Sebastião
Em 1605, inicia-se a construção do Colégio de São Sebastião. Doze anos depois já funcionava, dedicava-se à formação de sacerdotes. Em 1759, aquando da expulsão dos jesuítas, o colégio passa a propriedade estatal. No seu plano de industrialização para o país, o Marquês de Pombal determina que em Portalegre se estabeleça "uma fábrica de panos", destinada à transformação de lã e algodão. Em Julho de 1772, é oficialmente inaugurada a "Real Fábrica de Lanifícios de Portalegre". A fraca sustentabilidade e as condicionantes externas levaram à desintegração da mesma. No século XX, parte do edifício é ocupado pela Banda Euterpe de Portalegre e pela COOPOR. Já neste século, o edifício foi restaurado, adaptado às exigências contemporâneas, sem no entanto descuidar a original estrutura do colégio. Trata-se das novas instalações da Câmara Municipal de Portalegre, que pela sua excelente obra foram galardoadas com um prémio (o Prémio Nacional de Arquitectura "Alexandre Herculano", entregue ao arquitecto Sequeira Mendes e ao Município de Portalegre, a 17 de Novembro de 2006, em Lamego, durante o XI Encontro Nacional de Municípios com Centro Histórico, pela recuperação da Antiga Fábrica Real).
Mosteiro de S. Bernardo
O mosteiro de São Bernardo foi a abadia da Ordem de Cister mais importante a sul do rio Tejo. A sua fundação data do século XVI. Se o exterior foi alvo de diversas remodelações durante os séculos seguintes e hoje se assemelha a um monte alentejano, o seu interior deixa-nos boquiabertos quer pela sua beleza arquitectónica e azulejaria, quer pelo túmulo do Bispo D. Jorge de Mello, fundador do mosteiro, esculpido em mármore. Espaço amplo e polivalente, onde se realizam exposições e reuniões, alberga a escola prática da GNR.
Convento de S. António
O Convento de Santo António foi mandado edificar pelo Bispo D. André de Noronha, em 1572, e destinava-se a ajudar os mais carenciados. Com uma vista privilegiada sobre Portalegre, dali se via, sem ser visto, como convinha. É um edifício de traça simples.
Do convento de São Brás, actualmente pouco se sabe, mas pela estrutura e divisões do edifício da Casa-Museu José Régio sabe-se que ali existiu um convento.
Casa do Poeta José Régio, encostada ao Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre
FONTES
Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.
Município de Portalegre.
RODRIGUES, Jorge; PEREIRA, Paulo (1988). Cidades e Vilas de Portugal – Portalegre. Lisboa: Editorial Presença.
Trabalho realizado por Andreia Rosário e Lisete Pires
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Teresa O
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quarta-feira, maio 16, 2007
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Etiquetas: Alentejo, Contribuições, Portalegre, Portugal, Templos

Diana, 1947, 403 x 254 cm
O Museu da Tapeçaria de Portalegre Guy Fino situa-se num antigo palacete, conhecido por Palácio Castelo Branco, na Rua da Figueira, cidade de Portalegre. O seu nome deriva da homenagem prestada a Guy Fino, que inventou esta tapeçaria e integrou Portugal na lista dos grandes produtores internacionais de tapeçaria, devido ao seu enorme conhecimento na área dos lanifícios. Este trabalho foi completado com a invenção do ponto de Portalegre, por Manuel do Carmo Peixeiro, que confere às tapeçarias uma excepcional capacidade de expressão, uma total fiabilidade na interpretação do desenho e rigor ao reproduzir as obras de arte de diversos pintores.
A Manufactura de Tapeçaria de Portalegre é imprescindível para o museu, uma vez que contribui para o seu recheio.
No Museu podemos encontrar a Exposição permanente, uma Galeria de Exposições Temporárias e um Auditório. Trata-se de um museu de arte contemporânea, exprimindo os movimentos artísticos na tapeçaria, onde é possível encontrar obras de arte concebidas por artistas de renome, como Almada Negreiros, Vieira da Silva, entre outros.
Le Roi Soleil, 2001, 60 x 100 cm
Cartão, desenho e tapeçaria
FASES DA ELABORAÇÃO DAS TAPEÇARIAS
A obra de arte é cuidadosamente estudada pelo atelier técnico-artístico. É ampliada para a dimensão da obra final e projectada numa transparência, isto é, um papel quadriculado de quadrícula de 2 mm (o que corresponde à espessura do ponto). Aqui são traçados os contornos das formas e as fronteiras das cores, ou desenhados pormenores que têm de ser traduzidos em tecelagem.
Procede-se depois à demorada limpeza, que requer uma grande precisão de desenho e sensibilidade, assim como rigor do trabalho. Esta corrige as formas e linhas traçadas durante a ampliação e realiza a coloração de todas as formas com aguadas semelhantes à tonalidade do original, que, após o estudo da cor, são marcadas com um número ou código com a escolha da lã.
Amostra de mil cores do Museu da Tapeçaria de Portalegre
A tapeçaria de Portalegre é de alto-liço. Os linhóis são colocados lado a lado e os fios de teia em tensão formam uma cortina uniforme bastante grossa, com 10 fios por centímetro. A tapeçaria suspensa começa a ser tecida a partir da base pelas tecedeiras, que estão sentadas com o desenho colocado à altura dos olhos.
O ponto utilizado, denominado ponto de Manuel do Carmo, corresponde ao cruzamento simples de fios de teia com os de trama, alternando os fios pares com os ímpares, da técnica tradicional, o que consiste no envolvimento completo dos fios de teia pela trama decorativa, desenhando-se, assim, ponto a ponto, as manchas de cor, com contornos precisos e tonalidades delicadas que nos maravilham pela sua textura aveludada.
Na fase terminal executa-se a tirela de remate. Os fios são cortados da teia, libertando a peça, que posteriormente é esticada e posta à esquadria, onde é molhada com água e sujeita a tratamento anti-traça. Por último, são realizadas as bainhas e, no avesso da tapeçaria, é colocado o bolduc (que consiste num pedaço de tela que contém o título da obra, dimensões, nome e assinatura do pintor).
Em suma, devido à complexidade do processo de tecelagem, e pelo facto de ser um trabalho 100% realizado à mão, estas tapeçarias são executadas ao longo de pelo menos um ano (data mínima para as tapeçarias de menor dimensão), tendo, portanto, um custo bastante elevado. O preço mínimo ronda, neste momento, os 9 mil euros e o mais exuberante 91 mil euros.
Contudo, as manufacturas não deixam de receber encomendas nacionais e internacionais. São colocadas em exposição em locais de bastante relevo, como por exemplo entidades bancárias, a Fundação Calouste Gulbenkian, hotéis prestigiados e galerias, das quais se destaca uma em Madrid.
O Poeta, 190 x 155 cm
Trabalho realizado por Emilie Baptista e Susana Menezes
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Teresa O
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quinta-feira, maio 10, 2007
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Etiquetas: Alentejo, Comunicação e Artes, Contribuições, Portalegre, Portugal

O concelho de Portalegre fica situado no Norte Alentejano. É constituído por dez freguesias, duas urbanas (Sé e S. Lourenço) e oito rurais (Alagoa, Alegrete, Carreiras, Fortios, Reguengo, Ribeira de Nisa, S. Julião e Urra). Tem uma superfície de 464 Km2 e cerca de 26 mil habitantes.
Portalegre desenvolveu-se sobretudo a partir do século XVI, época em que foi elevada a sede de Bispado e à categoria de cidade, o que, com o desenvolvimento económico da agricultura, do comércio e também da indústria, levou ao aparecimento de famílias nobres e burguesas que mandavam construir residências com uma certa grandiosidade.
A cidade possui uma grande tradição industrial. O fabrico de panos de lã data da Idade Média, desenvolvendo-se mais a partir do século XVII. No século XIX surgiu a Fábrica Robinson, dedicada à preparação e transformação de cortiça, sendo parte integrante da memória de Portalegre e possuindo um valioso espólio de arqueologia industrial. Em 1947, surge a Manufactura de Tapeçarias, que, devido à originalidade e ao valor artístico dos seus trabalhos, rapidamente se converteu no ex-libris da cidade.
CRONOLOGIA
1259 - Possível concessão de foral por D. Afonso III;
Século XIII - Remodelação da fortaleza por D.Dinis; fundação do Convento de S. Francisco;
1376 - Foi fundado o Convento de Santa Clara;
1387 - Em 6 de Julho, D João I, grato pela atitude dos portalegrenses ao pugnarem pela sua causa, deu a Portalegre o título de "Leal";
1511 - Em 29 de Março, D. Manuel I concedeu novo foral à vila;
1533 - D. João III, em 3 de Janeiro, tornou-a sede de uma nova correição (área de jurisdição do corregedor - juiz presidente dos círculos judiciais);
1550 - O mesmo monarca elevou Portalegre à categoria de cidade em 23 de Maio e conseguiu de Roma a criação da Diocese portalegrense;
1552 - Início da construção do Convento de Santo António;
1556 - Foi lançada a primeira pedra da Sé Catedral, a 14 de Maio;
1605 - Os Jesuítas instalam na cidade o colégio de S. Sebastião;
1640 - Portalegre foi uma das primeiras localidades do país a reconhecer a independência de Portugal e sofre os embates dessa patriótica atitude, durante as lutas da restauração;
1683 - Foi fundado o Convento de Santo Agostinho;
1704 - Filipe V de Espanha conquista Portalegre durante a Guerra da Sucessão de Espanha;
1772 - Fundada a Real Fábrica de Lanifícios de Portalegre, por iniciativa do Marquês de Pombal, instalada no antigo Colégio de S. Sebastião;
1801 - "Guerra das Laranjas". Portalegre é conquistada pelos espanhóis;
1808 - Invasões francesas. Portalegre tem de pagar um pesado tributo imposto pelo general Loison, o «Maneta»;
1835 - Instituição dos distritos a 18 de Julho. Portalegre passou a ser capital de um deles, ficando-lhe associados 15 concelhos;
1848 - O industrial inglês George Robinson instala-se em Portalegre;
1848 - É plantado o famoso Plátano no Rossio;
1947 - Nasceu a Manufactura de Tapeçarias.
ROTEIRO DE PORTALEGRE
Portalegre desfruta de um património arquitectónico extraordinário. Visite o nosso centro histórico:
1º Casa-Museu José Régio;
2º Convento de S. Francisco;
3º Praça da República, com o Palácio Acchioli (séc. XVIII), onde funciona a Escola Superior de Educação, e o Palácio Avilez (séc. XVIII), actual Governo Civil de Portalegre;
4º Pela Porta de Alegrete, entramos na Rua 19 de Junho (antiga Rua da Deveza), que dá acesso à Praça do Município e também ao Convento de Santo Agostinho (séc. XVII),
à Rua de Santa Clara, com o Antigo Convento de Santa Clara, e à Rua do Castelo (séc. XIII, XIV, XVI);
5º Praça do Município: Paços do Concelho (séc. XVII) e Sé Catedral (séc. XVI, XVII, XVII), consagrada a Nossa Senhora da Assunção;
6º Museu Municipal;
7º Museu de Arte Sacra e Artes Decorativas;
8º Museu de Tapeçaria Guy Fino;
9º Largo Cristóvão Falcão: Palácio Amarelo, também conhecido como Palácio dos Abrançalhas;
10º Rua 5 de Outubro: Igreja de S. Lourenço;
11º Rossio: Palácio Povoas;
12º Avenida da Liberdade: Edifício da Misericórdia e Igreja do Espírito Santo;
13º Mosteiro de S. Bernardo.
DISTÂNCIAS, ACESSOS E ITINERÁRIOS
- 380 Km do Porto, 230 Km de Lisboa e 105 Km de Évora.
- 450 Km de Madrid, 134 Km de Cáceres e 74 Km de Badajoz.
Portalegre é servida por três auto-estradas (A1, A6 e A23) que entroncam em 2 itinerários principais (IP2 e IP6).
Partindo de Lisboa, sugere-se o seguinte itinerário:
A6 (Lisboa - Estremoz), IP2 (Estremoz - Portalegre).
Partindo do Porto:
A1 (Porto - Lisboa até à saída de Torres Novas), A23 (até Gardete), IP2 (Gardete - Portalegre).
FONTE
Município de Portalegre.
Trabalho de pesquisa realizado por Sara Margarida Torres e Maria Alexandrina Capão
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Teresa O
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quarta-feira, maio 09, 2007
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Etiquetas: Alentejo, Contribuições, Portalegre, Portugal

Roteiro da viagem
Página oficial
> Croatia (Croatian Tourist Board / Hrvatska turistička zajednica)
Informação regional e turística
> Croácia: In Your Pocket, Lonely Planet
> Zagreb: Zagreb Tourist Board
> Lagos Plitvice: Nacionalni Park Plitvička jezera
> Dalmácia: Split and Dalmatia County Tourist Board, Dalmatia Travel Guide
> Split: Split
> Šibenik: Šibenik Tourist Association, Sibenik.hr
> Hvar: Tourist board of City of Hvar, Island Hvar
> Dubrovnik: Dubrovnik Tourist Board, City of Dubrovnik official web page, Dubrovnik - Neretva County Tourist Board, Dubrovnik info, Dubrovnik-online, Travel to Dubrovnik, Dubrovnik Summer Festival
> Cavtat: Tourist Board of Konavle - Cavtat
Alojamento
> HFHS (Croatian Youth Hostel Assoc.)
Transportes
> Avião: Croatia Airlines, Aeroporto de Zagreb, Aeroporto de Dubrovnik
> Autocarro: Autotrans, Croatia Bus, estação de autocarros de Zagreb, estação de autocarros de Split
> Comboio: Croatian Railways (HŽ-Hrvatske željeznice)
> Barco: Jadrolinija
O Montenegro em cliques: aqui
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quarta-feira, abril 25, 2007
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E lá entrámos em Dubrovnik, pela Porta de Pile, como toda a gente. E, literalmente, com toda a gente.
Dubrovnik é a maior atracção turística da Croácia, e, inegavelmente, uma perolazinha. Consta que George Bernard Shaw lhe chamou o Paraíso na Terra. Consequentemente, está sempre apinhada de gente. Fotos idílicas, só mesmo aos telhados, para evitar as muitas cabeças intrometidas.

A Porta de Pile dá acesso à Placa (Stradun), a rua principal, que atravessa a cidade velha em linha recta até ao porto. Pelo caminho, encontramos as principais atracções da cidade: a igreja de S. Salvador, a grande fonte de Onofre, o museu e o mosteiro franciscano, a coluna de Orlando e o Palácio Sponza, com os arquivos históricos, mesmo junto à grande torre do sino. Para a direita, a igreja de S. Brás (Sveti Vlaho), padroeiro da cidade, a Câmara Municipal, o Palácio do Reitor (museu da cidade) e a Catedral. Para um lado e para o outro da Placa (que se lê platsa), o antigo casario empoleira-se nos desníveis rochosos, geometricamente alinhado ao longo de estreitas ruas paralelas e muitos degrauzinhos. Quanto mais se sobe, melhor é a vista. O calor excessivo faz pensar duas vezes: não fossem as igrejas e os conventos lá pelo meio, as fotos panorâmicas podem sempre guardar-se para o caminho da ronda.

A cidade velha de Dubrovnik é uma fortificação medieval construída sobre um rochedo. O complexo integra ainda, do lado de fora, o forte Lovrijenac (um dos seus pilares defensivos) e a casa de quarentena (Lazareti). Classificada pela UNESCO, em 1979, como património da Humanidade, viu a classificação confirmada em 1994, depois da reconstrução. À entrada de cada uma das portas da cidade, um mapa assinala os danos sofridos durante a guerra. O vandalismo bélico, hoje em dia, está particularmente atento aos pontos turísticos. Não fossem os ditos mapas e facilmente esqueceríamos que, há cerca de 15 anos, as lajes brancas da Placa ficaram todas esburacadas, a grande fonte de Onofre esventrada, quase todos os vidros estilhaçados, muitos telhados rebentados e casas ardidas. E muito dinheirinho da UNESCO e dos contribuintes europeus para reparar os estragos. Não tenham juízo, não.
O caminho de ronda sobre a muralha oferece uma vista fabulosa sobre a cidade, o Adriático e a vizinha ilha de Lokrum. O bilhete é válido também para o forte Lovrijenac, de onde se tem uma bela vista exterior da fortificação da cidade velha. Há só que ter cuidado com a hora do passeio: aconselha-se entrar cedo de manhã, ou então deixar para antes do fecho, ao final da tarde, fora das horas mais quentes do dia.

Outras belíssimas perspectivas da cidade têm-se do mar. Também em Dubrovnik optámos por passeios de barco, para aliviar o calor insuportável. Tirámos um dia para uma excursão às ilhas Elafiti (Koločep, Šipan e Lopud) e uma tarde para conhecer a vizinha localidade de Cavtat, no vale de Konavle. Na verdade, não ficámos a conhecer muito nem de umas nem da outra, porque, assim que o barco parava, entrávamos dentro de água, porque fora não se podia estar.
Alternativa: o ar condicionado de um autocarro. Foi assim que tirámos um dia para pôr um pezinho no Montenegro (relato aqui e aqui).

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sábado, abril 21, 2007
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Etiquetas: Castelos, Colecções, Croácia, Fontes e chafarizes, Papa-unescos

Tinha pressa, nos últimos instantes. Atravessou a cidade, que está construída num vale, seguindo para o lado oposto ao cemitério, e começou a subir a zona nova do colégio e seminário até acabarem os prédios, são uns vinte e cinco minutos a pé.
Antes de se enfiar no mato, passou pelo pátio interno do colégio, uma espécie de coliseu romano dos lacraus. (...)
O coveiro sentou-se entre as mimosas com o saco de insecticida 605 Forte, o seu ferrão. Dali via até quase ao Rossio, a colina a subir ao Castelo, à Sé e Paço do Bispo, às chaminés da fábrica da rolha. Muito mais longe, atrás do Penhasco, para sul, as searas na planície e os montes azuis. Nas suas costas, a subida rochosa para a serra e para Espanha. As mimosas são acácias de um verde doentio na maior parte do ano, mas na Primavera dão realmente belos cachos. A cidade tem um perfil inconfundível na zona alta, como a dentadura duma chave. Ninguém conseguia fazer uma chave igual, e também ninguém queria.
Rui Cardoso Martins ([2006] 2007). E se eu gostasse muito de morrer. 3ª edição, Lisboa: Publicações Dom Quixote, pp. 24-25.
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Teresa O
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terça-feira, abril 03, 2007
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Etiquetas: Alentejo, Comunicação e Artes, Portalegre, Portugal
Faz agora 6 anos era lançado o álbum a que esta canção emprestou o título. Consta que ela andou nos tops mais de 52 semanas, o que equivale a dizer que passou insistentemente nas rádios durante mais de um ano. Ainda agora, de vez em quando, surge por entre as ondas FM, quando me fazem companhia, naqueles momentos aborrecidos de secretária desta vida de professora. Nessas alturas, não resisto a aumentar o volume, fechar os olhos e deixar-me transportar até ao Verão de 2001, para dentro do então carro da Audrey, pelas auto-estradas da América fora, aquelas cuja portagem se pagava com uma ficha atirada para dentro de um cesto, à laia de basquetebol.
Semanas gloriosas, de um Agosto muito quente, com uma onda de calor a assolar a Nova Inglaterra, e nós no carro, a cantar por cima do rádio e a contar state line atrás de state line: Massachusetts, New Hampshire, Maine, Vermont, New York,...

Semanas memoráveis, quando este mundo era outro e os americanos afrouxaram as regras de segurança, permitindo a entrada no país sem visto a um maior número de visitantes estrangeiros, entre os quais os portugueses, e entre eles eu.
Foi assim que rumei a Boston, com escala em Newark, passaporte na mão, a puxar o meu trolley pequeno (ainda me lembro da cara da Audrey, quando lhe disse que não tinha mais bagagem, mas a tua mãe tem máquina de lavar roupa, não é? Detesto desfiles de moda!).
Guardo nitidamente na memória a primeira imagem do solo norte-americano, quando, ao desembarcar no aeroporto de Newark, passada a manga e um longo corredor vazio, fui recebida, ao virar de uma esquina, por uma parede verde-água com a inscrição em letras garrafais: «Welcome to the United States of America». Numa fracção de segundo, passaram-me em turbilhão imagens do muro junto à fronteira com o México e das jangadas cubanas, o som dos Zebda: «Je suis venu, mais je suis pas venu, tu penses, m'entendre dire: Sois le bienvenu» e o estranho desconforto de me sentir uma ocidental privilegiada.
A primeira vez que o vi, o carro da Audrey, foi no estacionamento do aeroporto de Boston. Lembro-me de ter reparado numa mancha gordurosa no chão: «O depósito tem uma fuga, mas na oficina disseram que não é grave, que aguenta até ao fim-de-semana. O meu mecânico no Vermont depois vê». Ainda tentei argumentar que uma fuga de combustível não me parecia um diagnóstico muito saudável, mas o cansaço de uma viagem longa, 5 horas de atraso no relógio e as perspectivas de atravessar Boston ainda com luz e de um duche no apartamento da Audrey, em Somersworth, New Hampshire, depressa me fizeram entrar no carro sem mais questões. Escusado será dizer que o carro já não saiu esse fim-de-semana da oficina e que a Audrey teve de voltar ao trabalho (ainda na PanAm, até ao final desse ano, depois foi o que já se sabe, naquela como nas outras companhias de aviação) com o carro da Ana.
Foi assim que me vi presa uma semana em Lowell, Vermont, sem grandes possibilidades de movimentação, mas com uma oportunidade ímpar de conhecer o American way of life na América rural profunda, entre montes verdes, pontes cobertas, vacas (aquelas que dão o leitinho com que se produz o Cabot Cheese), colibris, esquilos, doninhas fedorentas, telenovelas mexicanas, general stores, quedas de água, campos de girassóis e uma estranha ausência de alces.

Imagens do vídeo de Red Hot Chili Peppers, realizado por Stephane Sednaoui, Scar Tissue, Moebetoblame Music, BMI / Warner Bros. Records Inc., 1999.
Uma América menos verde, mas bem road movie.
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Teresa O
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segunda-feira, março 26, 2007
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Etiquetas: Comunicação e Artes, Estados Unidos da América, Viagens interiores
Now that she's back in the atmosphere
With drops of Jupiter in her hair, hey, hey
She acts like summer and walks like rain
Reminds me that there's time to change, hey, hey
Since the return from her stay on the moon
She listens like spring and she talks like June, hey, hey
Tell me did you sail across the sun
Did you make it to the Milky Way to see the lights all faded
And that heaven is overrated
Tell me, did you fall for a shooting star
One without a permanent scar
And did you miss me while you were looking for yourself out there
Now that she's back from that soul vacation
Tracing her way through the constellation, hey, hey
She checks out Mozart while she does tae-bo
Reminds me that there's room to grow, hey, hey
Now that she's back in the atmosphere
I'm afraid that she might think of me as plain ol' Jane
Told a story about a man who is too afraid to fly so he never did land
Tell me did the wind sweep you off your feet
Did you finally get the chance to dance along the light of day
And head back to the Milky Way
And tell me, did Venus blow your mind
Was it everything you wanted to find
And did you miss me while you were looking for yourself out there
Can you imagine no love, pride, deep-fried chicken
Your best friend always sticking up for you even when I know you're wrong
Can you imagine no first dance, freeze dried romance five-hour phone conversation
The best soy latte that you ever had... and me
Tell me did the wind sweep you off your feet
Did you finally get the chance to dance along the light of day
And head back toward the Milky Way
Tell me did you sail across the sun
Did you make it to the Milky Way to see the lights all faded
And that heaven is overrated
Tell me, did you fall for a shooting star
One without a permanent scar
And did you miss me while you were looking for yourself out there
Letra e música de Train, Drops of Jupiter, Columbia Records, 2001.
Na imagem, o Ford Mustang da Audrey, o próprio.
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Teresa O
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domingo, março 25, 2007
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Etiquetas: Estados Unidos da América, Música
| La imagen es un lugar perverso. En ella se detiene todo aquello que ha de irse. La imagen suspende el curso, lo entorpece, nos entorpece. (Chantal Maillard) |